22 de mar de 2012

EDUCAÇÃO E INCLUSÃO
Alexandre Baiocchi e Dileuza Niebielski Baiocchi
Sumário
Educação e inclusão: uma relação de alteridade
Entre os desafios da educação contemporânea está a valorização do ser humano, de seu potencial para o desenvolvimento e sua inclusão na sociedade. Dessa forma, é notória a importância da educação escolar para o exercício da cidadania com base no reconhecimento e devida aceitação da diversidade, ou seja, da alteridade.
No presente artigo, discutimos, de forma generalista, a importância da inclusão escolar e sua relação com a alteridade. Portanto, fez-se pertinente a interlocução entre diferentes autores, de diferentes postulados ontológicos e epistemológicos, com ênfase na perspectiva histórico-cultural, citando Leontiev e Vygotysk. As ideias da perspectiva histórico-cultural concebem o sujeito como constructo e construtor do contexto sócio-histórico. Assim, focalizaremos o princípio da inclusão escolar como um dos principais pontos para a consolidação dos preceitos de uma sociedade justa, humana, igualitária e aberta à diversidade. Trata-se de um processo que permite a construção de novas atitudes, novos comportamentos e novos conceitos os quais propiciam transformações que influenciam diretamente na sociedade.
Palavras chaves: Educação - Educação Inclusiva - Alteridade
A Educação e a Inclusão Escolar
A educação diz respeito à existência humana, é considerado um processo decorrente de um fenômeno (a formação do homem em ser homem), que acontece através da reconstrução e de reorganização da experiência. Podemos considerar que este fenômeno está intimamente ligado a própria vida, e é esta continua organização ou reorganização da experiência pela reflexão que se intitula e se enaltece a existência humana.
A educação é um processo existencial, tal processo configura o homem em sua realidade, restitui a educação ao seu lugar natural na vida humana e torna educação categoria dessa vida resultando em experiências que contribuirão para uma formação significativa em prol do coletivo.                                                                       
Por caracterizar-se em um fato existencial, a educação torna-se, obrigatoriamente, um fato cultural ou social, pois a da transmissão cultural ocorre de forma integrada, evidenciando, assim, que o saber é o conjunto de dados culturais expressos pela sociedade, onde a geração adulta transmite à nova geração as conquistas de sua civilização através da linguagem.                   
Com efeito, considerando a educação como o resultado de uma interação através de vivencias individuais e/ou coletivas do individuo com o meio, a reorganização e reflexão consciente da experiência está contida no mesmo processo, visando transformar o homem em algo melhor, formando-o e entendendo-o como um ser integral que é capaz de se elevar através da experiência, visando não apenas a formação de habilidades, mas também do caráter e da personalidade social.   
Segundo Brandão: “a educação é, como outras, uma fração do modo de vida dos grupos sociais que criam e recriam, entre tantas invenções de sua cultura e sociedade”. (2001, p.10).  Observa-se, portanto, que a educação é encontrada em todas as sociedades, e em todos os setores, sendo o resultado da ação de todo o meio sociocultural sobre os seus participantes, assim as pessoas se comunicam não com o objetivo de educar, porém educam e se educam, quase sempre fazendo uso da reorganização e reflexão consciente da experiência e da troca de experiência.
Dessa forma, a educação como fenômeno apresenta-se como uma comunicação entre pessoas livres em graus diferentes  de maturação humana em determinado momento histórico, que não possui caráter neutro, mas se encontra comprometida com a economia e a política de cada tempo, cuja finalidade é a promoção ou emancipação do homem e que se efetiva como um fato social, referindo-se a sociedade como um todo, visando transformações.
Brandão (2001, p.12) postula que, “a educação existe no imaginário das pessoas e na ideologia dos grupos sociais e, ali, sempre se espera de dentro, ou sempre se diz para fora, que a sua missão é transformar sujeitos e mundos em alguma coisa melhor, de acordo com as imagens que se têm uns e outros”.
A inclusão é um dos temas mais freqüentes no debate contemporâneo sobre educação, vivemos um momento de transformações sem precedentes na historia da humanidade. Este momento se caracteriza pelo processo de aceitação da diversidade, o cenário atual faz referencia à importância da educação no processo de inclusão.
Segundo Aranha (1996, p.74) "Ao privilegiar determinado tipo de conteúdo a ser ensinado ou um método para facilitar esse processo, a escola não transmite apenas  conhecimentos intelectuais por meio de uma prática neutra, mas repassa valores morais, normas de conduta, maneiras de pensar.”
Vale salientar que a educação deve ser compreendida inserida no contexto escolar e, ainda, no contexto social e econômico aos quais pertence. Dessa maneira, subentende-se que toda reforma educacional não se limita à aspectos técnicos e neutros, pois por trás da transformação há posições políticas e interesses pautados em determinada ideologia. De acordo com Rodrigues (2000, p.63): " Por tudo isso a sociedade criou escolas que passaram a assumir as responsabilidades educacionais dos novos membros. Assim, do ponto de vista dessas funções, aquilo que era dividido entre a igreja, comunidade e família passou a ser transferido para outra instituição socialmente necessária."
Portanto, pode-se afirmar que a escola representa a “instituição que a humanidade criou para socializar o saber sistematizado” (PENIN & VIEIRA, 2002, p. 14). Porém, o processo educativo, dentro da essência escolar, se dá através dos educadores.
No entanto a UNESCO , em 1990, instituiu a Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, aonde foi produzido um relatório, no qual a educação é concebida a partir dos princípios que constituem os “quatro pilares da educação”, que são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser (UNESCO, 1999). Sendo que, aprender a conhecer significa o domínio dos instrumentos do conhecimento, supõe aprender a aprender, exercitando os processos e habilidades cognitivas. Aprender a fazer constitui-se em, além de uma qualificação profissional, a aquisição de competências que possam tornar a pessoa apta a enfrentar variadas situações envolvendo o âmbito das experiências sociais e de trabalho. Aprender a conviver baseia-se em um exercício intra e interpessoal, pois educar para a convivência é uma exigência inadiável e um caminho para enfrentar questões apresentadas pela diversidade e pelo multiculturalismo. Aprender a ser significa que deve ocorrer o desenvolvimento total da pessoa: espírito, corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, capacidade para comunicar-se, espiritualidade. Significa, ainda, que o individuo precisa aprender desenvolver uma postura autônoma e crítica, sendo capaz de formular seus próprios juízos de valor, não negligenciando nenhuma de suas potencialidades individuais.
E considerado o pilar mais importante, entre os citados acima, o que se refere à convivência, visto que se trata de aprender conviver com outros, respeitando e aceitando o outro e a sua cultura. Tal aprendizagem almeja conduzir os indivíduos a realização de projetos comuns ou então a uma gestão inteligente, ou seja, uma sociedade democrática. Dentro deste contexto, a educação indica uma função da escola e dos professores novamente voltada à formação e realização plena do ser humano, onde tal formação e realização são alcançadas através da convivência e da ação concreta, qualificadas pelo conhecimento.
Para Freire (2000, p. 16):
A primeira condição para que um ser possa assumir um ato comprometido está em ser capaz de agir e refletir. É preciso que seja capaz de, estando no mundo, saber-se nele [...], Se a possibilidade de reflexão sobre si, sobre seu estar no mundo, não existe no ser, seu estar no mundo se reduz a um não poder transpor os limites que lhe são impostos pelo próprio mundo, do que se resulta que este ser não é capaz de compromisso. É um ser imerso no mundo, no seu estar, adaptado a ele e sem ter dele consciência.
Assim, a educação não se caracteriza na simples transmissão da herança cultural, mas em um processo pelo qual também se torna possível a elaboração do novo e a ruptura com o velho, é através dela que se mantém viva a memória de um povo. Por isso, a educação não deve ser considerada apenas como um simples veículo transmissor, mas algo que possibilita a critica aos valores herdados e aos nossos valores propostos, abrindo espaço para que ocorra uma reflexão acerca da própria existência humana.
Todavia, se há a realidade como ponto de partida e ponto de chegada no campo da construção do conhecimento, a ação e a reflexão seguida de uma nova ação serão capazes de transformar a realidade social, pois antes transformou o próprio sujeito, fazendo deste um ser que reflete a respeito de suas ações, tendo como base, para tal reflexão, o compromisso social. Para Freire (2005, p. 42), esta atitude é denominada “práxis”, ou seja, “é a reflexão e ação dos homens sobre o mundo para transformá-lo”.
Assim, uma escola que assume por missão consolidar a capacidade e a vontade dos indivíduos de serem atores, instigando a sua capacidade e vontade de refletir e agir sobre o mundo, oferece garantias institucionais para que se possa iniciar um processo democrático e, consequentemente, inclusivo. Considerando o fato de que a função da escola em primeiro lugar é oferecer uma educação centrada no individuo e não na sociedade, orientando para a liberdade do sujeito pessoal, para a comunicação intercultural e para a gestão democrática da sociedade e suas mudanças.

Educação Inclusiva: Aspectos históricos
O acesso à educação como forma de aprendizagem pode ocorrer tanto de forma natural, através da interação dentro do grupo social em que o sujeito convive, como pode ocorrer formalmente através de uma instituição, por exemplo, a escola. Historicamente, dentro do processo de escolarização existem segmentações para atender a grupos diferentes da sociedade, que dividem a educação em regular e especial.
O termo ensino especial surge através da UNESCO, em 1958, que define como a área da pedagogia que compreende o ensino geral e profissional destinado aos deficientes físicos ou mentais, aos inadaptados sociais e demais categorias especiais de crianças (TORRES-GONZALES, 2002). Sobre o conceito de educação especial e da clientela a qual se dirige, aos portadores de necessidades especiais, existem diversas definições na literatura que demonstram a evolução histórica do conceito. E a educação especial desde os seus primórdios até a atualidade vem apontando a segregação das pessoas com necessidades educacionais especiais em diversos momentos da história da humanidade.
A origem do termo educação especial passa pela definição de deficiência mental (DM) que podemos resgatar desde a época da Grécia Antiga. Ceccim (1997) aponta que em Esparta, crianças com deficiência física ou mental eram consideradas sub-humanas, pois não estavam de acordo com os padrões atléticos e guerreiros, e seu abandono e eliminação eram aceitáveis.
A difusão do cristianismo resgata a condição de ser humano, porém a DM continua com a visão de aberrações da natureza ou seus portadores como presas de entidades malignas. Na ética cristã, o castigo funciona como caridade, pois salva almas das garras do demônio, e o confinamento é a forma de segregar e isolar do contato o que representa algo incômodo e inútil (CECCIM, 1997).
De acordo com Cardoso (2003), durante a Idade Média, nos países europeus, os deficientes eram associados à imagem do diabo e aos atos de feitiçaria, sendo perseguidos e mortos. Esses integravam a categoria dos excluídos. Então deviam ser afastados do convívio social ou ser sacrificados. Através da legislação inglesa, em 1534, a DM é definida como doença com critérios de identificação onde como descreve Ceccim (1997) “será bobo ou idiota de nascimento a pessoa que não puder contar até 20 moedas, nem dizer quem era seu pai e compreender letras mediante ensino”.
No século XVIII a internação em hospitais ou hospícios passa a ser a solução para o problema da DM. A partir deste momento a DM passa a ser estudada pela medicina, tratada como orgânica e passível de ser tratada com medicamentos. (CECCIM, 1997). Passando pelas instituições residências no século XIX, os médicos passaram a se dedicar ao estudo dos deficientes. Já no século XX ocorre a desinstitucionalização e surgem as classes especiais com programas escolares para os deficientes mentais leves e moderados (CARDOSO, 2003).
Este contexto histórico explica a tendência de definir a educação especial a partir de transtornos e déficits, ou seja, pela rotulação de classificações médico-clínicas, que enfatizam as características negativas em detrimento das possibilidades e necessidades dos sujeitos.
A partir dos anos 80, no século XX, começa a surgir uma nova concepção de educação, a integração das crianças e jovens com dificuldades especiais no âmbito da escola regular, garantindo um processo educativo adequado as suas necessidades.
Atualmente, o termo para definir a clientela da educação especial foi ampliado, a expressão necessidades especiais educativas (NEE) inclui tanto sujeitos portadores de deficiências físicas, sensoriais ou psíquicas, como aqueles que apresentam dificuldades na aquisição de aprendizagem, seja por problema de maturidade ou problema de origem sócio-cultural, ou até mesmo proveniente de intervenções metodológicas inadequadas da própria escola (TORRES-GONZALES, 2002). O mesmo autor acrescenta (p.79):
A expressão necessidades educativas especiais supera a concepção clássica de educação especial como educação de alunos com déficits e, portanto, exclusiva de alguns poucos, para avançar até um novo conceito de educação especial como resposta educativa à diversidade humana que procura condições normalizadoras e favorecedoras do desenvolvimento de todos os cidadãos; enfim trata-se de uma educação para todos, sejam quais forem as suas características individuais e do meio.
Além da evolução conceitual da educação especial, é notório o movimento mundial na busca da discussão sobre uma política de integração e educação inclusiva. Em junho de 1994, a Conferência Mundial de Educação Especial, em Salamanca - Espanha, culminou em vários pontos de reflexão para mudanças da realidade discriminatória da educação especial (MACIEL, 2000).
No Brasil, segundo Ferreira (1998), a repercussão acontece com a emissão da nova Lei de Diretrizes e Bases, Lei 9394 (1996), que reserva um capítulo exclusivo para a educação especial e aponta que a educação dos portadores de necessidades especiais deve dar-se, preferencialmente, na rede regular de ensino. Como afirma Ferreira (1998) a legislação, por si, não assegura direitos, especialmente porque a questão da educação especial tem expressão política reduzida no contexto da educação geral, pois se concede pequena importância às pessoas com necessidades especiais nas políticas sociais.
Para Goffman (1980), estigma significa marca, esta marca media a identidade da exclusão tal como ocorrem com os leprosos, os cegos, as prostitutas, os deficientes. É necessário aprofundar a discussão, pois conforme Skliar (1997, p. 16) “incluir a educação das crianças especiais dentro da discussão educativa global não significa, então, incluí-las fisicamente nas escolas comuns, mas hierarquizar os objetivos filosóficos, ideológicos e pedagógicos da Educação Especial.”
De acordo com Stainback & Stainback (1999) o ensino inclusivo é, em um sentido mais amplo, a prática da inclusão de todos, sendo esses talentosos ou não, portadores de alguma deficiência ou não, provenientes de qualquer origem socioeconômica e cultural. Tal ensino deve dar-se em escolas e salas de aula provedoras, onde todas as necessidades dos alunos possam ser satisfeitas. E, ainda, Skliar (1997) aponta como sendo notável a proposta concreta de integração das crianças especiais à escola regular como a via de saída para o fracasso educativo e econômico da educação especial.
Pitta e Danesi (2000) colocam que razões econômicas estão, implicitamente, na essência dos movimentos que visam a integração de alunos com NEE no ensino regular, ou seja, a verdadeira finalidade é a redução de custos. E, ainda, os autores afirmam que a comunidade solidária à causa, os pais das crianças com NEE e as próprias crianças, desejam tal integração, entretanto a preocupação real dos governantes não é esta.
O movimento da educação inclusiva está acontecendo de forma impositiva nas escolas sem prever um espaço para discussão de critérios de integração em casos possíveis. Além disso, as escolas, em sua grande maioria, não possuem uma estrutura mínima e adequada para atender as crianças com NEE (PITTA e DANESI, 2000).
Apesar do desenvolvimento dos estudos teóricos, do surgimento de novas concepções e perspectivas, os professores não encontram-se preparados adequadamente, o que caracteriza-se  em outro problema crítico (PITTA e DANESI, 2000). Já Carvalho (2000) enfatiza que a predisposição dos professores frente à diversidade tem um papel decisivo na compreensão das diferenças individuais, em sua aceitação e respeito, criando, removendo ou intensificando os obstáculos existentes.
Em relação aos pais, Glat (1999) ressalta que a “imaturidade” afetiva e comportamental presente nas pessoas com NEE não é apenas determinada pelo nível de seu desenvolvimento cognitivo, mas é, sobretudo, o resultado da infantilização e da superproteção de como são tratados durante toda a sua vida. Este tratamento superprotetor, dispensado pelos pais, restringirá as experiências compatíveis com as fases de desenvolvimento.
Stainback & Stainback (1999, p. 21) ressaltam que, na medida em que os alunos são educados todos juntos constatam-se várias vantagens: “as pessoas com deficiências têm oportunidade de preparar-se para a vida na comunidade, os professores melhoram suas habilidades profissionais e a sociedade toma a decisão consciente de funcionar de acordo com o valor social da igualdade para todas as pessoas, com os consequentes resultados de melhoria da paz social.”
Inclusão e SociedadeFaz-se imprescindível, ainda, abordar a especificidade humana, que segundo Vygotsky (1998), está na capacidade de aprender na interação com os membros mais experientes da cultura, de ensinar as demais gerações, ou seja, de acumular conhecimentos para que ninguém precise partir do zero, mas sim do que a humanidade já acumulou – note-se que todos os seres humanos têm direito de se apropriar desse conhecimento. Conforme Delval (2001, p. 11) "A característica de nossa espécie é que aprendemos com os outros, que nos transmitem os conhecimentos acumulados por nossos antepassados durante milênios."
O homem desde o princípio da historia humana vem modificando suas condições de vida, tudo o que aprende e desenvolve vai sendo transmitido para outras gerações de forma sistemática, bem como aprimorado pela atividade criativa e produtiva. Ao aprender a usar objetos da cultura que se encontram na sociedade e na escola o homem reproduz para si aquelas aptidões.
Opta-se pela perspectiva histórico-cultural porque todo o ser humano nasce com apenas uma capacidade, a de aprender, ou seja, nasce completamente dependente e vai aprendendo nas interações sócio-culturais. Portanto, as pessoas denominadas "normais” não nascem prontas e as denominadas "deficientes” não são “tábula rasa”, mas sim todos tem potencialidades a serem desenvolvidas, o que as diferencia são as especificidades e singularidades pertinentes a cada um (VYGOTSKY, 1998).
Sendo assim, há necessidade de uma pedagogia da inclusão, na qual o professor e suas práticas não estejam centrados nos limites e dificuldades dos alunos, mas sim em ultrapassá-los: as experiências precisam ser positivas para criarem vínculos, para que o sujeito se perceba fazendo parte do processo de construção cultural-social.
O autoconhecimento não significa conhecer apenas seus limites, mas implica avaliar o papel que cada um ocupa nas relações sociais das quais é resultado. Acolhimento, por exemplo, não é docilidade, mas o rompimento de rótulos e preconceitos onde são valorizadas a participação e a contribuição de todas as experiências, pois o conhecimento não pode ser propriedade só de especialistas, e a avaliação deve ser um diagnóstico para se ter enquanto ponto de partida, a fim de realizar um trabalho que amplie as possibilidades dos sujeitos e não para selecionar alunos capazes de responder padronizadamente.
Ross (In: Educar em revista, 2004, p. 213) afirma que, "as diferenças não necessitam ser superadas, mas simplesmente respeitadas”. A perspectiva inclusiva retoma o comprometimento com os demais e a importância da vida em sociedade na convivência com o diferente. Enfim, para haver inclusão a educação precisa ser menos competitiva e mais cooperativa.
A inclusão, como fenômeno humano individual e social, é denominada pelas representações socioculturais de cada comunidade em diferentes gerações e pelo nível de desenvolvimento cientifico, político, ético e econômico dessa sociedade. Este processo permite a construção de novas atitudes, novos comportamentos, novos conceitos e pré-conceitos os quais propiciam mudanças que influenciam diretamente na sociedade.
A inclusão propõe este desafio à escola e à sociedade, pois ela exige de todos uma mudança de paradigmas, assim para incluir todas as pessoas a sociedade deve ser modificada, devendo firmar a convivência no contexto da diversidade, bem como aceitar e valorizar a contribuição de cada um conforme suas condições pessoais, como é citado nos Parâmetros Curriculares (1998). Kohl (1993) ressalta que Leontiev, em uma perspectiva histórico-cultural, a atividade humana é mediada pela relação entre o homem e seu contexto  sócio-histórico. Por meio da atividade, o homem constrói e transforma a natureza e, concomitantemente, a si próprio.

Inclusão e EducaçãoPode-se constatar que a exclusão acontece por razões de ordem política, social, econômica e cultural. Dessa forma, para garantir a todas as pessoas qualidade de vida, a sociedade precisa estar fundamentada em princípios de igualdade e de interdependência, reconhecendo e aceitando a diversidade humana em todas as suas peculiaridades. Nesse contexto, a educação é a base para formação de crianças sociáveis, equilibradas em sua saúde psíquica e livres de qualquer preconceito ou estereótipo.
Partindo do pressuposto de que a educação está fundamentada na dimensão humana e sociocultural, que procura enfatizar formas de interação positivas, apoio às dificuldades e acolhimento das necessidades das pessoas, de acordo com as idéias de civilidade, assim, a educação, transformar-se-ia em um fator de transformação social, de acordo com Guimarães (1997, p. 41) "nesse contexto a educação tem um papel importante e imprescindível a desempenhar. Ela tanto pode ser serva do modelo que ai está, realimentando-o acriticamente, como despertar uma reflexão critica e sistêmica sobre tal modelo, buscando alternativas a partir de uma pratica social concreta e viável.”
Segundo Dewey (1965, p.19), ”[...] a vida se perpetua por intermédio da educação. O que a nutrição e a reprodução são para a vida filosófica, a educação é para a vida social [...]”. Se o dialogo é constitutivo da própria essência humana e da conscientização política plena do homem, é por ele que a diversidade deve ser desvelada em seu sentido mais amplo, não só pelo discurso polemico ou retórico do termo, mas principalmente no sentido de que as idéias conflitantes e toda sua problemática possam ser compreendidas em contexto dialético.
Em se tratando de educação não podemos deixar de refletir sobre a inclusão, sobre seus princípios e seus reflexos na sociedade. Considerando que o termo em questão é um princípio de educação complexo, princípio este que deve ser entendido como parte de uma preocupação no sentido de combater e suplantar discursos e práticas de exclusão, se manifestando contra a ideologia que concebe cada individuo de forma isolada e descontextualizada, a inclusão é vista, em geral, como um compromisso político. 
A inclusão é, portanto um conceito revolucionário, que busca remover as barreiras que sustentam a exclusão em seu sentido pleno. Esta se reconcilia com uma educação para todos, causa uma mudança de perspectiva educacional, pois não se limita a ajudar somente os alunos que apresentam dificuldades na escola, mas apóia a todos, sua meta é não deixar ninguém de fora, mas incluir. Assim incluir implica em acolher a todos os membros independentemente de suas peculiaridades, considerando as pessoas como seres únicos, diferentes dos outros.
 Um dos desafios da educação é a valorização do ser humano, de seu potencial para seu próprio desenvolvimento e sua inclusão na sociedade. Tendo em vista a constituição de uma escola democrática, que garanta o acesso e a permanência de todos, de acordo com a Declaração Mundial de Educação para Todos, na década de 90 surge o princípio de educação para todos.
Como o princípio de inclusão propõe a adaptação do sistema escolar às necessidades dos alunos, este objetiva um único sistema educacional de qualidade para todos com ou sem necessidades especiais. No qual o conhecimento deve ser adquirido de forma significativa, acreditando na igualdade de oportunidades e numa perspectiva otimista em uma melhora no âmbito da educação, tornando-a pertinente enquanto pratica social.
O processo de inclusão se refere a um processo educacional que visa compreender, da melhor maneira possível, a capacidade das pessoas com necessidades educativas especiais na escola e na classe regular, este é um processo constante que precisa ser revisto continuamente. Isto implica em esclarecer que a inclusão escolar é uma concepção educacional aberta à diferença, trata-se da educação concebida a partir de um sistema flexível, onde a heterogeneidade de performances humanas demanda novos parâmetros de abordagem, tratamento, organização e funcionamento institucional, ou seja, como já foi citado, um novo paradigma.
A inclusão no contexto escolar esta intimamente ligada ao princípio de que a única igualdade de valor entre as pessoas é a diferença entre elas, a pluralidade pessoal é o consenso. Constitui-se em uma proposta educativa para a diversidade, em um grande desafio para o sistema educacional, que deve pensar a aprendizagem não apenas na dimensão individual, mas de forma coletiva. Essa é a função da escola, que manifesta-se nas formas de interação entre pessoas, escola, família e comunidade. Assim, as crenças, as intenções, as atitudes éticas, os desejos, as necessidades e as prioridades dos alunos com necessidades educacionais especiais deverão ser discutidos visando uma educação de qualidade.
Dewey (1965, p. 18) postula que "Imaginemos que uma pessoa, criança ou adulto, no curso de uma atividade, vai de encontro a um obstáculo ou dificuldade... A princípio a ação torna-se mais ou menos desagradável pelo esforço que exige de superar as dificuldades, como conseqüência, tendemos a abandonar a atividade e dirigir a nossa energia para outros rumos."   Ao professor, atribui-se geralmente, enquanto representação da prática escolar, o desafio da inclusão, segundo Martinez, ”[...] a magnitude deste desafio está associada estreitamente ao fato de que a efetivação da inclusão vem sendo tentada em sistema educativo e em uma sociedade que tem se caracterizado, historicamente, por seu caráter essencialmente excludente” (2005, p. 106).
Libâneo (2001) e Zanella (2008) ressaltam que a Psicologia ao se relacionar com o campo educacional e com a instituição escola, deve considerar o contexto sócio-histórico em que a instituição está inserida e também o campo educação; ao se trabalhar com a categoria inclusão, deve-se considerar também o sujeito, como constituinte e constituído por um macro contexto social (história, cultura e sociedade) que irá se inserir em um microcontexto social (escola).
Um dos objetivos da inclusão é melhorar a instrução. A qual não é destinada a encontrar metodologias para escolarizar um grupo relativamente restrito de alunos, mas construir os fundamentos de uma abordagem que poderá conduzir à transformação do próprio sistema social. Torna-se importante pontuar que a educação inclusiva não se faz apenas por decreto ou diretrizes, a educação inclusiva é construída na escola por todos, na confluência de várias lógicas e interesses sendo imprescindível saber articulá-los. Por se tratar de uma construção coletiva, ela requer mobilização, discussão e ação organizacional de toda a comunidade escolar e encaminhamentos necessários ao atendimento das necessidades específicas educacionais para todas as crianças, pois de acordo com Martinez (2005, p. 97), "a inclusão escolar, no seu sentido mais abrangente, vem a contribuir para uma escola que seja capaz de dar, cada vez em maior medida, respostas às necessidades educacionais de todos os alunos”.
Ao situar a história do homem, enquanto sujeito social, verifica-se que as formas de pensar, a consciência, e as formas de agir, a pratica social, estão diretamente ligadas às formas de produção econômica que tem determinado o modelo do homem.
Segundo Sassaki (2003, p. 41), ao tratarmos a questão da inclusão das pessoas com necessidades especiais, nos deparamos com uma discussão sobre o que realmente é a Inclusão Social: “Conceituasse inclusão social como o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seus papéis na sociedade” (Sassaki, 2003).
Neste sentido, é possível conceituar a inclusão como sendo todas as formas pelas quais se concretiza a luta contra a exclusão social. A pessoa com necessidades especiais deve encontrar, na sociedade, caminho propício para o seu desenvolvimento através de sua educação e qualificação para o trabalho, inserido no processo, a sociedade se adapta as suas limitações. Sassaki (2003, p. 42) afirma, ainda, que:
"A inclusão social, portanto, é um processo que contribui para a construção de um novo tipo de sociedade através de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos (espaços interno e externo, equipamentos, aparelho e utensílio, mobiliário, e meios de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas, portanto do próprio portador de necessidade especiais."
O que é perceptível nas relações sociais atuais é o fato que uma parcela dos excluídos têm adotado uma postura de luta pela inclusão, a sociedade, por sua vez, precisa também assumir essa postura para que realmente o processo de inclusão seja bilateral, ao contrário do período de integração, onde a pessoa com necessidades educativas especiais precisava se adaptar a sociedade, num processo unilateral.
Dessa forma podemos entender a inclusão social como processo e movimento dinâmico e permanente que reconhece a diversidade humana, refere-se basicamente à construção da vida social onde a sociedade, em parceria com a pessoa com necessidades educativas especiais, deve adaptar-se a este novo paradigma, pensar soluções e tomar iniciativas que oportunizem a todos os diferentes igualdade e alteridade. Guareschi (2008) ressalta que alteridade é a relação com o diferente, com o distinto. 
O tema inclusão leva as pessoas a conscientizarem-se sobre a discriminação e a necessidade de se adotar uma nova postura de adaptações significativas para o cotidiano. A finalidade da inclusão é a de que pessoas com necessidades especiais busquem seu desenvolvimento para poder exercer sua cidadania. De acordo com Sassaki, a inclusão social acontece em todos os setores, não só na área educacional e é também necessário nos demais setores, entre eles:
No mercado de trabalho – deve haver um sistema de apoio para a pessoa com necessidades especiais, tal indivíduo deve ser acompanhado, treinado e supervisionado, de tal maneira que, seja inserido no emprego para depois ser treinado para tal função:

"No esporte, turismo, lazer e recreação – é necessário abrir espaços para que os deficientes sejam protagonistas e participem junto com todos em campeonatos, excursões e demais atividades de lazer e recreação; Nas artes, cultura e religião – com a ênfase da à inclusão se espera que pessoas deficientes tenham seus talentos artísticos reconhecidos e possam atuar na sua cultura juntamente com pessoas não-deficientes. Quanto às igrejas houve muita exclusão devido às escadarias e atitudes paternalistas, para romper é preciso quebrar as barreiras arquitetônicas, abrir espaços administrativos nos ministérios, intérpretes de línguas de sinais ou os próprios celebrantes desempenhar esse quesito, “tudo isso, além de ser um direito das pessoas portadoras de deficiências, acaba funcionando como recurso de conscientização dos freqüentadores não deficientes [...]” (Sassaki, 2003, p.108).

Entende-se que a igreja é uma aliada da inclusão, pois é frequentada por diferentes pessoas de todas as idades, sexo, cor e etnias que passarão por um processo educativo de reflexões sobre seus pré-conceitos:
Nos desenhos de ambientes físicos – se pretendemos uma sociedade inclusiva, é necessário ambientes físicos universais, ou seja, para todos terem acesso e sem estigmas de que é acessível para deficientes, “Os produtos e ambientes feitos com desenho universal ou inclusivo não parecem ser especialmente destinados a pessoas com deficiência. Eles podem ser utilizados por qualquer pessoa deficiente ou não” (Sassaki, 2003, p. 141).
Leis e políticas, para serem inclusivas, não podem fazer menção a segmentos da população e sim referir-se a todos ou, no caso das leis especificas, assegurar direitos condicionados as mudanças da sociedade e não apenas da pessoa com necessidades especiais. A inclusão social caracteriza-se pelo fato de todas as pessoas terem espaço garantido na sociedade e, mais que isso, a participação efetiva e, preferencialmente cooperativa. A inclusão social é enriquecedora para a sociedade, visto que a diversidade contribui para o crescimento de todo e sem duvida vem se constituindo no alvo de grandes discussões sofre a formação de uma sociedade mais justa, humana e igualitária, na qual segundo Martinez “[...] assim, na intenção de uma sociedade democrática que se possibilite a todos a participação ativa na vida social, a inclusão se expressa na necessidade de um processo educativo de qualidade para todos [...]” (2005, p. 96).
A inclusão é um fenômeno humano porque “As pessoas com deficiência são seres humanos, portanto, fazem parte da humanidade e devem ser tratadas solidariamente” (SASSAKI, 2003, p. 168).

Considerações Finais
O compromisso com o mundo, que deve ser humanizado para a inclusão dos homens, significa ter responsabilidade com estes e com a historia, pois somos sujeitos históricos: sociais e culturais. Este compromisso com a inclusão das pessoas com necessidades especiais na sociedade, não pode realizar-se através de teorias, nem de nenhuma outra forma que fuja de seu princípio, mas da realidade concreta. Pode-se explicar este compromisso em um ato que, necessariamente, é corajoso, decidido e consciente, onde não exista neutralidade, mas sim indivíduos conscientes de que comprometer-se politicamente significa comprometer-se com a inclusão e que assumi-la significa incluir-se também.Stainback & Stainback (1999) postulam que:

A escola deve tornar-se um lugar onde o acesso intencional aos grupos é facilitado e onde cada aluno tem a oportunidade de desenvolver sentimentos positivos sobre as qualidades singulares que ele trás à comunidade educacional. Acima de tudo, o objetivo da inclusão não é o de apagar as diferenças, mas o de que todos os alunos pertencem a uma comunidade educacional que valide e valorize sua individualidade. (1999, p. 412).

Assim, acredita-se que superar as barreiras atitudinais é uma tarefa árdua, que demanda engajamento político inerente as atividades pedagógicas, visto que, é necessário promover sistematicamente e em todos os espaços educacionais, formais e não formais, uma educação inclusiva.
Contudo a inclusão cresce a cada ano e, com ela, o desafio de garantir uma educação de qualidade para todos. Na escola inclusiva, os alunos aprendem a conviver com a diferença e tornam-se cidadãos solidários, realizando as suas alteridades. Para que isso se torne realidade em cada sala de aula, a participação do professor é essencial e esta participação pode ser denominada compromisso político, o que é bem congruente com os postulados de Freire (1996) que o educador, além do evidente compromisso educacional, deva ter compromisso político, comprometido com as transformações do mundo que libertem o sujeito da exclusão, alienação e dominação da classe dominante.
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Publicado em 18/03/2012 20:25:00

Fonte: http://www.psicopedagogia.com.br/new1_artigo.asp?entrID=1454

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