25 de out de 2011

O Menino e o carvão


   O MENINO E O CARVÃO








O  menino  chega  em  casa  bufando  de  raiva de um colega da escola que o humilhou na frente de seus amigos.

Em  vão  seu pai tenta acalmá-lo. Percebendo, então, que ele precisa "botar pra fora" sua raiva, o pai propõe-lhe uma forma alternativa de vingança:

-  Vê aquela camiseta branca no varal, filho? Pois, bem, imagine que aquela camiseta é menino que te aborreceu. Pegue aqui neste saco alguns pedaços de carvão  e  atire bem no peito dele. Vamos ver quantas vezes você é capaz de acertá-lo, até que sua raiva passe.

A  coisa  toda  pareceu-lhe boba, mas ele aceitou, afinal de contas seu pai estava do seu lado.

Errou  algumas, acertou outras, mas atirou até a última pedra de carvão que havia no saco. No fim o pai perguntou-lhe:

- E aí, filhão, como se sente?

-  Cansado,  disse  ele sorrindo, mas, em compensação, olha só como ficou a camiseta!

O  pai, então, convida-o a entrar e o coloca diante de um espelho. O menino leva  um susto ao ver o quanto ficou sujo ao manusear o carvão, e o pai lhe

diz:

-  Assim  é  a  vingança  filho,  você sempre acabará ficando sujo enquanto estiver atacando a pessoa que odeia. Perdoar é melhor!


Marcel STÜRMER - Brasil - Pan 2011- Patinação Artística - Gold Medal

Marcel Sturmer é OURO no Pan 2011 - Patinação Artística

23 de out de 2011

Professor revitaliza escola faz violência de bairro interior diminuir.


O PAVÃO ABRE-E-FECHA



Um pavão se pavoneava na beira do lago, se olhava na água e se perguntava:
- Sou feio? Sou bonito?
Quando via a cauda aberta em leque, toda verde, roxa e azul-brilhante, se achava
lindo e elegante.
Mas quando olhava os pés e seu andar desajeitado, ficava até desanimado. E se escondia envergonhado.
Um dia, ele recebeu um convite para uma festa do céu, que devia ser mais bonita que a tal do sapo. Abriu e perguntou:
- Será que isso é bom? Será que isso é ruim?
Sempre que precisava ter opinião, ficava assim.
- Claro que é bom – disse o pombo-correio. – Festa é sempre bom.
E ele achou que era bom.
Abriu a cauda e ficou se pavoneando. Depois, ensaiou uns passos de dança. E ouviu
as gargalhadas de um tangará dançarino que, bem ao seu lado, que treinava para a festança:
- Que bicho mais desajeitado! Este baile vai ser engraçado...
Ficou todo sem graça e se fechou.
Aí chegou um pardal e assim falou:
- Que tristeza é essa?
- É que eu danço esquisito...
- E quem vai reparar nisso num bicho tão bonito?
E o pavão, elogiado, abriu a cauda com pena pra todo lado.
Mas, de mau jeito, acabou perdendo uma, lá no canto direito.
Foi uma tristeza danada. E lá ficou de novo, todo encolhido, de cara amarrada.
- Por que todo esse aborrecimento? – perguntou o periquito, que passava nesse momento.
- Perdi uma pena e isso é ruim.
- Ruim uma ova. É sinal de que vai ganhar outra bem nova.
Com isso, o pavão se animou e abriu seu leque.
Aí chegou o bem-te-vi e riu muito moleque:
- Olha o pavão de rabo banguela!
Já se sabe: o pavão encolheu a cauda, tratou se sumir com ela.
E ficou assim a tarde toda, abrindo e fechando, abrindo e fechando, mudando de
idéia com cada bicho que ia encontrando.
No fim do dia estava vesgo, suado, cansado, espandongado, de língua de fora, exausto de abrir e fechar toda hora.
Resolveu: não ia mais. Mas também não ficava ali para todo mundo rir dele. Viu uma moita e se escondeu atrás.
Aí ouviu uma conversa do outro lado:
- Nem agüento mais esperar o baile. Que festança vai ser essa...
- É mesmo! Comida boa, água fresquinha, muitos amigos e música à beça...
O pavão foi até lá, ver quem tinha tanta animação.
Não era pássaro colorido, nem dançarino, nem de boa canção.
Era um casal de urubus.
Foi a vez do pavão rir deles, abrindo suas penas verdes e azuis.
- Vocês não se envergonham? Feios assim e cheirando ruim?
Quando vocês dançarem, todo mundo vai rir.
- Vai nada... – respondeu o urubu. – Todo mundo está mais ocupado, tratando de comer e beber, de cantar, de se ver e conversar. E se alguém quiser, pode rir. Não por isso que vou deixar de me divertir.
E a urubua completou:
- E tem mais: não tem essa de feio e fedorento, não, ouviu?
Urubu é tão bonito, da cor do Jamelão e do jaguar, da jabuticaba e da noite sem luar...
Enquanto o pavão abria o bico e se espantava, ela continuava:
- Você é que é feioso, com esse rabo escandaloso, abrindo e fechando que nem gaveta. E nem ao menos é de cor preta. Todo esse verde, roxo e azul, cheio de bolinha...
Mas a última coisa que disse foi com um sorriso matreiro e olhar dengoso:
- O que vale é que você tem uns pés que são mesmo uma gracinha... E depois, isso de bonito ou feio é só questão de recheio.
Aí o pavão teve que rir.
E depois que os dois saíram voando, ele ficou pensando:
- Feiúra de lixo ou beleza de artista não depende do bicho, mas do ponto de vista. Cada um é diferente e o que importa é mesmo a gente. E lá foi ele animadíssimo para uma festa bem divertida.
Ainda bem. Se não, ficava naquele abre-e-fecha toda vida. 
(Livre Adaptação de O pavão-abre-e- fecha de Ana Maria Machado)

12 de out de 2011


Aplicativos educativos ganham espaço em celulares e tablets
12 de outubro de 2011  




Os conteúdos educativos têm ganho espaço em tablets e celulares. Foto: AFP
Os conteúdos educativos têm ganho espaço em tablets e celulares
Foto: AFP
Textos, filmes e imagens em 3D juntos em aplicativos para celulares e tablets tem ganho espaço com o objetivo de entreter e ensinar. Os softwares educacionais apostam na interatividade para prender a atenção dos estudantes em disciplinas como matemática, química, história e literatura.
Uma tela colorida exibe o mapa múndi em que é possível clicar em qualquer região e fazer uma viagem sem sair do lugar. Fotos, pontos turísticos, história, moeda, economia, política, últimos conflitos, todas essas informações estão disponíveis, um prato cheio para uma boa aula de geografia. É o aplicativo Países do Mundo, para Android, listado como um dos melhores para fins educativos por Juan Diego Polo no siteWhat's New, que pesquisa novidades no mundo online.
O editor do website também destacou o aplicativo Tabela Periódica, que por meio de uma tabela colorida traz todas as informações dos elementos químicos. O ABC Cartões Flash, para Android, também foi recomendado, uma vez que apresenta diversos desenhos divertidos que são traduzidos para o inglês. Por exemplo, a imagem de um menino é acompanhada da palavra "boy", criando uma forma visual de ensinar inglês para os pequenos. Polo ainda cita o Fórmulas Matemáticas e Verbos, que são aplicativos para Android voltados para o ensino médio e para o aprendizado de truques matemáticos e verbos em diversos idiomas, respectivamente.
Doutoranda na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Luciana Allan recomenda o app para iPad The Elements: A Visual Exploration, que oferece uma versão diferenciada da tabela periódica e apresenta textos, filmes e imagens em 3D para o estudo de química. Além disso, ela também acha interessante o MathBoard, também para iPad, que simula um quadro negro para ensinar diversos conteúdos matemáticos.
Do vasto universo de aplicativos disponíveis para smartphones, os educativos ainda são minoria. Segundo pesquisa da Distimo, empresa que faz análise de lojas de aplicativos, existem mais de 2,3 mil aplicativos para celulares. Deste total, 35% são games, 11% são de entretenimento e 8% são opções relacionadas à educação.
Para Luciana, aula interativa é um caminho sem volta e que deve ser percorrido por todos os professores. Ela acredita que é obrigação dos educadores se adequar às novas tecnologias e buscar por meio dos apps uma forma de motivar os alunos, assumindo um papel de "moderadores da aprendizagem em softwares" e indicando os melhores aplicativos e os espaços virtuais que mais estão em sintonia com as propostas escolares e com a grade curricular. E ela vai além quando diz que os aplicativos têm assumido uma função de cadernos eletrônicos.
Em pesquisa que analisou o uso de softwares educativos para ativar inteligências múltiplas, Mirian de Albuquerque Aquino, professora do Departamento de Ciência da Informação na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), concluiu que os aplicativos são mais do que meras alternativas às metodologias tradicionais de ensino. Ela constatou que a aprendizagem virtual, combinada com o ensino tradicional, ativa habilidades múltiplas; como representação geográfica, noções de espaço, capacidade de leitura e de raciocínio lógico e facilidade para categorização e classificação.

8 de out de 2011

Itajaí, um belo município!!!!!!!!!!!



Itajaí, Uma cidade que se reinventa
A origem indígena do nome justifica a história de transformações e
]de sucessos de Itajaí.
A rocha (ita), simboliza a solidez sobre a qual o povo fundamenta
seu desenvolvimento, imutável e impassível frente às adversidades,
símbolo da força para o seu crescimento.
 Ao mesmo tempo, o movimento das águas (jaí), representado
pelos rios que a recortam, simbolizam o ato de se recriar,
da constante busca por novos caminhos
 que fazem a cidade se reinventar a cada instante.
É de Itajaí o princípio da  superação, do ressurgimento,
da constante e histórica mudança de
 paradigmas, que fizeram a cidade atravessar o ciclo do
 extrativismo, da madeira e da pesca, 
figurando atualmente como um cosmopolita centro de
comércio internacional. Tendo esse conceito como base de
estudos, pode-se deduzir que, para compreender
 o espírito de uma cidade é necessário muito mais
do que analisar suas características geográficas ou
os seus aspectos arquitetônicos. Uma cidade se
revela realmente quando podemos dimensionar a
relação entre o seu povo e o espaço
que ele ocupa, o sentimento comum entre os indivíduos
que compõem um mesmo grupo
social ou a relação declarada entre o ser humano e o
município onde ele vive. Quando se
possui a clareza destes quesitos é possível, mais do
que conhecer a história, compreender
o presente e projetar o futuro de uma cidade.
Assim, não é por acaso que as observações de historiadores
se dividem, por exemplo,
ao creditar a um ou outro personagem a responsabilidade
pela fundação do município de
Itajaí. Se de um lado Antônio Vasconcelos Drumond não
dispôs de tempo suficiente para
estabelecer um povoado às margens do Rio Itajaí Açu, de outro,
Agostinho Alves Ramos, a  quem credita-se a fundação do município,
 liderou profundas transformações na sociedade de
então, despertando nos colonizadores os primeiros sentimentos
de uma sociedade comum.
E reza a história que este sentimento foi se consolidando com o
tempo, até tornar-se maior do
 que a condição de distrito. Foi assim que os líderes de
 então instalaram a 15 de junho de 1860
a Administração Municipal de Itajaí. E, contrariando assertiva
de que o distrito não possuía
condições de subsistência, a cidade de Itajaí cresceu e superou
 em muito, o município que lhe deu origem.
E o cidadão de Itajaí, aquele que aqui nasceu ou que escolheu
 esta cidade para viver, foi
escrevendo ao longo dos anos a sua relação de orgulho e
de amor por essa terra, sem
abater-se pela adversidade. Superou o ciclo do cimento, o
ciclo da madeira e da
pesca, fundamentando sua economia atual na atividade portuária.
O sentimento itajaiense que moldou a Itajaí de hoje é o
mesmo que solidifica os planos
da cidade para o futuro. Um futuro que, ao tempo em que
vislumbra no Porto a sua
 estabilidade econômica, projeta na diversificação o seu
 pleno desenvolvimento sócio-econômico.
Assim se incentiva o desenvolvimento do turismo náutico,
com a construção de novo
Píer de atracação e de eventos como a Volvo Ocean Race.
Assim, se confirma a pretensão
 de resort internacional, com uma marina e teleférico acentuando
 seus contornos naturais.
 Baseado neste princípio, se estimula cada iniciativa que busque
 implementar a qualidade
de vida de seus cidadãos.
E dessa forma, a sociedade itajaiense firma sua identidade de
povo hospitaleiro e trabalhador;
pacífico, mas disposto a lutar por uma cidade cada vez melhor.
E, assim como seus colonizadores,
assim como seus fundadores, o cidadão itajaiense
contemporâneo vem moldando os alicerces
do seu futuro.

A cidade:
População - 183.388 pessoas
Área da unidade territorial - 289 Km²
Eleitorado 113.062 Eleitores
PIB per capita a preços correntes 59.928,37 Reais
Matrícula - Ensino fundamental (2009) - 26.419 Matrículas
Ensino médio (2009) - 7.747 Matrículas
Estabelecimentos de Saúde SUS - 74 estabelecimentos
Nascidos vivos (2009) - 2.985 pessoas
Número de Empresas (2008) - 8.541 Unidades
Pessoal ocupado (2008) - 72.412 Pessoas
(Dados IBGE – www.ibge.gov.br)








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Quais melhorias seu bairro mais precisa?



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Itajaí
O Começo da História

OCUPAÇÃO PORTUGUESA DA COSTA CATARINENSE

As terras do litoral catarinense estavam compreendidas, até Laguna, no Sul, dentro do território pertencente a Portugal, nos limites estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas. Quando da divisão do Brasil colonial em capitanias hereditárias, em 1532, as terras catarinenses ficaram incluídas na Capitania de Sant’Ana, doada a Pero Lopes de Souza.
A ocupação portuguesa e a colonização destas terras, a partir do século XVII, deveram-se principalmente ao interesse da Coroa lusitana na exploração de possíveis minas de ouro e à disputa com Espanha, que entendia lhe pertencerem as terras catarinenses. Durante o século XVII, os paulistas fundaram os primeiros núcleos populacionais do litoral de Santa Catarina: São Francisco do Sul (1672), e Laguna (1684).
Já a partir do século XVII, diversas recomendações foram feitas ao governo colonial no sentido de se promover a colonização das terras do Vale do Itajaí, consideradas férteis e estratégicas para a fundação de colônias. No entanto, tais recomendações não foram levadas em conta.

JOÃO DIAS DE ARZÃO: À CATA DE OURO

A ocupação das terras do Itajaí pelo homem branco se daria pela iniciativa particular de João Dias de Arzão, companheiro do fundador de São Francisco do Sul em 1658. João Dias de Arzão era paulista e sua família, há tempo, procurava minas de ouro e outros metais preciosos pelo interior do Brasil.
Naquele ano, ele requereu e obteve uma sesmaria, que vem a ser um lote colonial, às margens do rio Itajaí-Açu, em frente à foz do rio Itajaí-Mirim e ali construiu moradia. Não tinha ele, porém, intenção de fundar uma povoa, nem empreendeu meios para tal. Seu interesse maior era a cata de ouro, no que afinal não teve sucesso.


ÍNDIOS: CARIJÓS E CAIGANGUES

Quando os primeiros colonizadores vieram se fixar nas terras junto à Foz do rio Itajaí-Açu, os indígenas ainda faziam frente à ocupação das mesmas terras que, pouco a pouco, lhes foram tomadas.
Estes índios eram os Botocudos ou Caigangues, do grupo Tapuia (hoje conhecidos por Xokleng). Os Carijós, que moravam à beira-mar, já estavam praticamente extintos naquela época.
Nas pesquisas arqueológicas sobre populações pré-coloniais, encontraram-se, em Itajaí, dois Sambaquis (sítios arqueológicos).
O primeiro ficava em Balneário de Cabeçudas, descoberto em dezembro de 1970, sendo encontrado acidentalmente. O segundo sítio, também descoberto acidentalmente em 1988, encontrava-se em Itaipava. Os esqueletos removidos de Cabeçudas foram transferidos para Florianópolis e para a Santur, em Bal. Camboriú.
Da antiga presença dos índios em nossas terras hoje só nos resta sua lembrança nos nomes de alguns lugares do Município: Canhanduba, Itaipava, Ariribá, Guaraponga e Itajaí, bem como o nome de alguns clubes, como no caso a Sociedade Guarani e o Grupo de Bolão Tapuia.

MADEIRA, PESCA E AGRICULTURA: PRIMEIRAS ATIVIDADES ECONÔMICAS.

Durante todo o século XVIII, a grande atividade econômica desenvolvida nas terras do Itajaí foi a extração de madeiras. Isto ocasionou uma afluência de moradores, notadamente açorianos, muitos simples posseiros, que foram se fixando por toda a região junto da Foz do rio Itajaí-Açu, embora esparsadamente. A madeira era desdobrada em tábuas nas serrarias manuais, em geral tocadas pelos braços de escravos negros e a seguir exportada para Santos e Rio de Janeiro. Foi tão indiscriminada e depredadora a derrubada de madeiras que, já no final do século XVIII, o governo português decretou ser privilégio real o corte das melhores espécies.
A riqueza da madeira disponível, a abundância da pesca e a fertilidade das terras motivaram verdadeira corrida especulatória. Altos funcionários públicos, militares, eclesiásticos e comerciantes abastados da sede da Capitania de Santa Catarina requeriam sucessivas sesmarias, burlando a lei que lhes exigia benfeitorias de colonização e prejudicando o direito de posse de moradores antes estabelecidos; o que vai eresultar em seguidas pendências judiciais. Assim, no começo do século XIX, as terras da Foz do Itajaí estavam todas tomadas por diversos sesmeeiros.

VASCONCELOS DE DRUMMOND: COLÔNIA MALOGRADA

Foi a inexistência de qualquer obra e ao mesmo tempo as vantagens econômicas da exploração da madeira que animaram o jovem carioca de 25 anos, Antônio Menezes Vasconcelos de Drummond, que estava em Santa Catarina como contratador dos reais cortes de madeira, a solicitar o apoio governamental para a fundação de uma colônia nas terras de Itajaí. Por Aviso Real de 05 de janeiro de 1820, o Rei D. João VI autorizou Drummond a estabelecer uma colônia em duas sesmarias reais junto do rio Itajaí-Mirim, na região da agora Itaipava. Com a ajuda de soldados dispensados de um batalhão da sede da capitania, Drummond iniciou a derrubada das matas que permitisse começar as plantações e a construção de casas para os colonos. A planta da futura colônia foi levantada pelo coronel português Antônio José Rodrigues.


Estavam nestes trabalhos preliminares de implantação da colônia, que se chamara “São Tomás de Vilanova” – evidente homenagem ao Ministro do Rei e protetor Tomás Antônio de Vilanova Portugal – quando a situação política portuguesa exigiu a volta do rei a Portugal. Drummond então resolveu suspender os trabalhos, pois sabia que se acabaria o apoio do governo e retornou ao Rio de Janeiro. Sobre a sorte da sua colônia, é ele próprio que, anos mais tarde, vai afirmar: “não houve tempo nem meios de levar a cabo”.

AGOSTINHO ALVES RAMOS: FUNDAÇÃO DE ITAJAÍ.

No começo do século XIX, intensificou-se o comércio que os moradores do Itajaí faziam com comerciantes de várias vilas do litoral catarinense. Foi numa dessas viagens de negócio que Agostinho Alves Ramos pela primeira vez veio à Foz do Itajaí-Açu. Era português e sócio de uma casa comercial em Desterro. Homem de muito tino comercial, inteligente e bastante culto, logo percebeu o bom ponto para comércio e aqui se estabeleceu com a mulher Ana Maria Rita. Com vistas a fundar uma povoa, tratou logo de encabeçar um requerimento ao Bispo do Rio de Janeiro para a criação de um Curato, afinal criado a 31 de março de 1824.

Com a criação do Curato do Santíssimo Sacramento, estava fundada Itajaí. A pequenina capela e o cemitério que lhe ficava aos fundos começaram a ser então rodeados de outros moradores, entre os quais a maior liderança era Agostinho Alves Ramos, o fundador.

LUSO-AÇORIANOS E OUTROS IMIGRANTES: ORIGEM DA GENTE ITAJAIENSE

Foi gente de São Francisco do Sul, Florianópolis, Armação do Itapocorói, São Miguel da Terra Firme, majoritariamente luso-açorianos, que formou o primeiro grupo de moradores de Itajaí. Devido à excelente posição geográfica, junto à Foz do rio Itajaí-Açu e dispondo de bom porto, a localidade, desde os primeiros tempos de seu povoamento, recebeu moradores de outros pontos de Santa Catarina e do Brasil, bem como alguns elementos estrangeiros. Esta contribuição estrangeira mais cresceria com a fundação das primeiras colônias no interior do Vale, em meados do século XIX, com seus numerosos contingentes de alemães, italianos e poloneses.
Em que pese a variedade de etnias imigrantes que constituíram a população itajaiense, a marca cultural prevalecente da cidade ficou sendo a luso-açoriana. Nas festas e tradições populares, no artesanato, na culinária, no linguajar do povo, o que se observa são expressões da cultura de base açoriana.

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA: O MUNICÍPIO DE ITAJAÍ

Quando em 1858, um grupo de destacados moradores encabeçou o movimento para a criação do Município de Itajaí, Agostinho Alves Ramos não mais vivia. Morrera em 1853 e fora sepultado no cemitério da pequena povoação. A emancipação política foi uma luta gloriosa, pois houve cerrada oposição da Câmara Municipal de Porto Belo, a quem a já Freguesia de Itajaí estava subordinada. A assembléia Provincial de Santa Catarina, pela Resolução n° 464, de 04 de abril de 1859, criou o Município de Itajaí, que só foi instalado em 15 de junho de 1860, com a posse dos primeiros vereadores: Joaquim Pereira Liberato (Presidente), José Henrique Flores, Claudino José Francisco Pacheco, José da silva Mafra, Francisco Antônio de Souza, Jacinto Zuzarte de Freitas e Manoel José Pereira Máximo.

Prof. Edison d ’Ávila





Mapa
Itajaí está às margens da BR-101, 90km ao norte de Florianópolis.

É possível chegar a Itajaí via Balneário Camboriú ou através de três trevos: o Itajaí-Brusque, que liga a BR-101 ao centro, o da avenida Adolfo Konder e o Itajaí-Blumenau.

O Aeroporto Internacional de Navegantes fica a 7km de distância pelas rodovias BR 101 e BR 470, ou a 20 minutos pelo ferry-boat.

Para quem vem pelo mar, Itajaí está na Latitude 26°54'28", Longitude 48°39'43".

Existe um píer exclusivamente para navios de turismo.
  • 1.074 km de Rio de Janeiro
  • 1.212 km de Assunção
  • 1.223 km de Belo Horizonte
  • 1.438 km de Motevidéo
  • 1.595 km de Brasília
  • 1.617 km de Buenos Aires
  • 10 km de Beto Carrero World
  • 223 km de Curitiba
  • 39 km de Blumenau
  • 4 km de Balneário Camboriú
  • 554 km de Porto Alegre
  • 623 km de São Paulo
  • 70 km de Joinville
  • 78 km de Florianópolis
Confira as principais distâncias daItajaí para saber sua localização exata, na coluna ao lado.

1 de out de 2011

MUSICALIZAÇÃO NO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

UMA PARCERIA MUSICAL

        O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO NO CEMESPI TEM PARCERIA COM A ESCOLA DE MÚSICA "LABORATÓRIO DA MÚSICA" DE ITAJAÍ.
               OS EDUCANDOS DO PROJETO "BOLINHA DE SABÃO", QUE TEM COMO PROFESSORA RESPONSÁVEL A PROFESSORA DE EDUCAÇÃO ESPECIAL E PSICOPEDAGOGA GIANE FIORENZANO, PARTICIPAM DA AULA DE MUSICALIZAÇÃO E PODEM DESENVOLVER A LINGUAGEM E A EXPRESSÃO CORPORAL POR MEIO DE UM RECURSO LÚDICO E POÉTICO, A MÚSICA.













            A PROFESSORA GISELE, QUE MINISTRA A AULA, COM AUXILIO DA PROFESSORA GIANE E DA PSICÓLOGA DAYSI, PROCUROU ORIENTAÇÕES COM UMA FONOAUDIÓLOGA PARA REALIZAÇÃO DESSA. 

Educação Especial - deficiência visual e/ou cegueira

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