23 de mai de 2013

TESTE DE PERSONALIDADE



TESTE DE PERSONALIDADE

São nove perguntas. Pegue um lápis ou caneta e anote as alternativas que você responder e depois compare com os resultados das letras respectivas no final do texto.

1. Você está passeando a pé por um caminho. O que vê a sua volta?
a) uma floresta escura, com enormes árvores,que impedem até a passagem dos raios de sol;
b) um campo de milho, debaixo de um céu fantástico;
c) montanhas grandes, cobertas por árvores bem verdes.
2. Em qual objeto você quase tropeçaria?
a) um espelho;
b) um anel;
c) uma garrafa.
3. Você pegaria o objeto em que quase tropeçou?
a) sim;
b) não.
4. Seguindo pela mesma trilha, você tem que atravessar um pedaço cheio de água. O que seria?
a) um limpo, claro e sereno lago;
b) uma ruidosa cachoeira;
c) um borbulhante riacho.
5. No meio da travessia, você vê uma chave dentro da água. Como ela é?
a) normal, de uma casa;
b) uma bonita chave antiga;
c) bem pequena, de cadeado.
6. Depois de passar pela água, você continua andando e, logo a frente, vê uma casa. De que estilo?
a) uma mansão à la Hollywood;
b) uma cabana com um gramado bem aparado;
c) um lindo castelo em ruínas.
7. O que você faz?
a) entra;
b) olha pela janela;
c) não se interessa.
8. De repente algo cruza seu caminho e assusta você. O que é?
a) um urso;
b) um mágico;
c) um gnomo.
9. Agora, você chega a um muro com uma porta e dá uma espiada no buraco da fechadura. O que vê do outro lado?
a) um jardim maravilhoso;
b) uma lagoa no meio do deserto;
c) uma praia com ruidosas ondas.


RESULTADOS:

1. A VIDA COMO VOCÊ A VÊ:

a) A floresta indica que você vai fundo nas coisas que quer, sabe identificar seus objetivos e conciliar suas metas, porém é quieto(a), calmo(a) e cauteloso(a). Todos que te conhecem o (a) acham interessante e não se cansam de elogiar seu ar misterioso, já que, por nada neste mundo, mostra seu verdadeiro eu logo de cara. Sabe ser um bom ouvinte.

b) O campo de milho indica que você é brilhante, sociável, amável,brincalhão (ã). Faz amigos com facilidade e raramente se sente sozinho(a). Aonde quer que vá, é sempre o centro das atenções e, por isso, sente-se feliz e se diverte, digamos, até com uma certa facilidade.

c) Caso tenha escolhido as montanhas, é sinal de que você é prático(a), tem senso de justiça, pé no chão e conquista as pessoas por sua honestidade. Uma prova disso é que sua atitude quando alguém pede que ajude a resolver um problema. Antes de tomar qualquer partido, ouve as partes envolvidas.

2. A PESSOA DOS SEUS SONHOS:

a) A escolha do espelho mostra que você não acredita que " pólos opostos se atraem", quando isto é em relação ao amor, e que, só vai sossegar quando encontrar a sua "alma gêmea", a pessoa que tenha os mesmos ideais seus. Nada mais justo. Só que é bom olhar um pouco mais a sua volta, porque de repente a pessoa perfeita para você pode ser alguém que normalmente você não olharia duas vezes.

b) A escolha do anel significa que você coloca os sentimentos acima de qualquer outra coisa na vida, até de seu amor próprio. Romântico(a), acredita em amor eterno, e rima "amor com dor". Mesmo quando está sofrendo e sendo rejeitado(a), continua acreditando que a pessoa um dia vai descobrir que te ama. No seu projeto de vida, embora não admita, quer que seu parceiro(a) cuide de você e supra suas carências.

c) Se escolheu a garrafa você é ambicioso(a), inteligente, prático(a)e quer um companheiro(a) que ajude e batalhe ao seu lado, mais do que, amor,paixão, busca companheirismo e um parceiro(a) esperto(a), disposto(a), colaborador(a). Dos chamados " moscas mortas", prefere manter distância.

3. VOCÊ QUER UM COMPROMISSO SÉRIO?

a) Se respondeu sim, você não vê a hora de encontrar a pessoa certa, ou estando com alguém não tem problemas em se envolver.

b) Se respondeu não, tem outras prioridades,pelo menos por enquanto.

4. LIMITES DA PAIXÃO:

a) O lago reflete seu desejo de querer se ver livre de relacionamentos superficiais. Porém, só quando encontrar alguém muito especial, é que vai mergulhar de cabeça.

b) A cachoeira revela que você gosta de conquistar, esbanjar seu charme e saber que as pessoas se apaixonam facilmente por você, mesmo que para você logo tudo perca a graça. Mas sempre aparece alguém novo, aliás, muito natural.

c) O que um riacho é capaz de fazer, não? Você vive apaixonado(a), e sempre por alguém diferente. Você é movido à paixões e emoções intensas,passional. Não dá outra: está sempre com uma pessoa diferente e sempre jurando que encontrou o amor de sua vida.

5. FUTURO BRILHANTE:

a) Se viu a chave de uma casa, você tem uma vontade secreta de abrir novos horizontes na sua vida, só não sabe que rumo seguir.

b) Se viu a chave antiga, mostra que você tem garra e uma vontade ilimitada de aprender tudo o que puder e que vai atrás e luta por seus objetivos.

c) Ver a chave do cadeado significa que, você acredita na sua intuição para ajudá-lo(a) a encontrar um caminho, fora do comum, que te abrirá as portas do sucesso.

6. QUEM É QUE NÃO TEM AMBIÇÃO?

a) Escolher a mansão, quer dizer que você possui vários objetivos na vida, e muito legais. Além disso, se esforça para ser o (a) melhor em tudo que faz e sente-se atraído(a) por atividades que dão chance de expressar sua criatividade.

b) A cabana é a visão de uma pessoa realista sobre seu próprio futuro e que tem os pés firmemente plantados no chão. E provavelmente vencerá em qualquer atividade usando o esforço próprio.

c) Caso tenha achado o castelo mais simpático, é porque ainda não conseguiu decifrar muito bem o que deseja para o amanhã. Enquanto isso, para não se desapontar, caso alguma coisa dê errado, prefere sonhar com o que vai fazer com o dinheiro todo que irá ganhar, quando ficar milionário.

7. QUANDO O SUCESSO CHEGAR:

a) Entrar na casa é ter confiança em tudo o que faz, sabendo que existe sempre a possibilidade de erro ou acerto. Sendo assim, nada consegue atrapalhar seu caminho.

b) Se você olhou pela janela, é porque tem medo de falhar, e, por isso, desiste de tudo, sem ao menos ter tentado.

c) Caso não tenha se interessado, é porque você se contenta com coisas simples e prefere não correr atrás do sucesso.

8. MEDO DE QUE?

a) Para você, que escolheu o urso, depender de alguém é a coisa pior que pode te acontecer na vida. Na sua opinião, uma pessoa alcança a felicidade a partir do momento em que estiver pronta para andar com os próprios pés.

b) Através do mágico, você demonstra o receio que tem com as situações que estão fora do seu controle. Porém, para aliviar tamanha tensão, procura ajuda com um poderoso gurú e explicações sobrenaturais para seus problemas pessoais.
c) O gnomo é o retrato de uma pessoa preocupada com que os outros vão pensar dela, como os outros vão reagir se disser ou fizer coisas que elas não gostam ou aprovam. Afinal por que tanto medo de não ser aceito(a)?

9. SEU EU MAIS PROFUNDO:

a) Escolhendo o jardim, você provou que é maduro(a), honesto(a), sensível e dono(a) de uma inteligência privilegiada. Não é a toa que todos confiam em você de olhos fechados.

b) Se escolheu a lagoa, ela apenas reforça a sua necessidade de ter seu próprio espaço, até para se isolar quando sente que as coisas não andam lá como tinha planejado. Chegará um dia em que você descobrirá que compartilhar os sentimentos com alguém de sua confiança poderá ajudá-lo(a) a ficar melhor.

c) A praia é a escolha de quem é apaixonado(a) pela vida, nada convencional, com opiniões próprias, e nem um pingo de receio de defendê-las e mudá-las, se for preciso.

Colaboração do professor LuizAntônio Correa 
https://www.facebook.com/luizantonio.correa.7?fref=ts

18 de mai de 2013

TRANSTORNO BIPOLAR


TRANSTORNO BIPOLAR

Transtorno afetivo bipolar é um distúrbio psiquiátrico complexo. Sua característica mais marcante é a alternância, às vezes súbita, de episódios de depressão com os de euforia (mania e hipomania) e de períodos assintomáticos entre eles. As crises podem variar de intensidade (leve, moderada e grave), frequência e duração.
As flutuações de humor têm reflexos negativos sobre o comportamento e atitudes dos pacientes, e a reação que provocam é sempre desproporcional aos fatos que serviram de gatilho ou, até mesmo, independem deles.
Em geral, essa perturbação do humor se manifesta tanto nos homens quanto nas mulheres, entre os 15 e os 25 anos, mas pode afetar também as crianças e pessoas mais velhas.
Tipos
De acordo com o DSM.IV e o CID-10, (manuais internacionais de classificação diagnóstica), o transtorno bipolar pode ser classificado nos seguintes tipos:
1) Transtorno bipolar Tipo I
O portador do distúrbio apresenta períodos de mania, que duram, no mínimo, sete dias, e fases de humor deprimido, que se estendem de duas semanas a vários meses. Tanto na mania quanto na depressão, os sintomas são intensos e provocam profundas mudanças comportamentais e de conduta, que podem comprometer não só os relacionamentos familiares, afetivos e sociais, como também o desempenho profissional, a posição econômica e a segurança do paciente e das pessoas que com ele convivem. O quadro pode ser grave a ponto de exigir internação hospitalar por causa do risco aumentado de suicídios e da incidência de complicações psiquiátricas.
2) Transtorno bipolar Tipo II
Há uma alternância entre os episódios de depressão e os de hipomania (estado mais leve de euforia, excitação, otimismo e, às vezes, de agressividade), sem prejuízo maior para o comportamento e as atividades do portador.
3) Transtorno bipolar não especificado ou misto
Os sintomas sugerem o diagnóstico de transtorno bipolar, mas não são suficientes nem em número nem no tempo de duração para classificar a doença em um dos dois tipos anteriores.
4) Transtorno ciclotímico
É o quadro mais leve do transtorno bipolar, marcado por oscilações crônicas do humor, que podem ocorrer até no mesmo dia. O paciente alterna sintomas de hipomania e de depressão leve que, muitas vezes, são entendidos como próprios de um temperamento instável ou irresponsável.
Causas
Ainda não foi determinada a causa efetiva do transtorno bipolar, mas já se sabe que fatores genéticos, alterações em certas áreas do cérebro e nos níveis de vários neurotransmissores estão envolvidos.
Da mesma forma, já ficou demonstrado que alguns eventos podem precipitar a manifestação desse distúrbio do humor nas pessoas geneticamente predispostas. Entre eles, destacam-se: episódios frequentes de depressão ou início precoce dessas crises, puerpério, estresse prolongado, remédios inibidores do apetite (anorexígenos e anfetaminas), e disfunções da tireoide, como o hipertireoidismo e o hipotireoidismo.
Diagnóstico
O diagnóstico do transtorno bipolar é clinico, baseado no levantamento da história e no relato dos sintomas pelo próprio paciente ou por um amigo ou familiar. Em geral, ele leva mais de dez anos para ser concluído, porque os sinais podem ser confundidos com os de doenças como esquizofrenia, depressão maior, síndrome do pânico, distúrbios da ansiedade. Daí a importância de estabelecer o diagnóstico diferencial antes de propor qualquer medida terapêutica.
Sintomas
Depressão: humor deprimido, tristeza profunda, apatia, desinteresse pelas atividades que antes davam prazer, isolamento social, alterações do sono e do apetite, redução significativa da libido, dificuldade de concentração, cansaço, sentimentos recorrentes de inutilidade, culpa excessiva, frustração e falta de sentido para a vida, esquecimentos, ideias suicidas.
Mania: estado de euforia exuberante, com valorização da autoestima e da autoconfiança, pouca necessidade de sono, agitação psicomotora, descontrole ao coordenar as ideias, desvio da atenção, compulsão para falar, aumento da libido, irritabilidade e impaciência crescentes, comportamento agressivo, mania de grandeza. Nessa fase, o paciente pode tomar atitudes que reverterão em danos a si próprio e às pessoas próximas, como demissão do emprego, gastos descontrolados de dinheiro, envolvimentos afetivos apressados, atividade sexual aumentada e, em casos mais graves, delírios e alucinações.
Hipomania: os sintomas são semelhantes aos da mania, porém bem mais leves e com menor repercussão sobre as atividades e relacionamentos do paciente, que se mostra mais eufórico, mais falante, sociável e ativo do que o habitual. Em geral, a crise é breve, dura apenas uns poucos dias. Para efeito de diagnóstico, é preciso assegurar que a reação não foi induzida pelo uso de antidepressivos.
Tratamento
Transtorno bipolar não tem cura, mas pode ser controlado. O tratamento inclui o uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, tais como o fim do consumo de substâncias psicoativas, (cafeína, anfetaminas, álcool e cocaína, por exemplo), o desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e sono e redução dos níveis de estresse.
De acordo com o tipo, gravidade e evolução da doença, a prescrição de medicamentos neurolépticos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, ansiolíticos e estabilizadores de humor, especialmente o carbonato de lítio, tem-se mostrado útil para reverter os quadros agudos de euforia e evitar a recorrência das crises. A associação de lítio com antidepressivos e anticonvulsivantes tem demonstrado maior eficácia para prevenir recaídas. No entanto, os antidepressivos devem ser utilizados com cuidado, porque podem provocar uma guinada rápida da depressão para a euforia, ou acelerar a incidência das crises.
A psicoterapia é outro recurso importante no tratamento da bipolaridade, uma vez que oferece suporte para o paciente superar as dificuldades impostos pelas características da doença, ajuda a prevenir a recorrência das crises e, especialmente, promove a adesão ao tratamento medicamentoso que, como ocorre na maioria das doenças crônicas, deve ser mantido por toda a vida.
Recomendações
Portadores de transtorno bipolar e seus familiares precisamestar cientes de que:
* seguir o tratamento à risca é a melhor forma de prevenir a instabilidade emocional e a recorrência das crises, o que assegura a possibilidade de levar vida praticamente normal;
* os remédios podem não fazer o efeito desejado logo nas primeiras doses que, muitas vezes, precisam ser ajustadas ao longo do tratamento;
* crises depressivas prolongadas sem tratamento adequado podem aumentar em 15% o risco de suicídio nos pacientes bipolares;
* o paciente pode procurar alívio para os sintomas no álcool e em outras drogas, solução que só ajuda a agravar o quadro;
* alternar a fase de depressão com a de mania pode dar a falsa sensação de que a pessoa está curada e não precisa mais de tratamento;
* a família pode precisar também de acompanhamento psicoterápico, por duas diferentes razões: primeira, porque o distúrbio pode afetar todos que convivem diretamente com o paciente; segunda, porque precisa ser orientada sobre como lidar no dia a dia com os portadores do transtorno.

MUDE - uma mensagem espetacular !!!


SÍNDROME DE BURNOUT


SÍNDROME DE BURNOUT

A síndrome de burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um distúrbio psíquico descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. O transtorno está registrado no Grupo V da CID-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde).
Sua principal característica é o estado de tensão emocional e estresse crônicos provocado por condições de trabalho físicas, emocionais e psicológicas desgastantes. A síndrome se manifesta especialmente em pessoas cuja profissão exige envolvimento interpessoal direto e intenso.
Profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, recursos humanos, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno.
Sintomas
O sintoma típico da síndrome de burnout é a sensação de esgotamento físico e emocional que se reflete em atitudes negativas, como ausências no trabalho, agressividade, isolamento, mudanças bruscas de humor, irritabilidade, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, depressão, pessimismo, baixa autoestima.
Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome.
Diagnóstico
O diagnóstico leva em conta o levantamento da história do paciente e seu envolvimento e realização pessoal no trabalho.
Respostas psicométricas a questionário baseado na Escala Likert também ajudam a estabelecer o diagnóstico.
Tratamento
O tratamento inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também ajudam a controlar os sintomas.
Recomendações
* Não use a falta de tempo como desculpa para não praticar exercícios físicos e não desfrutar momentos de descontração e lazer. Mudanças no estilo de vida podem ser a melhor forma de prevenir ou tratar a síndrome de burnout;
* Conscientize-se de que o consumo de álcool e de outras drogas para afastar as crises de ansiedade e depressão não é um bom remédio para resolver o problema;
* Avalie quanto as condições de trabalho estão interferindo em sua qualidade de vida e prejudicando sua saúde física e mental. Avalie também a possibilidade de propor nova dinâmica para as atividades diárias e objetivos profissionais.

17 de mai de 2013

Uma neuropsicóloga a favor da educação


Uma neuropsicóloga
a favor da educação

Aos 16 anos, ela quase repetiu de ano por conta das disciplinas vilãs: matemática e física. Isso só não aconteceu por conta das metodologias próprias criadas por ela, nas quais atrelava os conteúdos escolares sempre a coisas cotidianas. O recurso deu tão certo, que, no ano seguinte, a própria escola passou a indicá-la como professora particular para estudantes do ensino fundamental. A experiência, na adolescência, foi o combustível que despertou em Adriana o interesse em entender quais eram os estímulos necessários para aumentar a capacidade de aprendizagem nas pessoas. Hoje, mais de duas décadas depois, Adriana Fóz carrega um currículo extenso e a superação de um AVC, que a fez adentrar na neurociência. Entre seus ofícios, dedica-se aos avanços da neurociência na educação, já escreveu livros sobre o funcionamento do cérebro, inclusive, para crianças, além de coordenar um projeto voltado à prevenção e saúde mental, em que capacita professores sobre como lidar com a raiva e a ansiedade no convívio escolar.
Aos vinte e poucos anos, Adriana já acumulava uma graduação em educação e o título de pós-graduada em psicopedagogia. Na época, ela estava determinada a descobrir como mobilizar a emoção dos alunos para alcançar a chamada aprendizagem significativa, termo cunhado pelo psicólogo norte-americano David Ausubel ao afirmar que aquilo que é aprendido sempre precisa fazer algum sentido para o aluno.
Giovanni Cancemi / Fotolia.com
 
Mergulhada na teoria de Ausubel, ela começou a formar grupos de estudos com a presença de especialistas renomados, como o neurocientista Nelson Annunciato, PhD em programas de reabilitação neurológica da Universidade de Munique, na Alemanha, e o neurologista José Salomão Schwartzman, especialista em neurologia infantil. “Eu era bem mais jovem que eles. O que era uma honra para mim. Era como se eu fosse um peixe fora d’água nadando no imenso oceano”, afirma ela, que então vivia o auge de sua vida profissional. Nessa época, inclusive, abriu uma clínica multidisciplinar formada por diferentes profissionais, como fonoaudiólogos, psicólogos e terapeutas familiares. “Era algo muito inovador.”
Aos 32 anos, Adriana teve sua vida virada ao avesso: sofreu um AVC hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação.
No entanto, aos 32 anos, sua vida deu uma reviravolta quando sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) hemorrágico. Passou quatro meses internada e quatro anos em reabilitação. Perdeu os movimentos do lado direito do corpo e não reconhecia nem mesmo seu próprio marido, com quem estava casada havia dez anos. “Eu, que era especialista em leitura e escrita, não sabia mais ler nem escrever”, conta. “Foi como se tivesse dado um reset no meu HD interno, no qual eu precisava colocar tudo novamente.”
Com depressão patológica e limitações físicas e cognitivas, Adriana parou de clinicar e começou a buscar outras atividades à medida que sua recuperação progredia. Fez aulas de samba, para reaprender cognitivamente a andar, e curso de palhaço, para rir de si mesma. “Fui desenvolvendo habilidades que até então eu não precisava, já que antes eram automáticas, como andar ou segurar uma escova de dentes.”
Esses “novos” hábitos foram fundamentais para que ela adentrasse mais a fundo no campo da neurociência. “Eu precisava entender por que, apesar de eu não ter tido um derrame no cerebelo (parte do cérebro responsável pela ação motora), eu não podia andar direito. Por que a minha visão havia ficado comprometida, se minha região occipital (parte do cérebro que comanda a visão) não havia sofrido nenhum dano? Por que não sabia mais ler nem escrever, se a região parietal (responsável pela leitura e escrita) estava sem nenhuma lesão?”
“A neurociência chega a ser vital. Na educação, ela tem a função de dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções.”
As investigações prosseguiram e acabaram dando origem ao livro A Cura do Cérebro, em que Adriana desvenda, a partir de sua batalha e recuperação do AVC, outras indagações como: por que ela precisava raciocinar para que então pudesse andar ou por que a recuperação da memória era gradual. A viagem pelo cérebro avançou também rumo à academia. Anos depois, já reabilitada, a educadora especializou-se em neuropsicologia na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). 
Neurociência, uma questão vital
“Hoje, para mim, a neurociência chega a ser vital. O professor tem como tarefa, durante o processo de aprendizagem dos alunos, trabalhar a leitura, a matemática, mas imagina se ele também conseguir entender o funcionamento do cérebro. É essa a principal função da neurociência na educação: dar aos professores mais instrumentos e ferramentas para que eles sejam capazes de otimizar suas funções”, afirma.
De acordo com ela, isso é fundamental para minimizar um dos principais problemas que envolvem os professores: o desgaste profissional. Em muitos casos, afirma, o educador não percebe que cada aluno possui um ritmo diferente de aprendizado e que naturalmente ele também precisará de orientações durante esse processo. “O único momento da vida do ser humano onde a região do prazer tem menos neurotransmissores passando pelo cérebro é na adolescência. Por isso os jovens, normalmente, têm aquela inércia, preguiça, crise. Se o professor entende que isso acontece por conta do funcionamento cerebral e não porque o aluno está sendo folgado, ele consegue ajudar muito mais e otimizar a tarefa de educar”, afirma Adriana, que também coordena o projeto Cuca Legal, iniciativa realizada pela Unifesp, que trabalha a prevenção e saúde mental com educadores.
Divulgação
 
Bye, bye, tristeza!
Desde o ano passado, a neuropsicóloga usa elementos da neurociência para ajudar professores de escolas públicas de Paraisópolis – a maior favela de São Paulo, na zona sul da capital – a terem melhores condições de preparar suas aulas. “Para dar aula, o educador precisa, primeiro, aprender a se respeitar enquanto ser humano, que fica estressado, com raiva. Essa compressão é fundamental para que ele também entenda essas características em seus alunos e consiga lidar melhor com eles, tanto do ponto de vista comportamental, quanto pedagógico”, assegura.
“Os professores dessa escola especialmente queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano.”
Segundo ela, a partir do momento que o professor compreende que um determinado aluno de ensino fundamental tem certa aptidão para aprender linguagem até os dez anos de idade, por exemplo, o professor passa a se tornar mais responsável por interferir diretamente nesse aprendizado e se ajudar a ajudar o aluno.
O projeto está sendo realizado em duas escolas da região. Na escola estadual Maria Zilda Gamba Natel, desde 2012, os professores estão participando das oficinas periódicas, que incluem rodas de discussão sobre como agir e trabalhar aspectos voltados a raiva, ansiedade, tristeza, entre outros. “Os professores dessa escola queriam um trabalho que pudesse ajudá-los a lidar especialmente com a raiva. Ensinamos como é o ciclo da raiva, como ela é desenvolvida no cérebro, como acontece no cotidiano e como eles podem ajudar esses alunos a identificá-la para poder dar espaço ao que é prioridade. Acabamos não só ajudando os professores, mas também o aluno, já que ele passa a perceber a mudança de atitude do educador e melhorar a relação cotidiana”, diz.
A partir deste ano, outra instituição de ensino – a escola estadual Etelvina Góis de Marcucci – também contará com a capacitação dos professores. O projeto pretende, no primeiro ano, trabalhar o comportamento dos professores para, no ano seguinte, promover um avanço pedagógico na escola.
Dentro do cérebro infantil
Mas o cardápio de iniciativas de Adriana parece não ter fim. Além da formação dos professores em Paraisópolis, ela também está à frente de um projeto no Departamento de Instituto do Cérebro, do Hospital Albert Einstein. Lá, ela desenvolve uma coleção de livros para crianças, de cinco a dez anos, sobre o funcionamento do cérebro. “Trazemos exemplos da realidade da criança. Explicamos que andar de skate, por exemplo, estimula o  sistema límbico – responsável por comandar as emoções. É a limbilândia, uma mistura de límbico e Disneylândia.” A primeira obra, afirma, já foi produzida e será lançada em setembro deste ano.
Do ponto de vista prático, Adriana afirma que, há dois anos, realizou esta experiência, piloto, em escolas públicas de São Paulo e de Paraty, no Rio de Janeiro. De acordo com ela, foi possível observar uma melhoria na atitude das crianças quanto ao aprendizado em sala de aula. “Ao entender como funciona seu cérebro, elas passam a mudar seu comportamento e atitude, sentem-se mais estimuladas a aprender outras coisas”, afirma.

12 de mai de 2013

Dislexia - trabalho com as sensações no auxílio à alfabetização







Trabalho com seriação de cores

Outras habilidades foram desenvolvidas como: comparação, identificação e classificação






Atividades de FESTA JUNINA


Desenvolva habilidades como coordenação motora, atenção, criatividade, percepções espaciais e visuais, ... por meio das diferentes sensações com o tema FESTAS JUNINAS.


Convite junino espantalho

Bonecos articulados p\ festa junina

Oi meninas, hoje fiz estes bonequinhos articulados. Me lembro que meus alunos adoravam confeccioná-los para enfeitar o mural junino.
Usei papel canson A3, papéis coloridos, lã e barbante.
Usem diversas técnicas de pinturas, como o esponjado, digitais, carimbos ou deixem as crianças ilustrarem como preferirem.
Estes modelos foram ilustrados pela minha filhota.
Vcs podem usar para confeccionarem os cabelos, papel crepon, lã colorida, barbantes que vai ficar muito legal!

ESPIGA DE MILHO (convite)

essa idéia de convite para o Arraiá é uma gracinha…
Com certeza, os convidados vão amar!!!
ESPIGA DE MILHO
MOLDE
 

PARA O MÊS DE JUNHO

Saquinho para Guloseimas!!!


Jogo da Velha – Festa Junina!!!

 

Distúrbios de Aprendizagem

Loading...

Psicopedagogia

Loading...

Dislexia

Loading...

TDAH

Loading...

AEE

Loading...

Língua Portuguesa

Loading...

Cérebro

Loading...

Minha lista de blogs

Revista INCLUSIVE

div id=Inclusive-Widget>