31 de jan de 2012


Desafio Educar para Crescer: um livro por mês!

por: Iana Chan
Quem lê adquire cultura, escreve melhor, tem mais senso crítico, amplia o vocabulário, estimula a criatividade e melhora o desempenho escolar.
Não é à toa que “ler mais” ocupa o topo da lista de resoluções de ano novo da redação do Educar para Crescer. Nossa meta é de um livro por mês – o que parece bem razoável, mas sem disciplina, a televisão, o cinema e o computador podem roubar os minutos livres e botar tudo a perder. Já é dia 31 de Janeiro e poucos de nós conseguimos cumprir a meta…
Por isso, resolvemos lançar o Desafio Um Livro por Mês e convidar vocês, leitores, a encararem essa com a gente.
Dica de leitura é o que não falta! Se está sem ideia do que ler, consulte nossos especiais:
Biblioteca Básica
Sugestões mensais de leitura para crianças de 2 anos até adolescentes de 18.
http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/
Clássicos imperdíveis
Não deixe de consultar também os 100 clássicos essenciais da Literatura Nacional e outros 100 da Literatura Mundial selecionados pela Revista Bravo!
Que livro fez a sua cabeça?
Inspire-se com os livros que marcaram a vida de personalidades e leitores.
http://quelivro.tumblr.com/
Volta ao mundo em (+ de) 80 livros
Escolha um destino no mapa e viaje para lá nas asas de um livro.
http://educarparacrescer.abril.com.br/viagem/

Como vai funcionar o desafio?
Fazer dieta, exercitar-se mais, alimentar-se melhor… Mesmo as pessoas mais disciplinadas podem desanimar ao longo do ano e deixar suas metas de lado, mas se nos comprometermos com outros amigos a coisa fica mais fácil. Um incentiva o outro a seguir firme na resolução e conquistam juntos aquilo que desejavam.
O Educar para Crescer vai criar um espaço para que todos possam compartilhar sua paixão pelos livros e se ajudar a cumprir o desafio. Na página do Educar no Facebook, vamos criar um álbum com uma imagem para cada mês. Assim, todos poderão acompanhar o que os outros estão lendo e relatar seu progresso. Ao final de 2012, estaremos mais cultos e felizes por cumprir ao menos uma das resoluções de ano novo!
Vamos nessa?
Ah! Não se esqueça de chamar os filhos, os amigos, os irmãos, os sobrinhos… :)  

30 de jan de 2012


Mães devem confiar em si e no filho nos primeiros dias dele na escola

qui, 26/01/12
por anacassiamaturano |
Na próxima semana, a maioria dos estudantes brasileiros retoma sua rotina. Depois de um bom período de férias, alguns deles já começam a sentir falta da escola, outros nem tanto. O certo é que é preciso estudar.
Muitas crianças vão iniciar sua vida escolar, um evento que tem ocorrido cada vez mais cedo. A idade delas varia de um ano e meio a dois, ou até menos. Esse fato é muito importante na vida delas, que começam uma nova etapa em seu conhecimento do mundo, indo além dos domínios da família.
Elas ainda não compreendem bem o que é ir para a escola, mesmo que tenham um irmão mais velho. Só vão saber o que é quando passarem a frequentá-la. Nada como vivenciar algo para se ter noção do que se trata.
Embora importante, positiva e necessária, na maioria das vezes essa novidade não é fácil para os pequenos. O novo assusta, ainda mais quando significa sair de um ambiente protegido para um desconhecido, em que há a noção do quanto se é frágil e dependente do outro. Para eles é difícil ficar longe de seu cuidador, como se ficasse longe de uma parte de si.
Do mesmo modo, não é fácil para o cuidador, principalmente as mães, ficar longe deles, por mais curto que seja o período. Surge o sentimento de que os abandonam e de insegurança sobre qual será a conduta da escola, mesmo conhecendo-a de antemão. Em sua maioria, essas crianças são quase bebês, sem defesa alguma. Sentem que precisam protegê-las. O que é verdade.
E assim, mãe e filho, cada um ao seu modo, compartilham de sentimentos parecidos, que se completam e se reforçam.
No momento de deixar o filho na escola, fica difícil para as mães irem embora diante de seu olhar assustado e, às vezes, desesperado devido à iminência de ficar só. O que não é verdade.
Ele não está sendo deixado para trás ou sendo abandonado. Apenas seguindo o curso da vida, num lugar qualificado para isso, onde continuará sendo cuidado. A criança começará a se distanciar de seus pais e a viver num ambiente mais próprio, compartilhando espaços e momentos com pessoas diferentes. Só assim poderá crescer e se desenvolver, enfrentando novos desafios. Sendo o principal deles o de começarem a se virar sozinhos e a estabelecer novos relacionamentos.
Algumas pessoas consideram que o fato de a criança resistir a ficar na escola é culpa da mãe. Mais uma para elas carregarem. Algumas podem até dificultar o processo de adaptação, mas não se pode perder de vista que, para a criança, é difícil mesmo esse momento.  O que, de certo modo, é sábio – quando se chega num ambiente muito diferente, é comum o indivíduo ficar meio ressabiado. Afinal, é o desconhecido.
Para haver tranquilidade, as mamães devem conhecer muito bem a escola em que vão colocar o filho – nem todas são adequadas e nenhuma vai de encontro com suas exigências. Elas precisam tirar dúvidas no momento que surgirem e aproveitar o tempo de adaptação praticado pelas escolas para observar e questionar o que não é compreendido. Mas, acima de tudo, é preciso confiar.
Confiar em si, em sua capacidade de ficar longe do filho e sem culpa. Confiar nele, na possibilidade de enfrentar o crescimento. E na escola, no quanto ela é capaz de cuidar bem do pequeno. Ouvindo suas orientações sobre, às vezes, deixá-lo chorando (ela sabe que, passado um tempo, as crianças choram só na presença da mãe).
Esse momento não é fácil. No entanto, é importante para todos. Só assim haverá crescimento.
Boa volta às aulas!

27 de jan de 2012

Dicas de filmes

* É só clicar e assistir os trailers.

COMO ESTRELAS NA TERRA, TODA CRIANÇA É ESPECIAL (DISLEXIA)

CASTELOS DE GELO (deficiência sensorial)
FORREST GUMP O contador de Histórias - (Deficiência Mental)
NASCIDO EM 4 DE JULHO (deficiência física)
O OITAVO DIA (sindrome de down)
PERFUME DE MULHER (deficiencia visual)
RAIN MAN ( autismo)
AMARGO REGRESSO (deficiencia fisica)

SUGIRA  FILMES VOCÊ TAMBÉM, ENVIANDO UM E-MAIL PARA : atendimento@psicopedagogavaleria.com.br


OS DOZE PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM DE BASE CEREBRAL


OS DOZE PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM DE BASE CEREBRAL
Princípio Um: O cérebro é um processador paralelo
Pensamentos, intuições, predisposições, e emoções operam simultaneamente e interagem com outros modos de informação. O bom ensino leva isso em consideração. Por causa disso é que falamos do professor como um orquestrador da aprendizagem.
Princípio Dois: A aprendizagem envolve toda a fisiologia
Isso significa que a saúde física da criança - a quantidade de sono, a nutrição - afeta o cérebro. Os estados de espírito também. Somos fisiologicamente programados, e temos ciclos que precisam ser respeitados. Um adolescente que não durma o suficiente em uma noite não absorverá novas informações no dia seguinte. A fadiga afetará a memória do cérebro.
Princípio Três: A procura por significado é inata
Isso significa que estamos naturalmente programados para procurar por significado. Esse princípio se orienta para a sobrevivência. O cérebro precisa do que é familiar, e automaticamente o registra, ao mesmo tempo em que procura estímulos adicionais e reage a eles. O que isso significa para a educação? Significa que o ambiente da aprendizagem precisa fornecer estabilidade e familiaridade. Devem-se fazer preparativos para se satisfazer a sede de novidades, descobertas, e desafios.Ao mesmo tempo, as aulas devem ser estimulantes e significativas, oferecendo aos alunos diversas opções.
O trabalho de Marian Diamond é pioneiro no sentido de que ela demonstra que os animais que estavam em ambientes mais ricos, isto é, tinham jaulas mais arejadas, mais atenção, uma chance de brincar livremente ou de pular sobre obstáculos, apresentaram um maior crescimento de células cerebrais. Quando o cérebro desses ratos foi comparado com o de ratos que estiveram em jaulas escuras, que foram isolados, que não tiveram a oportunidade de brincar, os ratos do ambiente rico apresentaram modificações corticais. Tinham um número maior de células de glia, e também um número maior de conexões.
Queremos saber o que as coisas significam para nós. Em educação, uma das coisas que temos que admitir é que as crianças tenham experiências ricas, e então temos que lhes dar tempo e oportunidade para compreenderem suas experiências. Elas têm que ter oportunidade para refletir, para ver como as coisas se relacionam. Uma das mais ricas fontes de aprendizagem, do ponto de vista do cérebro, é a aprendizagem que temos a partir dessas experiências.
Princípio Quatro: A procura por significado acontece por padronização
A padronização se refere à organização e à categorização das informações. O cérebro tem resistências quanto à imposição de padrões sem significado. Por "sem significado" queremos dizer informações isoladas e não relacionadas. Quando a capacidade natural do cérebro de integrar informações é evocada na aprendizagem, grandes quantidades de informações e atividades aparentemente não relacionadas ou estocásticas podem se apresentar e ser assimiladas. O cérebro tenta tirar sentido das informações reduzindo-as a padrões familiares.
A padronização é generalizada. Queremos impor nossos padrões ao que vemos, e quebrar os padrões é muito difícil. É como se passássemos nossos primeiros anos como um sistema que absorve informações e experiências e tira conclusões, e então passássemos o resto de nossas vidas tentando provar que o que aprendemos se aplica.
O processo ideal de aprendizagem é apresentar as informações de uma maneira que permita que o cérebro extraia padrões delas, mais do que tentar impingí-los. O cérebro é capaz de absorver enormes quantidades de informações quando elas se relacionam de uma maneira que o cérebro possa padronizar apropriadamente.
As idéias que estão por trás do ensino temático e do currículo integrado se baseiam nesse princípio de procura por padrões e visão de padrões interrelacionados. Um tópico pode estar relacionado a todo tipo de diferentes tópicos, e quando agimos desse modo o cérebro tende a lembrar muito mais coisas. Essa é uma maneira de ensinar ciência, literatura e estudos sociais - fazer deles um conjunto e lhes dar significado. O padronização está por trás disso.
Princípio Cinco: As emoções têm importância crítica na padronização
Uma das coisas que eu gostaria de eliminar é a noção de domínio afetivo, domínio cognitivo, e domínio psicomotor. Ensinaram-nos isso por diversos anos, apesar das evidências das pesquisas cerebrais indicarem que não se trata de nada disso. No cérebro não podemos separar nossa emoção da cognição. É uma rede de fatores que interagem. Tudo possui algum elo emocional. De fato, muitos pesquisadores do cérebro hoje acham que não existe memória sem emoção. São as emoções  que nos motivam a aprender, a criar. Elas fazem parte de nossos estados de espírito. Elas são nossa paixão. Elas são uma parte do que somos enquanto seres humanos. Precisamos entender mais sobre elas e aceitá-las.
Um dos problemas que tenho com a psicologia cognitiva é que ela tenta explicar o papel das emoções ao mesmo tempo em que adere a um modelo científico muito tradicional: separe-as, olhe as partes, e elas dirão tudo sobre a totalidade. Tente fazer isso com conceitos como amor e compaixão.
Outra coisa  importante em termo de emoções é que damos apoio uns aos outros. Somos criaturas sociais. Precisamos uns dos outros, e precisamos de atividades sociais. Quando os alunos da classe estão mais interessados no que Johnny vai fazer esta noite ou no que Mary está vestindo, estão agindo a partir de sua natureza social. A noção de uma comunidade de alunos e de comunidades escolares trabalhando juntas e aprendendo sobre comunicação é muito importante. A noção de aprendizagem cooperativa se ajusta a esse quadro. Deveríamos ser bons nessas coisas porque elas são impulsos inatos que temos. Mas precisamos administrá-las melhor.
Princípio Seis: Todo cérebro simultaneamente cria partes e todos
Visitamos diversos neurocientistas por todo o país para discutir nossos doze princípios com eles. Uma das coisas que vimos foi que eles hesitavam muito em falar com educadores porque temiam o que faríamos com as informações. Os educadores foram arrebatados pelas pesquisas sobre os hemisférios esquerdo e direito. Basearam firmas de consultoria nelas. Mas para os neurocientistas nós simplificamos demais o assunto. Porque quando consultamos as pesquisas dissemos: "É, tem alguma coisa nessa teoria dos hemisférios". Mas a mensagem real para nós educadores é que precisamos apreender os dois lados, o que fazemos na vida real. Enquanto educadores, queremos que os alunos usem o hemisfério esquerdo e o direito; queremos estratégias para a totalidade do cérebro. Assim a doutrina do cérebro direito/esquerdo tem algum significado, mas ela é mais útil como uma metáfora para o fato de que o cérebro processa partes e todos simultaneamente.
 Making Connections: Teaching and the Human Brain, de Renate Caine.
Princípio Sete: A aprendizagem envolve tanto a atenção concentrada como a percepção periférica
Pense sobre o aposento em que você está. Quais são as mensagens periféricas inerentes a um aposento como esse? Quais são as mensagens sobre a maneira como você se comporta? Os periféricos têm papel importante. As crianças aprendem a partir de tudo. Tudo vai para o cérebro. Nos primeiros anos elas literalmente se tornam suas experiências. Portanto o ambiente é muito importante, e se elas aprenderem alguma coisa em sala de aula e nunca a utilizarem fora da sala de aula, esse aprendizado, essas conexões, param por aí. Em outras sociedades as crianças são imersas na aprendizagem nas escolas, em casa, na comunidade. Seu conhecimento é usado e expandido. Elas interagem entre si nesse rico meio ambiente.
Princípio Oito: A aprendizagem sempre envolve processos conscientes e inconscientes
Nós aprendemos muito mais do que conscientemente entendemos. A maioria dos sinais que são percebidos perifericamente entram no cérebro sem que estejamos conscientes e interagem em níveis inconscientes. Porisso dizemos que os alunos se tornam suas experiências e se lembram do que experimentaram, não apenas do que lhes foi dito.
O que chamamos de "processamento ativo" permite que os alunos revisem o que e como eles absorveram, de modo que começam a dominar a aprendizagem e o desenvolvimento do significado pessoal. Nem sempre o significado está presente na superfície. Quase sempre o significado acontece intuitivamente, de maneiras que não compreendemos. Assim, quando aprendemos, usamos processos conscientes e inconscientes. Ao ensinar, você pode não alcançar o aluno imediatamente, mas dois anos depois ele pode estar em outra série e dizer: "Agora entendi". Você faz parte disso, mas não está mais presente.
Princípio Nove: Temos pelo menos dois tipos de memória: um sistema de memória espacial e um conjunto de sistemas para memória mecânica (NT - aprender de cor)
O sistema de memória espacial (ou sistema autobiográfico) não precisa de ensaio e permite uma lembrança instantânea das experiências. É muito importante que os educadores entendam esses dois sistemas e como eles funcionam. No sistema classificatório da memória as coisas são aprendidas de cor. Memorizamos informações, mas isso não quer dizer que podemos utilizar as informações. O sistema classificatório nada tem a ver com a imaginação ou com a criatividade. Ele se ajusta prontamente ao modelo de processamento de informações da memória. Com esse sistema, os alunos são motivados por recompensa e punição; muitas tentativas são necessárias, quase sempre; e o cérebro cansa-se com facilidade, já que há uma tensão sobre um número limitado de células cerebrais. É nesse modelo que as escolas se baseiam. Nós limitamos a educação a programar esses sistemas classificatórios e a "ensinar para a prova". Você pode ver por que as pessoas dizem que o nosso sistema educacional se baseia no ensino para a prova (esquecendo-se dela depois) e não tem grande sucesso?
O sistema de memória local é muito global. Não enfatiza nenhuma área em particular. Quando você experimenta algo profundamente significativo, você está criando aquelas novas conexões. As coisas são apreendidas todas ao mesmo tempo. As experiências da memória local se registram automaticamente. Isso tem motivação na novidade, e está sempre operante. Você não pode interromper esse sistema e ligar o sistema classificatório dizendo: "pare isso e memorize aquilo". Memorização é memorização, não aprendizagem.
Aprendizagem significa que as informações se relacionam e estão conectadas com aquele que aprende. Se não for assim você tem memorização, mas não aprendizagem. Existem coisas que temos que memorizar, coisas que precisam ser repetidas. Tábuas de multiplicação são muito úteis, mas queremos ter certeza de que as crianças entendem o conceito de multiplicação.
Esse sistema de memória local reúne tudo como num retrato. Você não está apenas vendo uma coisa de cada vez e somando-a, como numa fórmula matemática, chegando a um resultado. A grande mensagem da pesquisa sobre o cérebro é que as partes estão contidas em um todo, e que o todo tem partes. Parece muito simples, mas não é quando você começa a desenvolver suas aulas.
 Making Connections: Teaching and the Human Brain, de Renate Caine.
Princípio Dez: O cérebro entende e lembra melhor quando  os fatos e as habilidades estão encaixados na memória espacial natural
A solução é encaixar o aprendizado classificatório através da imersão dos alunos em ambientes de aprendizagem bem orquestrados, vivos, de baixo conteúdo ameaçador, e altamente desafiadores. Precisamos tirar as informações do quadro-negro, fazê-la viver nas mentes dos alunos, e ajudá-los a fazerem conexões.
Princípio Onze: A aprendizagem é melhorada com desafios e inibida com ameaças

Em sala de aula, "reduzir a marcha" é visto como uma ameaça relacionada a uma sensação de inermidade. Tem implicações nas provas e na passagem de uma série para outra, na noção do professor como um controlador, na investidura de poder, nos objetivos de desempenho. O aluno deve se preocupar em aprender. Não que deixemos de lado objetivos de desempenho ou provas, mas precisamos entender o que estamos fazendo ao cérebro humano sob essas condições.
Estou fazendo algumas pesquisas sobre como certas condições afetam os que aprendem, e se você está pensando nos desistentes, posso lhe dar uma fórmula que produzirá alguns deles: o profeesor está no controle; há resultados pré-determinados; o aluno é classificado sem se atentar para o feedback; e existem limites temporais para a atividade. Isso fará com que alguns alunos reduzam a marcha, deixem de gostar do aprendizado, e fiquem totalmente desmotivados. Por outro lado, os alunos que são os "bons" nesse processo tornam-se peritos em fazer provas.
O hipocampo, que se localiza um pouco acima de seu nariz e de suas orelhas, no centro onde se interseccionam, é parte do sistema límbico. Proporcionalmente, tem mais receptores de hormônios de estresse do que qualquer outra porção do cérebro.Também é fundamental na formação de novas memórias, e está ligado à função de indexação do cérebro. Permite que façamos conexões, liguemos novos conhecimentos aos que já estão no cérebro. É como a lente de uma câmera, e sob ameaça relacionada à inermidade, fecha-se. Voltamo-nos então para comportamentos bem entrincheirados. Abre-se quando somos desafiados e estamos em estado de "alerta relaxado". Quando aquele que aprende recebe poder e é desafiado, você começa a obter a possibilidade máxima de conexões. Por isso é que o cérebro precisa tanto de estabilidade quanto de desafio. Se a estabilidade de curto prazo for perdida, então a estabilidade de longo prazo deve ser substituída.
Muitas crianças vão para a escola com a marcha reduzida porque vêm de um ambiente ameaçador. Há ameaças no lar - as relacionadas ao abandono de uma forma ou de outra são provavelmente as mais destrutivas de todas. As crianças de lares estáveis podem reduzir a marcha um pouco e ficar bem. As crianças que vêm de um lar onde haja instabilidade e um sentido de abandono não podem reduzir a marcha temporariamente. Elas precisam de mais estabilidade em sala de aula.
As técnicas de relaxamento são a única coisa que conhecemos que revertem os hormônios do estresse do corpo que resultam de uma tensão relacionada a ameaças e que se acumulam com o decorrer do tempo. Precisamos interromper esta incrível roda de moinho em que estamos. O descanso é a base da atividade. Perceba como você se sente bem depois de umas férias. Precisamos ensinar às nossas crianças que a aprendizagem leva tempo. E as crianças precisam compreender seus ritmos naturais. Precisamos de um ambiente ordenado. Precisamos entender melhor nós mesmos e nossas necessidades. Precisamos reconhecer nossas necessidades de rituais, de ordenação. Nossos ritmos são muito fundamentais para quem somos, e precisamos trabalhar com eles.
Princípio 12: atenta para estilos de aprendizagem e modos singulares de padronização. Nós temos muito em comum, mas somos também muito, muito diferentes. Precisamos entender como aprendemos e como percebemos o mundo, e saber como os homens e mulheres vêem o mundo de maneira diferente.
Conclusão
O "aluno de base cerebral" reduz a marcha sob ameaças, aprende com acontecimentos periféricos, tem um cérebro singular, aprende através de processos conscientes e inconscientes, tem diversos tipos de memória, e aprende melhor quando o conteúdo se encaixa na experiência. É essa pessoa que está em nossas salas de aula.
Se isso for verdade, o que é a aprendizagem? Nós chegamos à noção de que a aprendizagem é uma expansão do conhecimento natural. Desejamos deixar claro que estamos sempre expandindo o que sabemos. O conhecimento natural é aquilo que utilizamos para dar sentido às nossas vidas. É o que conhecemos profunda e significativamente. A aprendizagem enquanto expansão do conhecimento natural não significa apenas informações que memorizamos; significa algo que podemos utilizar.
Então perguntamos: "O que está envolvido?" Procuramos o significado porque vimos que o significado é o tema crucial da aprendizagem. Há três elementos: o conhecimento de superfície consiste de informações e procedimentos. A isso tem se limitado a educação. Se bastante disso for levado ao aluno, ele de algum modo vai processá-lo e retê-lo. O significado profundo inclui os impulsos, propósitos, valores, e crenças de quem aprende - a maneira como padroniza e vê o mundo. Quando esse "significado profundo" se conecta com o "conhecimento de superfície" temos o que chamamos de significado sentido, que é a experiência do "Ah!", que definimos como aprendizagem.
A verdadeira aprendizagem, como é encarada do ponto de vista do cérebro operante, é ver os hemisférios em sincronia. As ondas cerebrais se sincronizam naquele momento do "Ah!": o que sinto, o que penso, a minha hipótese - tudo se conecta às informações e eu digo "Ah, entendi."
É isso que está envolvido na expansão do conhecimento natural. Está bem que a criança memorize certas coisas, mas até que elas se conectem com seu significado e sua predisposição, a verdadeira guinada para a aprendizagem não ocorre. A criança pode estudar todo tipo de coisas sobre ciência, mas até que essas coisas façam sentido elas são apenas coisas memorizadas, e você não pode generalizar a partir delas para alcançar outras experiências.
Então observamos o que deveria acontecer no ambiente da aprendizagem, na sala de aula, para que a expansão do conhecimento natural ocorresse. Como você maximiza as condições de aprendizagem?  Identificamos três fatores: imersão em experiências complexas, baixa ameaça/alto desafio, e processamento ativo.
A imersão orquestrada em experiências complexas significa que eu, enquanto professor, me sento antes e planejo a aula. Tenho que pensar nela antes e reunir os materiais a fim de criar o tipo de ambiente de conhecimento natural que permite que meus alunos façam o maior número possível de conexões e construam seus próprios significados. Também preparo as instruções antes, para que eu não interfira com o grupo. Uma vez que eu faço isso, a lição toma conta de si mesma e parece natural. Por que isso é "complexo"?  Complexo significa que elas passam por todo tipo de nível. Em termos de princípios cerebrais, as emoções dos alunos estão envolvidas quando se lembram de alguma coisa; estão padronizando a seu próprio modo; estão fazendo conexões múltiplas. Então "experiências complexas" significam que são interatuantes, que a aprendizagem é orientada para a atividade; eles estão procurando globalmente por significado e usando a biblioteca à procura de fontes. Esta é uma maneira diferente de ensinar.
A outra coisa necessária para que se utilize ao máximo o cérebro é o que chamamos de alerta relaxado. Há pouca ameaça envolvida na atividade. Você não avisa que vai haver uma prova. Você não tem que fazer uma lista que seja certa ou errada. Os resultados da atividade estão em aberto, e tudo que dela resultar tem valor. Mas apenas remover a ameaça não é o suficiente; você tem que lançar o desafio.
O processamento ativo é a metacognição - recostar-se e dizer: "O que aprendi, e como aprendi?  Que outras conexões existem? De que outra maneira posso fazer isso?" Isso é muito importante para a consolidação da aprendizagem, para uma expansão relacionada a ela e para que se façam conexões adicionais. É isso que os defensores do pensamento crítico advogam. Vamos além, incluindo a reflexão e a análise de temas interpessoais.
Não há como fazer uma Instrução Baseada no Cérebro. Mas existem regras. A própria natureza da pedagogia voltada para a expansão do conhecimento natural significa que o aluno está no centro de qualquer ensino que faça genuínas conexões.
No futuro, todos nós - professores, pesquisadores, administradores, pais, e comunidades - teremos que modificar nossa visão da aprendizagem. Isso significa ir além de nossas experiências como alunos de uma escola e literalmente "inventar" ou orquestrar ambientes de aprendizagem que finalmente capitalizem a imensa capacidade de nossos cérebros para aprender.
Departamento de Educação do Condado de Sonoma, Califórnia, USA
Tradução: Pedro Lourenço Gomes

Retirado do site:
http://psicopedagogavaleria.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=31:os-doze-principios-da-aprendizagem-de-base-cerebral&catid=1:artigos&Itemid=11
FICHA DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DO ALUNO


AVALIAÇÃO EDUCACIONAL DO ALUNO

Esta avaliação é preenchida pelo professor regente com apoio da equipe pedagógica da escola de origem do aluno, pelo professor responsável pela turma e/ou disciplina e pela equipe pedagógica da escola, ao requisitar o atendimento especializado tendo como base o “Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno”, caso o aluno possua.

IDENTIFICAÇÃO DO ALUNO:
Nome do aluno:
Data de nascimento:
Turno em que o aluno estuda:
Série/Ciclo:

HISTÓRIA DE VIDA DO ALUNO:
1- Com que idade o aluno começou a freqüentar a escolarização?
2- Descreva, até o momento, onde e como foi o percurso escolar desse aluno
3- Se houve alguma mudança de escola, citar o motivo

4- Há quanto tempo está na atual escola?
( ) Menos de 1 ano ( ) 1 ano
( ) 2 anos ou mais
Quanto?

5- Há quanto tempo está neste ciclo/série?
( ) Menos de 1 ano ( ) 1 ano
( ) 2 anos ou mais
Quanto?
6- Há quanto tempo freqüenta o atendimento educacional especializado?
( ) Nunca freqüentou ( ) Menos de 1 ano
( ) 1 ano ( ) 2 anos ou mais
Quanto?

7- Há algum diagnóstico clínico? ( ) Não ( ) Sim.
Qual o diagnóstico?
( ) Baixa visão ( ) Cegueira
( ) Deficiência física ( ) Deficiência intelectual
( ) Surdez ( ) Surdo/cegueira
( ) TGD(Transtornos globais do desenvolvimento) ( ) Sem diagnóstico clínico
( )
ओउत्रोस
8- Qual o profissional que atesta o diagnóstico?
( ) Médico ( ) Fonoaudiólogo
( ) Fisioterapeuta ( ) Terapeuta Ocupacional
( ) Psicólogo ( ) Outros

9- O aluno faz uso de algum medicamento? ( ) Não ( ) Sim.
Qual?

10 - Como a escola obteve estas informações?
( ) Família ( ) Médico
( ) Psicólogo ( ) Outros

11- Atualmente, o aluno tem algum acompanhamento clínico?
( ) Não ( ) Sim.
Qual(is)

Há quanto tempo?
( ) Menos de 1 ano ( ) 1 ano
( ) 2 anos ou mais ( ) Nunca teve acompanhamento clínico


AVALIAÇÃO PEDAGÓGICA DO ALUNO

Com base no PDI do aluno, preencher os campos abaixo com informações sobre o desenvolvimento do aluno no que se refere a suas
habilidades e capacidades, além do aprendizado e utilização dos conteúdos curriculares da base comum.

1. Habilidades Observadas – Cognitivas e metacognitivas
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

2. Habilidades Observadas – Motoras e psicomotoras
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

3. Habilidades observadas – Interpessoais/Afetivos
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

4. Habilidades observadas – Comunicacionais
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

5. Habilidades Acadêmicas Observadas – Língua Portuguesa
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

6. Habilidades observadas – Matemática
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

7. Habilidades observadas – História
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

8. Habilidades observadas – Geografia
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

9. Habilidades observadas - Ciências
Conhecimentos e capacidades do aluno:
Dificuldades que o aluno apresenta:
Intervenção pedagógica desenvolvida com o aluno em sala de aula:

– Outras observações importantes:
Profissional(ais) responsável(eis) pelo preenchimento dos dados:
Atendimento educacional solicitado:
( ) Sala de Recursos ( ) Oficina pedagógica
( ) Professor de apoio ( ) Guia intérprete
( ) Instrutor de LIBRAS ( ) Intérprete de LIBRAS

Retirado do site: 

http://inclusaoaee.wordpress.com/2010/12/12/sugestao-de-ficha-de-avaliacao/

25 de jan de 2012

Notícia do dia: Prédio comercial desaba no centro do Rio e outro ameaça cair


Prédio comercial desaba

 no centro do Rio e 

outro ameaça cair
25 de janeiro de 2012  21h12  atualizado às 22h33


A área foi isolada e outro prédio vizinho ameaçava cair. Foto: Cirilo Junior/Terra
A área foi isolada e outro prédio vizinho ameaçava cair
Foto: Cirilo Junior/Terra

CIRILO JUNIOR
Direto do Rio de Janeiro
Um prédio comercial desabou na avenida 13 de Maio, centro do Rio de Janeiro, por volta das 20h30 desta quarta-feira. De acordo com os bombeiros do Quartel Central, houve uma explosão seguida do desabamento parcial do prédio, situado próximo da sede da Caixa Econômica Federal. Os bombeiros foram ao local e havia forte cheiro de gás. A área foi isolada e outro prédio vizinho ameaçava cair.
De acordo com o analista de sistemas Fernando Amaro, que trabalha na construção que caiu, que teria entre 10 e 15 andares, as atividades no edifício encerrariam às 21h, então ele acredita que muitas pessoas já teriam ido embora. Ele disse que trabalha no quarto andar, ouviu um barulho e viu o prédio desabar. "Foi tudo muito rápido. Vi o porteiro sair correndo gritando e daí o prédio começou a ruir. Foi muita sorte ele ter se salvado", afirmou, empoeirado.
No saguão do prédio funcionavam uma agência do banco Itaú e uma padaria. Nas proximidades também fica o tradicional bar Amarelinho, que reúne políticos, artistas e jornalistas há décadas. A Defesa Civil municipal confirmou há pouco que há feridos, mas não soube precisar a gravidade das vítimas.
Por causa de vazamento de gás, as avenidas Rio Branco chegou a ficar interditada, mas foi liberada. Já a rua Evaristo da Veiga e avenidas Chile e Almirante Barroso seguiam bloqueadas. A Linha 1 do Metrô estava parada. As pessoas que tiveram os carros atingidos pelos escombros entregavam as chaves aos policiais. Estes retiravam apenas veículos que foram menos danificados, ao passo que aqueles situados na zona de maior perigo não eram removidos.
O prefeito da cidade, Eduardo Paes, foi para o local para acompanhar a repercussão da tragédia. O secretário municipal de Conservação dos Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, também chegou à região. A Secretaria de Estado de Saúde colocou em alerta todos os hospitais da rede pública estadual as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca e Botafogo, que são as mais próximas. Dois fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) acompanham os trabalhos para buscar as causas do desabamento.

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