26 de abr de 2012


Estímulo à leitura é a proposta 

de projetos de escola de MS


Quarta-feira, 25 de abril de 2012 - 09:44


Projeto desenvolvido na escola sul-mato-grossense pretende estimular o hábito da leitura entre os 680 estudantes matriculados, da educação infantil ao nono ano do ensino fundamental (foto: João Bittar–arquivo MEC)










Na Escola Municipal Professor Virgílio 
Alves de Campos, em Campo Grande,
 Mato Grosso do Sul, o incentivo à leitura 
é uma preocupação constante e faz 
parte de diferentes projetos. 
A Roda de Leitura, realizada na 
Biblioteca Pedro José da Silva, é 
exemplo de projeto programado 
para estimular o hábito entre os
 680 estudantes matriculados na 
instituição, da educação infantil 
até o nono ano do ensino fundamental.

De acordo com Analu Roncaglio 

Fernandes, funcionária da biblioteca,
 a Roda de Leitura é uma atividade 
pré-agendada, realizada com uma turma
 diferente a cada dia. Começa 
com a narração de uma história. 
Depois, os estudantes fazem leitura
 livre e escolhem um livro para ler em casa.

Outro exemplo de projeto é a Roda

 do Meio Ambiente e Saúde, criada
 para incentivar a leitura, despertar
 a consciência ecológica e os
 cuidados com a saúde e o meio ambiente. 
Segundo Analu, um setor da biblioteca 
reúne livros, revistas, gibis e outras
 publicações sobre esses temas. 
O material está à disposição dos professores.

A Sacola da Leitura é outro projeto. 

O nome vem do material, feito em 
tecido, usado para acondicionar 
a obra a ser levada pelo estudante 
para a leitura em casa. Na sacola
 vão também orientações para 
pais e responsáveis. A cada dia, 
três alunos de cada série podem 
escolher um livro, que deve ser 
devolvido à escola depois da leitura.

Gibi — A professora Mônica Inácio 

de Oliveira Prestes, que leciona nos
 anos iniciais do ensino fundamental, 
desenvolveu vários projetos de estímulo
 à leitura nos 15 anos de atuação no
 magistério. Atualmente, tem 
trabalhado com o Projeto Gibi. 
“Uma vez por semana, os alunos
 vão à biblioteca, escolhem gibis
 de um tema único para toda a sala
 e os levam para ler em casa no fim 
de semana”, explica Mônica. Depois da 
leitura, cada estudante deve elaborar
 de três a cinco perguntas sobre a
 história para fazer aos colegas na
 sala de aula, de forma a gerar um
 debate sobre os temas.

Formada em pedagogia, com licenciatura

 plena em educação infantil e ensino
 fundamental e pós-graduação em 
mídias na educação e psicopedagogia
 clínica e institucional, Mônica 
trabalha também com o projeto
 Ciranda da Leitura. “Os alunos 
estão lendo, em média, oito livros
 da roda por mês, com um resultado 
significativo na melhoria da leitura 
e da escrita”, revela.

Nesse projeto, cada aluno escolhe 

duas obras. Depois, as troca com 
os colegas. Após a leitura, os estudantes 
relatam, recontam e ilustram o que
 leram e respondem a perguntas 
dos colegas. Algumas vezes, os
 familiares participam das atividades, 
ao recontar as histórias. 

Fátima Schenini


Saiba mais no Jornal do Professor

Palavras-chave: biblioteca,
 leitura, projetos

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