07/10/2012

Como selecionar e utilizar materiais para promover o desenvolvimento psicomotor na infância


MATERIAIS PARA ESTIMULAÇÃO PSICOMOTORA NA INFÂNCIA: Como selecionar e utilizar materiais para promover o desenvolvimento psicomotor na infância


Prof.: Júlia Eugênia Gonçalves
Um brinquedo pedagógico não é, necessáriamente um material para estimulação psicomotora. Para se enquadrar neste conceito, é preciso que o objeto ( pode ser um brinquedo )  contribua para o desenvolvimento de funções psicomotoras, tais como o estabelecimento de relações,simetria, punção, tônus muscular etc.
 

Objetivo

Concluir a apresentação dos materiais para estimulação psicomotora selecionados e apresentar indicações de uso de cada categoria,relacionadas ao tipo e características do material e à idade da criança.

Alinhavos

Os alinhavos são materiais que estimulam a coordenação viso-motora, a direcionalidade e o controle do tônus muscular.
Existem modelos disponíveis no comércio, estruturados em vários materiais, desde peças de madeira a emborrachados e tecidos.
Dependendo do tipo da figura, os alinhavos podem servir para a ampliação de conhecimentos de diversas áreas e para serem usados com crianças de diversas idades.
É preciso ter cuidado na escolha do material! À crianças pequenas não devem ser oferecidas agulhas, mesmo que sejam sem ponta, porque podem oferecer perigo de acidentes. O mais indicado é um cordão de sapato ou fios de lã ou barbante com as pontas envolvidas em cola plástica, de forma que estejam endurecidas e facilitem o trabalho.
Com crianças muito agitadas ou hiperativas os alinhavos trazem como resultado, além do que já foi citado, maior concentração e controle da impulsividade.
Exemplos de alinhavos em peças de madeira:

Exemplo de alinhavos em peça de emborrachado ou E.V.A.
 Alinhavos - Ursinhos (Feitos em E.V.A)

Dica

É preciso ter cuidado na escolha do material! À crianças pequenas não devem ser oferecidas agulhas, mesmo que sejam sem ponta, porque podem oferecer perigo de acidentes.

Tramas

As tramas são materiais que estimulam a coordenação viso-motora, o movimento de oposição polegar indicador e o senso estético. Além disso, possibilitam a percepção da noção de série, pela sequência de cores que podem ser variadas
Há tramas feitas de papel, tecido ou plástico. Consistem no entrelaçamento de tiras umas sobre as outras, formando um verdadeiro tecido.
Exemplo:
O material mais utilizado para o trabalho com tramas junto às crianças é o papel. O ideal é que sejam usados papéis mais espessos do que aqueles que se usam para escrever, mas que sejam flexíveis a ponto de serem entrelaçados. Caso sejam usados tecidos, devem ser de algodão e com espessura similar a do brim.
A preparação do material é muito importante. A tarefa é entrelaçar tiras previamente cortadas sobre uma base preparada para este fim.
A melhor maneira de ser cortar as tiras é exemplificada abaixo:
A base pode ter a forma quadrada ou retangular. Depois de devidamente dividida em parte iguais, com o auxílio de um estilete são feitos os cortes tento o cuidado de não romper as extremidades, que devem ficar intactas.
Veja os passos, na figura abaixo:
As tramas podem ser simples, ou duplas, dependendo da habilidade já desenvolvida e do objetivo que se pretende alcançar. Uma trama simples é aquela na qual a tira é entrelaçada da seguinte maneira: uma tira da base por cima, uma tira da base por baixo daquela que está sendo entremedada.

Dica
O segredo nas tramas é não entregar às crianças os fios soltos, isolados entre si.

Enfiagens

A ação de enfiar é uma das que mais desenvolve a coordenação viso-motora e a direcionalidade. Tal atividade pode também ser útil quando se pretende trabalhar noções matemáticas importantes para a construção da idéia de número, tais como as de ordem e série.
O importante é a escolha do material. As contas ou qualquer outro material utilizado não devem ser muito pequenos, porque o tamanho está intimamente ligado à habilidade necessária para o seu menuseio. Quanto menor o material, mais habilidade manual exige. O fio não deve ser muito fino e tem que possuir a flexibilidade necessária para que as crianças possam manuseá-lo sem muito esforço e tensão suficiente para que os objetos não se soltem durante a enfiagem. Os mais indicados são os de algodão.
Exemplos de enfiagens:

Dobraduras

 
As dobraduras são conhecidas praticamente em todos os países do mundo, associadas à arte e beleza. Tornaram-se muito populares no Japão, onde se atribui sua origem. Os famosos “origamis” japoneses são conhecidos mundialmente e nada mais são do que dobraduras, como seu nome indica: Ori significa dobrar, e Kami significa ao mesmo tempo papel e Deus, uma indicação da importância do papel para os japoneses.
Os árabes descobriram as dobraduras no século VIII, mas estas técnicas só chegaram à Espanha no século XII com as invasões mulçumanas. Da Península Ibérica alcançaram a América. Entre nós é comum que crianças brinquem dobrando papel e criando aviõezinhos e barquinhos.
O uso de dobraduras na educação foi uma iniciativa de Friedrich Froebel, educador alemão criador do "kindergarten" (jardim da infância). Em sua teoria educacional a dobradura é enfocada de três maneiras:
-  Dobras de verdade: que trabalhavam com a geometria elementar com a intenção de que as crianças descobrissem por si só os princípios da geometria Euclidiana;
-  Dobras da vida: onde noções básicas de dobradura têm como finalidade chegar às dobras tradicionais de pássaros e animais. Esse estágio não foi muito levado a sério pelos seguidores de Froebel, por considerarem como mera seqüência de memorização de dobraduras, sem nenhuma exploração da criatividade infantil;
-  Dobras da beleza: a grande contribuição de Froebel, e cuja intenção é levar à criatividade e à arte. As crianças eram encorajadas a guardarem suas coleções em álbuns ou em caixas. Muitas coleções datam do século 19 e alguns desses álbuns podem ser encontrados em museus da Europa.
Atualmente não se discute a importância das dobraduras como estímulo psicomotor, pois desenvolvem habilidades motoras com ênfase no desenvolvimento da organização, na elaboração de seqüências de atividades, na memorização de passos e coordenação motora fina do aluno. O produto final das dobraduras, além de um incentivo à realização pessoal e à auto-estima, é uma forma de desenvolvimento do senso estético.
Exemplos de dobraduras:
As dobraduras são úteis, ainda, para desenvolver conceitos básicos de geometria. Em barquinhos, balões, chapéus de soldado, pirâmides, cubos e outros sólidos geométricos, estão presentes linhas, ângulos e vértices. Desse modo, a criança tem chance de visualizar conceitos abstratos, como superfícies, linhas e pontos. Também é possível construir figuras planas — quadrados, retângulos e triângulos —, que vão ajudar na explicação de ângulos, diagonais e lados.

Gradação e utilização dos materiais para estimulação psicomotora

Plantados e Encaixes
Idade
Número de eixos
Número de cortes
Tipos de cortes
Tipo e número de imagens
3 anos a 3 anos e meio
1
1
autocorretivos
Uma única imagem de um só lado do encaixe.
2
1
autocorretivos
3 anos e meio e 4 anos
1
2 a 3
autocorretivo
Uma imagem em ambos os lados
2
2 a 3
autocorretivo
Objetos ou cenas simples em um ou ambos os lados
1
1 a 2
reto
A gradação de uso dos encaixes figurativos tipo quebra-cabeças verticais depende da análise dos seguintes elementos que o configuram: números de eixos, números de cortes, tipo e numero de imagens.
Idade
Número de eixos
Número de cortes
Tipos de cortes
Tipo e número de imagens
4 a 5 anos
1
2 a 3
retos
Objetos ou cenas em ambos os lados
2
3 a 4
retos
5 anos em diante
3
5 a 6
retos
Objetos ou cenas com detalhes em ambos os lados
Os encaixes planos podem ser utilizados com crianças de três, quatro e cinco anos. O fato de ser um material autocorretivo possibilita o seu uso antes dos outros materiais representativos nos quais a forma aparece desenhada em duas dimensões, como os lotos e dominós.
A gradação é estabelecida tendo em vista:
-  A quantidade de contornos da figura.
-  A quantidade de partes em que a figura é dividida.
Idade
Quantidade de figuras
Contorno
Corte
3 anos
1 a 3
Simples
Sem cortes, até 3 cortes lógicos no total
4 anos
Até 5
Simples
Sem cortes
1 a 4
Simples
Até 9 cortes lógicos no total
5 anos
Até 10
Simples
Sem cortes
Mais de 10
Mais complexo
Com até 16 cortes lógicos

Os quebra-cabeças

Os quebra-cabeças são jogos que desenvolvem fundamentalmente, mediante exercícios manuais de coordenação viso-motora, a capacidade de análise e síntese por meio de sucessivas desintegrações e integrações do “todo” e suas partes.
A criança pode ser iniciada neste jogo a partir dos três anos.
A gradação de seu uso está determinada pela análise dos seguintes elementos:
1.  qualidade e quantidade das figuras que compõem a imagem total da prancha.
2.  qualidade e quantidade dos cortes nos quais está dividida a imagem total dos quebra-cabeças.
Quanto à qualidade e quantidade de figuras, sugerimos a seguinte progressão:
Idade
Quantidade
Qualidade
3 anos
1
Figura grande, que represente um ser ou objeto familiar à criança
3 anos e meio a 4 anos
2 a 4
Figuras integradas em cenas simples, pertencentes ao mundo de experiências da criança
4 a 5 anos
2 a 4
Figuras geométricas com alguma abstração
5 anos em diante
Várias
Cenas complexas com elementos que guiem a recomposição, tal como a cor, a linha, etc...

Os Lotos

Os lotos são jogos para desenvolver a atenção e mobilizar diferentes componentes da atividade mental, segundo os mecanismos que intervêm na organização das respostas:
1.  Os lotos de igualdade promovem a observação e a capacidade discriminativa;
2.  Os lotos de integração parte-todo desenvolvem o poder de análise e síntese, por intermédio da dissociação e recomposição dos elementos que compõem o todo;
3.  Os lotos de relações promovem a associação de diferentes esquemas perceptomotores estimulando a integração dos mesmos.
As crianças podem jogar com lotos, de maneira individual, a partir de três anos e meio.
A quantidade de divisões da prancha é um dos indicadores que determina os níveis de adequação:
-  3 anos e meio a 4 anos - 4 a 6 divisões.
-  4 a 5 anos - 6 a 8 divisões.
-  5 a 6 anos - 8 ou mais, segundo o tipo de exercitação.
Apesar de termos assinalado os três anos e meio como a idade propriamente adequada para se dar inicio ao trabalho com os lotos, convém destacar que os lotos devem ser apresentados à criança depois da manipulação de jogos tridimensionais (cubos, plantados, encaixes), assim como depois dos encaixes planos que, por serem autocorretivos, são mais simples de manejar e preparam a criança para o uso de materiais menos estruturados.
Dos três tipos de lotos mencionados, sugerimos iniciar pelos de igualdade, pois eles respondem à tendência sincrética e globalizadora do pensamento préconceitual do período pré-operatório e oferecem modelos que constituem a base para observar, comparar, estabelecer semelhanças e diferenças.
Os lotos de integração parte-todo poderão ser utilizados a partir dos quatro anos e meio, pois apresentam alguma dificuldade em função da irreversibilidade do pensamento nesta fase, mas, por sua vez, já são melhor assimilados por que a função semiótica mais desenvolvida já lhes possibilita lidar com elementos que simbolizam o todo.
Os lotos de relações podem ser utilizados quando a criança já possui reversibilidade ao menos articulada. Aconselhamos iniciar pelos lotos que estabelecem relações vinculadas às características perceptivas dos objetos. Em seguida, serão trabalhadas relações mais complexas, vinculadas a situações onde intervêm outros componentes, formando conjuntos.

Os Dominós

A gradação e utilização dos dominós é muito semelhante a dos lotos.
Podem ser apresentados às crianças a partir de três anos e meio, iniciando-se pelos de igualdade. Entre os quatro e quatro anos e meio podem ser oferecidos os mais simples de integração parte-todo para, finalmente, por volta dos cinco anos trabalharmos os dominós de relações, dentre os quais devemos seguir a mesma ordem:
 - relação de objetos e formas;
 - relação de objetos e cores;
 - relação de conjunto, pertinência, casualidade etc...
Quanto ao modo de utilização, aconselhamos que sejam jogados inicialmente de maneira individual, em versões simples, e, a partir dos cinco anos, como jogo coletivo, em versões mais complexas, com regras.

Jogos de Pareamento

Como a ação de parear é baseada na percepção de semelhanças e diferenças, estes jogos podem ser utilizados com crianças a partir de quatro anos de idade, quando geralmente são capazes deste tipo de percepção. A escolha do material deve levar em consideração o tipo de figura e a relação do pareamento. As relações de igualdade ou identidade de formas e cores são as mais simples para crianças pequenas e podem ser seguidas por outras mais complexas tais como: integração parte/todo, análise/síntese, etc.

Os jogos de “memória”

Estes jogos, de estrutura mais complexa porque possuem regras a serem seguidas, devem ser iniciados em tomo de cinco anos. Antes desta idade sugerimos que sejam jogados apenas como exercício individual de pareamento, a princípio com dez peças e com figuras simples e únicas em cada peça.
O que irá importar na sua aplicação será o tipo de figura utilizada e a sua quantidade. Figuras muito complexas, com muitas características, são mais difíceis de serem memorizadas do que figuras simples, com poucas características. Peças com uma única figura são indicadas para crianças com menos idade, antes dos cinco anos. A partir daí podem ser incluídas peças com mais figuras, paulatinamente. O mesmo ocorre em relação ao número de peças, que nos jogos indicados para os pequenos devem ser em número de dez e a partir desta idade podem ser ampliadas.

Jogos de construção

Os jogos de construção agradam às crianças desde muito cedo, como já foi dito anteriormente. A princípio elas não percebem que o material possibilita a criação de um “produto” e se comprazem em utilizar os jogos de construção como exercício de empilhar/derrubar.
A partir de 5 anos, começam a se interessar por outros aspectos contidos nas peças, tais como ilustrações, cores, etc.. e percebem que com aqueles materiais podem “construir” algo. O papel do adulto como mediador, dirigindo a observação da criança por meio de perguntas que a levem a pensar, analisar e inferir a respeito das características do material, possibilita descobertas que organizam a mente infantil e abrem espaços para sua criatividade.
Os jogos de construção por superposição de peças são os mais indicados para as crianças menores, porque como não possuem encaixes, permitem a ação de montar, derrubar, típica desta fase.
Em torno de 4 anos e meio a 5 anos as crianças passam a se interessar pelos jogos de construção com encaixe de peças, como o lego.
Os jogos de construção podem ser usados nas seguintes modalidades:
1.  como jogo de exercício, com crianças a partir de 12 meses;
2.  como jogo simbólico, com crianças a partir de 4 anos;
3.  como jogo de regras, com crianças a partir de 5, 6 anos.
Neste último caso não se oferece um modelo à criança e isso vai exigir, além da atenção, outros fatores, de estimulação psicomotora tais como a memória visual e a capacidade de análise e síntese. O que vai determinar ou não a utilização de modelos é o objetivo do trabalho de estimulação que se pretende realizar e a idade da criança.

Jogos de Punção

Os jogos de punção exigem um domínio de movimentos que crianças muito pequenas não possuem. Por isso sugerimos que sejam iniciados em torno de 5 anos, 5 anos e meio, quando as habilidades requeridas para a aprendizagem da leitura e da escrita precisam ser desenvolvidas.
Antes desta idade existem atividades que desenvolvem a coordenação digital e que devem ser realizadas com os pequenos: fazer bolinhas com os dedos usando papel picado. O melhor material para este exercício é o papel de seda.
Nos jogos de punção quanto menor a peça, mais difícil se torna segurá-la com o polegar e indicador em oposição. Por isso, sugerimos que os primeiros materiais sejam muito bem selecionados a fim de não afastar a criança desta atividade tão importante para seu aprendizado futuro.

Alinhavos

Alinhavar não é uma tarefa fácil para uma criança antes dos 5 anos de idade. Exige bom desenvolvimento da direcionalidade, integração dos movimentos das mãos e concentração. Os primeiros alinhavos devem conter elementos figurativos, grandes, sem ângulos, constituídos apenas por linhas retas, paralelas ou não. Os primeiros ângulos devem ser retos, para facilitar o trabalho da criança. Figuras com linhas curvas e ângulos, devem ser introduzidas aos poucos.

Tramas

As tramas são outro tipo de material para estimulação psicomotora contra-indicado para crianças pequenas, antes dos 5 anos, porque sua execução pressupõe a introjeção de regras, o que não é concebido antes da entrada no sub-período intuitivo do período operatório concreto, de acordo com a teoria piagetiana.
Devem ser introduzidas inicialmente tramas simples, em duas cores. A partir do domínio da técnica e alcance dos objetivos relacionados à atenção e concentração, são oferecidas tramas duplas ou triplas, envolvendo mais de uma cor, trabalhando simultaneamente a noção de ordem. Os aspectos estéticos devem ser sempre ressaltados, a fim de desenvolver na criança este sentido.

Enfiagens

O trabalho psicomotor com enfiagens pode ser iniciado a partir de 3 anos e meio, 4 anos, se for utilizado como mero jogo de exercício, sem que a criança tenha que seguir determinada ordem ou seqüência. Será valioso no desenvolvimento da direcionalidade a auxiliará na definição da lateralidade se o adulto estiver atento para que a criança inicie e termine o trabalho com a mesma mão (direita ou esquerda, tanto faz). A mediação pode incluir ainda a nomeação das cores, das formas, de maneira a trabalhar a constância destas percepções.
A partir de 5 anos, podem ser trabalhadas enfiagens com regras de ordenação de formas , cores, tamanhos, dependendo do material disponível e da necessidade de estimulação de cada criança.

Dica

Insistir para que a criança utilize durante a ação a mesma mão, evitando que mude de uma para outra durante a atividade, permite que ela assimile com qual dos lados do corpo (direito ou esquerdo) tem maior habilidade e leva-a a definir, desta forma, sua lateralidade.

Dobraduras

Desde os 2 anos as crianças podem fazer dobraduras. Antes de apresentá-las a essa arte, porém, sugira atividades que agucem sua criatividade.Elas podem, por exemplo, descobrir as características de diferentes papéis (sulfite, cartolina, celofane, papelão). Devem ser incentivadas a manuseá-los amassando as folhas. Outro exercício interessante é comparar sons produzidos por papéis com diferentes sons do ambiente. Se sacudirem um jornal, as crianças perceberão um barulho parecido com o da chuva. Depois dessa iniciação, pode lhes ser pedido que dobrem uma folha de papel ao meio e solicitadas a pensar se a figura formada se parece com um avião ou com um guarda-chuva, por exemplo, sem inibir a imaginação de outros objetos.
O origami é ótimo para estimular a criança a mergulhar no mundo imaginário. Pode ser utilizado como técnica para ilustrar histórias infantis. Crianças a partir de 3 anos participam mais da atividade montando suas próprias figuras enquanto ouvem a história. Inicialmente deverão dobrar papéis na horizontal e na vertical. As primeiras dobraduras devem ser na horizontal. Quando adquirir certa facilidade deve passar a dobrar na vertical. Depois devem ser dadas as dobraduras na horizontal e na vertical, concomitantemente.
Aos 3 anos e meio a 4 anos a criança é capaz de fazer dobraduras na horizontal, vertical e oblíqua, desde que não sejam muito complexas.

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