8 de abr. de 2015

PROPOSTAS DE ATIVIDADES PARA OFICINAS PEDAGÓGICAS - DEFICIÊNCIA PEDAGÓGICA

PROPOSTAS DE ATIVIDADES PARA OFICINAS PEDAGÓGICAS


PROPOSTAS DE ATIVIDADES PARA OFICINAS PEDAGÓGICAS
SOUZA, Vera Lúcia Pereira de
ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA

As Atividades de Vida Diária (AVDs), como diz o nome são aquelas realizadas no dia-a-dia de cada educando, como por exemplo: amarrar sapatos, vestir-se, escovar dentes, etc. Essas atividades requerem o desenvolvimento de certas habilidades, pois para que se aprenda a realizá-las é necessário que se desenvolva habilidades específicas para cada atividade como desenvolvimento da coordenação motora, por exemplo. Neste sentido, a aprendizagem que às vezes não ocorre com a exercitação, poderá acontecer na situação do brinquedo, pois o prazer da brincadeira produz a especialidade, quanto mais o educando se envolve nela, mais estará aberto a produzir novos conceitos. (FINGER, 1986).

As Atividades de Vida Diária AVDs compreendem atividades fundamentais para a sobrevivência, como comer, manter-se limpo, participar de atividades sociais, realizar serviços domésticos etc. (FINGER, 1986).


ATIVIDADES DE VIDA PRÁTICA

As Atividades de Vida Diária (AVDs) são as tarefas de desempenho ocupacional que o indivíduo realiza diariamente. Não se resume somente aos auto – cuidados de vestir-se, alimentar-se, arrumar-se, tomar banho, e pentear-se, mas englobam também as habilidades de usar telefone, escrever, manipular livros, assim por diante, além da capacidade de virar-se na cama, sentar-se, mover-se e transferir-se de um lugar a outro. (TROMBLY, 1989).

Nas Atividades de Vida Prática (AVPs) pode-se observar o cotidiano do aluno especial, sua relação com o meio: familiar ou escolar, resumindo sua própria vida, equilíbrio e firmeza na conquista de seus movimentos. (TROMBLY, 1989).

O ambiente escolar-familiar deverá transmitir segurança e dar idéia de ordem física, geradora de uma ordem mental. Tudo no ambiente deve ser estudado, controlado, experimentado, para que o aluno adquira uma movimentação coerente, espelho de seu interior, desenvolvendo seu próprio instinto de vida e suas potencialidades.

Trombly (1989) cita ainda que, as Atividades de Vida Prática (AVPs) de acordo com o próprio termo, estes exercícios se destinam a preparar a pessoa com deficiência para a vida, possibilitando-lhe a independência e uma melhor organização interior.


PLANEJAMENTO - OFICINAS PEDAGÓGICAS

Objetivo Específico: Proporcionar ao aluno atividade de maior utilidade ampliando noção de responsabilidade e de trabalho para sua própria realização pessoal.

PROGRAMA
ESTRATÉGIAS
Trabalhos manuais
. Tapetes (retalhos)
. Crochê
. Quadro (tela)
. Bordado (ponto cruz)
. Cestos (jornal/reciclado)
. Biscuit (lembrancinhas, vidros, etc.)

. Conhecimento e utilização do material.
. Preparação e classificação do material
. Pintura em telas
. Bordado em tecido, sacos, toalhas, etc.
.Tecer e trançar
. Noções básicas de costura: riscar, cortar, alinhavar, pregar botões, colchetes, costurar.
. Confecções de tapetes.
. Acondicionamento.

Atividades domésticas
. Escola
. Oficina de culinária

. Conhecimento e utilização do material de trabalho ou de limpeza;
. Ser responsável com os materiais, utilizando-se em quantidades e finalidades adequadas;
. Limpeza da oficina de culinária, banheiros, sala de aula, parquinho, assim por diante;
. Reconhecer e identificar os cômodos de uma casa;
. Limpeza e conservação dos cômodos de uma casa;
. Limpeza e conservação dos utensílios domésticos;
. Cuidados e conservação de roupas e calçados;
. Reconhecer e utilizar adequadamente eletros domésticos que existem na oficina de culinária e no ambiente escolar;
. Classificação de alimentos e utensílios (arroz, feijão, verdura, carne);
. Efetuar pequenas compras (feiras, supermercado, padaria, mercearia);
. Preparar e elaborar receitas simples (doces, pães, bolos, salgados);
. Preparar e servir alimentos simples: (lavar, cortar, temperar, fritar, assar, cozinhar, e demais atividades da cozinha);
. Arroz doce e salgado;
. Feijão cozido;
. Macarrão;
. Bolinho doce e salgado;
. Ovo frito, cozido e omelete;
. Vitamina, salada de frutas, verduras e legumes;
. Pão com manteiga, pão torrado, pão no ovo batido;
. Batata doce (cozida, frita, assada);
. Maionese;
. Sopa de legumes e fubá;
. Carnes variadas;
. Chás (erva-mate, cidreira, hortelã e outras ervas medicinais);
. Café, chocolate, leite, sucos naturais;
. Manjar de leite, etc.;
. Sagu, canjica, gelatina, e demais geléias;
. Sorvete de leite, frutas;
. Amendoins salgados, doces e achocolatado, etc.
. Pipoca doce e salgada;
. Mandioca frita e cozida;
. Polenta;
. Por e tirar a mesa – a toalha, os guardanapos, os pratos, os talheres, adornos;
. Arrumar a cama;
. Lavar e passar roupas.

Horticultura
Jardinagem
. Preparação do solo e suas condições;
. Época adequada do plantio;
. Uso adequado de ferramentas;
. Semeadura e plantio;
. Conservação de canteiros;
. Colheita;
. Conservação dos produtos colhidos;
. Comercialização;
. Necessidades da planta (adubo, água, poda, replanta);
. Ferramentas adequadas;
. Conservação de jardins e vasos;
. Seleção de sementes e mudas;
. Flores e folhagens para adornos da escola, sala de aula e presentes;
. Técnicas de plantio, poda;
. Reprodução de viveiros;
. Manutenção.

Produtos feitos com madeira
. Madeira – origem, tipo e finalidade;
. Ferramentas e maquinários – conhecer, nomear e utilizar;
. Conservação e manutenção de todos os materiais;
. Lixar;
. Planar;
. Medir;
. Riscar;
. Serrar;
. Furar;
. Montar;
. Pregar;
. Colar;
. Acabamento;
. Consertos e reformas;
. Embalar;
. Comercializar.


- Outros programas poderão ser desenvolvidos de acordo com as realidades e necessidades do aluno e da escola;
- Para todas as atividades obedecer a graduações de dificuldades preparando o aluno para desenvolvê-la independentemente, procurando nelas sua própria auto-realização;
- Avaliação será através de observações do desempenho do aluno na atividade dada;
- Planejamentos mensais, avaliações diárias e semestrais.

PLANEJAMENTO: ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA E ATIVIDADES DE VIDA PRÁTICA

Objetivo Geral: Proporcionar ao aprendiz atividades visando ampliar a noção de responsabilidade e de trabalho para sua própria independência, realização pessoal e relacionamento social.

Objetivo Específico:            Trabalhar visando atividades dentro das áreas de AVD (Atividades de Vida Diária), AVP (Atividades de Vida Prática), Lazer e Relacionamento Social.


ATIVIDADES

TRABALHOS
01
AVD
Comunicação, vestuário (estimular feminilidade), locomoção, higiene (estimular feminilidade), alimentação.

02
AVP
Atividade de limpeza, preparação de refeições, servir refeições, trabalhos manuais, compras.

03
Lazer/passeios
Na casa do aprendiz, sorveteria, feira, exposições, piquenique, missa, culto, zoológico.

04
Relacionamento social (pessoal / aceitação)
Atividades em conjunto, boas maneiras, educação sexual, atividades de relacionamento



ATIVIDADES DE VIDA PRÁTICA – AVP


ATIVIDADES

TRABALHOS
01
LIMPEZA
- Transportar material de limpeza;
- Pegar objetos do chão;
- Limpar as coisas derramadas no chão;
- Usar a vassoura para varrer;
- Usar a pá de lixo;
- Arrumar a cama;
- Tirar o pó dos móveis;
- Usar pano com água / torcer;
- Limpar mesas, cadeiras e erguê-las;
- Passar pano no chão com rodinho;
- Lavar panos no tanque usando água e sabão;
- Limpar, lavar banheiro;
- Limpar os vidros;
- Limpar, descongelar geladeira;
- Lavar calçadas, etc.

02
JARDINAGEM
- Plantar;
- Regar;
- Retirar matos, folhas, papéis, pedras das plantas e grama, etc.;
- Fazer arranjos florais.

03
PREPARAÇÃO DE REFEIÇÕES
- Abrir torneiras;
- Acender fósforo e forno ou queimador a gás;
- Despejar líquidos quentes;
- Servir comida quente;
- Abrir embalagens de comida;
- Abrir latas e garrafas;
- Abris leite em saquinhos ou caixinhas;
- Carregar comida ou panelas quentes;
- Tirar comida da geladeira;
- Tirar utensílios dos armários;
- Descascar legumes, frutas, etc.;
- Usar facas com segurança;
- Usar talheres de medida ou medidor;
- Usar batedeira;
- Untar formas;
- Abrir o forno com segurança;
- Usar luvas para forno;
- Colocar travessa no forno;
- Usar liquidificador;
- Quebrar ovos;
- Bater massa;
- Despejar massa;
- Bater carne;
- Planejar o cardápio da semana.

04
SERVIR REFEIÇÕES
- Arrumar a mesa / toalha / talheres / pratos / copos / guardanapos / etc.;
- Levar a comida para a mesa;
- Servir a comida na mesa;
- Colocar e retirar a toalha;
- Dobrar guardanapos e toalha;
- Retirar a sobra de comida dos pratos;
- Limpar mesa e cadeiras;
- Varrer o chão;
- Lavar louça;
- Secar louça;
- Guardar corretamente a louça nos armários;
- Lavar a pia;
- Limpar o fogão;

05
LAVANDERIA
- Selecionar as roupas;
- Usar varal;
- Usar pregadores e cesto;
- Prender no varal;
- Preparar a mesa ou tabua de passar roupa;
- Passar roupas simples;
- Passar camisetas ou vestido;
- Dobrar roupas passadas;
- Guardar corretamente as roupas passadas.

06
COSTURA
- Enfiar linha na agulha;
- Dar nó, laço;
- Usar a tesoura;
- Cortar a linha;
- Fazer alinhavo;
- Pregar botões;
- Remendar;
- Usar a máquina de costura.

07
TRABALHOS MANUAIS
- Tapetes;
- Pinturas (caixas, tecido, telas, etc.);
- Guardanapos;
- Alinhavos;
- Vasos decorados;
- Porta guardanapos;
- Crochê;
- Bordado ponto cruz;
- Cachepôs de madeira, etc.




ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA – AVD


ATIVIDADES

TRABALHOS
01
COMUNICAÇÃO
- Estimular o uso da fala;
- Aprimorar o uso de gestos e sinais;
- Atender a porta / campainha;
- Receber e executar instruções / recados.

02
VESTUÁRIO
- Vestir e despir roupa;
- Abotoar e desabotoar;
- Abrir e fechar zíper e fivelas;
- Amarrar e desamarrar (dar nó e laço);
- Manter-se com roupas limpas;
- Calçar sapatos, meias.

03
LOCOMOÇÃO
- Deslocar-se de forma adequada;
- Corrigir erros de postura.

04
HIGIENE
- Tomar banho;
- Pentear o cabelo;
- Cortar e lixar as unhas;
- Lavar as mãos antes das refeições;
- Fazer depilação;
- Usar lenço adequadamente;
- Usar absorvente higiênico;
- Usar o banheiro corretamente;
- Escovar os dentes;
- Manter uma boa aparência;
- Desenvolver a feminilidade com o uso de batom, esmalte, perfume, creme, etc.

05
ALIMENTAÇÃO
- Utilizar os talheres;
- Utilizar copo / xícara;
- Orientar boas maneiras na mesa;
- Alimentar-se adequadamente;
- Cortar carne, pão, legumes;
- Guardar corretamente os alimentos;
- Cozinhar.





13. REFERÊNCIAS

FINGER, J. A. Terapia ocupacional. São Paulo: Sarvier, 1986.

TROMBLY, C. A. Terapia ocupacional para disfunção física. 2ª ed. São Paulo: Santos, 1989, 514 p.


FONTE:http://deficinciaintelectual.blogspot.com.br/2010/11/propostas-de-atividades-para-oficinas.html

DESENVOLVIMENTO DAS FUNÇÕES MENTAIS

 
 








 
Funções mentais como sensação, percepção, atenção, memória, pensamento, linguagem, raciocínio lógico, são caracterizadas como funções mentais superiores e são pressupostos básicos para uma boa aprendizagem. Essas funções são desenvolvidas tanto em processos inatos como por meio de interações, vivências e experiências, oportunizadas a cada pessoa.

No desenvolvimento do trabalho do AEE, do Grupo Escolar Carlos de Paula Seára, o objetivo principal é desenvolver as funções cognitivas, visando os desenvolvimento das funções mentais.
Atividades são selecionadas diariamente, para que o objetivo seja alcançado, respeitando a singularidade de cada educando e sempre num processo contínuo e espiralado, ou seja, sempre retornando do ponto inicial para que se consolide esse conhecimento.

Por meio da ludicidade, ou seja, por meio da brincadeira com uma boneca, uma banheira, água em diferentes temperaturas, toalha, sabonete, ... foi trabalhado a sensação, uma função mental, isto é, uma função na qual desenvolve uma resposta sensorial ao estímulo. Além disso, foram trabalhos conceitos como sujo e limpo, quente e frio, cheiroso, grande e pequeno, entre outros e a resposta usando sim ou não.

Durante toda a atividade, foi estimulado o uso da mão esquerda e direita, a exploração das texturas do tecido, da boneca e da toalha.

 
Professora Giane Fiorenzano

16 de mar. de 2015

O BRINCAR COMO RECURSO TERAPÊUTICO OCUPACIONAL COM PARALISIA CEREBRAL


Na fase de 0 à 1 ano, o objeto de maior atenção da criança, é o corpo e suas brincadeiras com ele, a descoberta de partes deste corpo, seu calor, equilíbrio e segurança. Somente com o tempo é que a criança utiliza-se de regras em seus jogos, onde começa a denominar objetos e suas funções. Para as crianças nesta fase, os brinquedos servem de estímulos visuais (percebe cores, movimentos e formas), gustativos (leva os objetos à boca reconhecendo-os), táteis (percebe materiais e texturas). Com estes estímulos ela aprimora sua coordenação motora ampla e fina, onde irá segurar, balançar, jogar. Com a exploração dos brinquedos, ela aprende sobre as qualidades dos objetos um em relação ao outro, sendo capaz de fazer escolhas e desenvolver habilidades intelectuais, emocionais e de comunicação.

A aprendizagem do mundo, para a criança torna-se possível através do que ela ouve, vê, toca e prova, dependendo de alguém que interaja com ela, fornecendo ajuda quando necessário.

Através dos marcos do desenvolvimento normal da criança iremos observar o quanto a criança irá adquirindo movimentos e posturas que facilitaram a exploração dos objetos (brinquedos), que lhes são oferecidos. Para que isso ocorra é fundamental a colaboração dos pais estimulando esta criança.

A criança necessita apenas ser auxiliada para ter a oportunidade de descobrir e aprender, interagindo com o ambiente, buscando a propriedade e função dos objetos, manipulando e transformando-os. Aos terapeutas cabe fornecer dicas aos pais para facilitar o brincar, ressaltando a importância de brincar e fazer com a criança e não por ela. È importante a realização de uma análise das propriedades e características do brinquedo, procurando adaptar a manipulação e exploração deste à capacidade individual da criança, como, por exemplo: um brinquedo pequeno que caiba na mão, um pesado para estimulação proprioceptiva; um leve o suficiente para que se mova ao menor toque, etc. Além de apresentar essas propriedades, o brinquedo precisa oferecer desafios inicialmente fáceis de serem superado, instigando a criança à resolução dos problemas, superando gradativamente os obstáculos. È essencial que o terapeuta tenha domínio sobre o desenvolvimento cognitivo e programe atividades que sejam pertinentes à fase na qual a criança está.

Problemas associados


Citaremos apenas as que mais freqüentemente se manifestam:

-Epilepsia: é comum ocorrerem convulsões ou crises epilépticas, de maior ou menor intensidade e dentro das mais variadas formas desta manifestação neurológica, sendo mais comuns no período pré-escolar, estando associadas ao prognóstico e à evolução de outros problemas que atingem um paralisado cerebral.

-Deficiência Mental:com uma ocorrência de aproximadamente 50% dos casos, tem levado a distorções e preconceitos acerca dos potenciais destes portadores de deficiência, devendo-se diferenciar os diversos graus de comprometimento mental de cada criança, baseando-se em acompanhamento especializado e evolutivo das mesmas.

-Deficiências Visuais: ocorrem casos de baixa-visão, estrabismos e erros de refração, que podem ser precocemente diagnosticados e tratados, com bom prognóstico oftalmológico, devendo-se intensificar sua diagnose com os novos avanços em tecnologia e a correção preventiva de danos com uso de lentes [óculos] ainda nos primeiros anos de vida.

-Dificuldades de Aprendizagem: as crianças com P.C. podem apresentar algum tipo de problema de aprendizagem, o que não significa que elas não possam ou não consigam aprender, necessitando apenas de recursos aprimorados de Educação Especial, integração social em Escolas Regulares, uso de Recursos Tecnológicos, a exemplo do uso de Computadores e outros aparelhos informatizados para o estímulo e a busca de meios de comunicação e aprendizagem inovadores para PC.

-Dificuldades de Fala e Alimentação: devido à lesão cerebral ocorrida, muitas crianças com P.C. apresentam problemas de comunicação verbal e dificuldades para se alimentar, devido ao tônus flutuante dos músculos da face, o que prejudica a pronúncia das palavras com movimentos corretos, podendo-se recorrer a tratamentos especializados e orientação fonoaudiológica, a fim de minimizar e até resolver alguns destes distúrbios. E para as crianças que não falam, já contamos com os comunicadores alternativos e as linguagens através de símbolos, como o método Bliss, que associados aos recursos informatizados podem auxiliar, a exemplo dos sintetizadores de fala, a expressão dos pensamentos e afetos de um paralisado cerebral.

-Outros problemas: dificuldades auditivas, disartria, déficits sensoriais, escoliose, contraturas musculares, problemas odontológicos, salivação incontrolável, etc...: Todos estes problemas podem surgir associados ou isoladamente na dependência direta do tipo de PC que a criança apresentar, já que seus déficits motores afetam sua psicomotricidade e seu comportamento emocional e social, que podem resultar num desenvolvimento global atrasado, que muitas vezes ainda é confundido com capacidade cognitiva pobre, gerando uma imagem preconceituosa sobre as capacidades e potencialidades para vida independente e autônoma de portadores de Paralisias Cerebrais.

domingo, 4 de abril de 2010

Terapia Ocupacional e Paralisia Cerebral


O profissional da terapia ocupacional (T.O.) tem um papel importante junto à criança com PC, por fornecer condições para o estabelecimento e efetivação de programas de tratamento que visam a facilitação do movimento, favorecendo assim as experiências e aprendizado sensoriomotores, estimulando aspectos cognitivos, auxiliando na adaptação e execução das AVDs, incentivando o brincar e o lazer, tornando a criança agente em seu processo de desenvolvimento.
O primeiro passo para o ingresso à qualquer terapia é a avaliação, no caso da PC, alguns aspectos particulares devem ser observados como: alterações no tônus muscular, capacidade de estabelecer controle seletivo de movimentos, manutenção de posturas, realização de mudanças posturais, desempenho funcional de membros superiores e coordenação visomotora, habilidades cognitivas, desempenho e integração das funções sensoriais. É importante para o terapeuta ocupacional conhecer o contexto em que a criança está inserida, a condição econômica, social e emocional da família, a fim de possibilitar que o tratamento seja traçado em conjunto com a família, que é parte fundamental da equipe de trabalho.
A avaliação inicia com a coleta de dados com o familiar e/ ou cuidador, onde são questionadas situações de rotina (AVDs), comportamento, interação com pessoas, objetos, lazer, relacionamentos sociais, além de observar, desde a chegada, como essa criança é tratada, se necessita auxílio, que tipo de auxílio e de que forma este auxílio é prestado. Posteriormente faz-se a análise da criança executando as atividades, como o aspecto motor atua na sua realização, quais as dificuldades encontradas, a fim de avaliar a necessidade de adaptações para facilitar o “fazer”.

É importante que a família compreenda que a proposta de tratamento é baseada em um trabalho motivador, que buscará evidenciar o potencial da criança.
O trabalho da terapia ocupacional com a criança com paralisia cerebral é caracterizado pela busca de soluções para os aspectos do comprometimento motor que interferem na realização das atividades funcionais, além do estímulo às demais áreas deficitárias. Uma habilidade fundamental ao T.O., em se tratando de PC, é a sensibilidade, pois assim poderemos perceber as respostas do indivíduo e modificar nosso toque de acordo com o “feedback” recebido.
Outro fator importante é a intervenção precoce, ou seja, deve-se iniciar o processo de reabilitação o quanto antes. Com bebês paralisados cerebrais, a proposta básica de atividades é a descoberta de si e do meio pelo movimento, e do fazer ganhando aquisições da fase sensoriomotora, além das orientações à família, relacionadas à posicionamento adequado, conduta e manejo.
Muito importante também é a estimulação visual, ema vez que a visão tem influência no fortalecimento do controle cervical e ativação das reações de retificação e endireitamento, levando a cabeça para a posição vertical. Não é raro encontrar deficiência visual associada à PC, decorrente dos distúrbios do tônus, também encontrados nos músculos oculares. O estímulo visual apresentado “de frente”, favorece o alinhamento da cabeça e olhos na linha média, proporcionando a movimentação dos membros superiores na tentativa de exploração manual e oral dos objetos.
Em relação ao déficit motor nos membros superiores, pode-se desenvolver dispositivos que facilitem o manuseio de utensílios, materiais escolares, vestuário, além da confecção de órteses, a fim de evitar deformidades, ou até mesmo substituir alguma função.
Enfim, a T.O. tem muito a contribuir para o desenvolvimento da criança com paralisia cerebral, mas é importante ressaltar que o trabalho deve ser de uma equipe multidisciplinar com fisioterapeuta, fonoaudiólogo, psicólogo, terapeuta ocupacional e em muitos casos psicopedagogo para auxiliar questões escolares, todos trabalhando juntos para o melhor desenvolvimento possível da criança em questão, além de dar suporte especializado à família.

Fonte:www,apaebrasil.com.br

Paralisia cerebral: Estimulação Tátil

Paralisia cerebral: Estimulação Tátil

Atividade 1:
Material: Retalhos de tecido, cereais de vários tipos, objetos secos e molhados, de diferentes exturas, consistências, temperaturas,etc.
Apresente os matérias à criança. Deixe-a observá-los e auxilie-a a senti-los (passe-os em seu rosto, pés, mãos, barriga, etc.)Faça comentários acerca do que são, das suas características e das sensações percebidas. Fique atento para que seja dado tempo suficiente para que a criança aproveite realmente cada um dos estímulos.

Atividade 2
Material: farinha de trigo, sal, anilina comestível ou refresco em pó água até dar ponto.
Apresente cada um dos ingredientes à criança separadamente. Juntem os ingredientes e façam uma massinha de modelar. Depois de pronta brinquem à vontade.

Atividade 3:
Material: Cartolina e tinta.
Deixe a criança espalhar a tinta livremente sobre a cartolina. Deixe que a criança se acostume com a tinta aos poucos. Caso ela não goste do contato, peça para colocar a tinta na sua mão e você pinta o papel, ou use colher, pincel para espalhar a tinta.

Atividade 4:
Material: Caixa de sapato, materiais diversos (pedaços de tecido, algodão, tampinha de garrafa, pedaços de lixa,pedrinhas, papel amassado, esponja, etc.)
Faça um buraco numa das extremidades da caixa de sapato. Apresente os objetos escolhidos, um a um, à criança, deixando-a senti-los. Coloque-os, então, dentro da caixa e tampe-a. Faça com que a criança coloque a mão no buraco para sentir os objetos que estão lá dentro. Questione-a quanto às sensações que está percebendo.

Atividade 5:
Material: areia
Faça com que a criança manuseie livremente a areia. Comente com ela a respeito da textura, temperatura e do peso da areia, apalpando-a e pegando-a, etc. Mostre-lhe diversas maneiras de brincar com a areia. Ajude a criança a perceber que quando a areia está úmida, podemos construir castelos, bolos e outras formas e que, quando ela está seca, sua consistência é diferente e não conseguimos brincar da mesma maneira.

Atividade 6:
Material: Cartolina, cola, palitos de fósforos e de sorvete, sementes, grãos, canudos, casca de ovo, tampinhas, pedaços de lão, linha, barbante, pedaços de papel ou tecido, botões, etc.
Auxilie a criança na exploração organizada dos materiais separados para a confecção da atividade. Ajude-a a passar cola na cartolina e a colar os materiais que ela escolher para formar o que desejar. Depois de pronto, deixe-a explorar novamente as texturas


Rodrigues, Maria de Fátima A. e Miranda, Silvana de Moraes. A estimulação da criança especial em casa. Entenda o que Acontece no Sistema Nervoso da Criança Deficiente e como Você Pode Atuar sobre Ele. Belo Horizonte: Atheneu 2005, 183p
 Fonte: http://reginacoutos.blogspot.com.br/2012/04/paralisia-cerebral-estimulacao-tatil.html

Leia mais: http://paralisiacerebral.webnode.com.br/orienta%c3%a7%c3%b5es%20fonoaudiologicas/estimula%c3%a7%c3%a3o%20tatil/
Crie seu site grátis: http://www.webnode.com.br

19 de fev. de 2015

Estimulando a Inteligência - Essencial para alunos, pais e educadores!


Ficha de acompanhamento do Desenvolvimento Infantil - muito interessante


Ficha de Acompanhamento do Desenvolvimento Infantil (2001, Ministério da Saúde - MS)
Indicadores Clínicos de Risco para o Desenvolvimento Infantil - IRDI (FAPESP, MS, 2009)
Escala para Detecção de Depressão Pós-Parto (Amaury, 2003)
Todos estes instrumentos ratificam a observação Winicottiana de que “O bebê sozinho não existe”.
O objetivo da utilização dos referidos instrumentos é poder orientar os cuidadores sobre a vulnerabilidade de suas crianças assim como fazer os devidos encaminhamentos para o Serviço de Tratamento e Estimulação Precoce no Centro de Reabilitação Física, CAPS Infantil e outros, no caso da criança e para o CAPS III, CAPSad, CEMEAR  e outros no caso da mãe ou cuidador. Atualmente o serviço está acontecendo em 3 do total de 25 postos do Programa Saúde  da Família – PSF.
Objetivos:

•     Realizar uma puericultura voltada  para o desenvolvimento psíquico, físico e social integrado na faixa etária de 1 a 18 meses.
•     Detectar Indicadores de Risco para o Desenvolvimento Infantil.
•     Orientar os cuidadores em relação às crianças vulneráveis.
•     Encaminhar corretamente as crianças que necessitem de atendimento especializado.
•     Identificar mães com depressão pós-parto o mais precocemente possível para o devido encaminhamento ao CAPS III, CAPSad ou Casa Azul(CAPSi).

 Fonte: http://padin.iguatu.ce.gov.br/?op=paginas&tipo=pagina&secao=3&pagina=18

Como o cérebro aprende - Vídeo interessantíssimo

https://www.youtube.com/watch?v=23I4yU-jCGM

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