6 de dez de 2011



Sem macetes, professor dá dicas para as provas de matemática
06 de dezembro de 2011 


Segundo professor de matemática, a 'era dos macetes passou' nos vestibulares. Foto: Getty Images Segundo professor de matemática, a 'era dos macetes passou' nos vestibulares
Foto: Getty Images

Foi-se o tempo em que macetes e músicas para fixar fórmulas numéricas ajudavam o candidato a realizar a prova de matemática no vestibular. De acordo com o professor de matemática do site Escol@24horas, Jadir de Oliveira Balthar, depois da implementação do modelo de avaliação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os grandes vestibulares mudaram suas questões e passaram a exigir mais raciocínio e menos aplicação de decorebas.
"A era dos macetes passou. Nas provas das décadas de 70 e 80, e que ainda perduraram em parte dos anos 90, era comum cobrar questões maceteadas, que fizeram a fortuna dos donos de grandes cursinhos", critica Balthar. Segundo o professor, nos grandes vestibulares de hoje - como Fuvest, Unicamp e UERJ - não há mais espaço para os macetes. "São provas muito bem feitas, nas quais o que realmente conta é a capacidade de análise, raciocínio e interpretação do candidato", diz.
Portanto, troque o cartaz com fórmulas e músicas divertidas pendurado na parede do seu quarto pelas dicas do professor de matemática da rede pública do Ceará Fagner Santos, que também escreve no blog Simplesmente Matemática. Confira:
Leia com atenção todo o enunciado
Não é só nas provas com longos textos que você precisa ler o enunciado com atenção. "Muitos alunos começam a ler a questão e, sem terminar de ler todo o enunciado, acham que já sabem o que o problema está pedindo e saem fazendo conta", explica, destacando que o motivo é a pressa dos vestibulandos para terminar a prova a tempo. Segundo o professor, na maioria dos problemas, a pergunta está justamente no fim. Ele exemplifica:
"Imaginem a seguinte questão: 'Resolvendo a equação 3x é igual a 12...'. Aí o aluno para de ler e pensa: x é 12 dividido por 3, então x é 4. Então ele bate o olho na alternativa A, que está escrito 4, e já marca. Só que na realidade o enunciado continuava: 'resolvendo a equação 3x é igual 12, então o valor de x ao quadrado é...'".
"Com esse exemplo você vê que uma questão muito fácil pode ser jogada fora por causa de uma má leitura do enunciado", afirma Santos, que aconselha os candidatos a ler a questão mais de uma vez. "Faça uma primeira leitura para você se familiarizar com o problema. Numa segunda leitura, analise os dados e a pergunta da questão. Você precisa encontrar a conexão entre os dados e a incógnita. Encontrada essa conexão, aí sim você deve partir para a resolução do problema", ensina.
Comece resolvendo as questões mais fáceis
Em toda prova, existem questões fáceis, médias e difíceis. Santos recomenda que os candidatos encarem as questões como um jogo de pega-varetas. "Resolva primeiro as questões que você achar que são fáceis, para depois você fazer as médias e só no final de tudo isso encarar as difíceis", orienta. O professor ainda ressalta que nunca se deve ficar muito tempo em cima de uma única questão, pois quando você perde muito tempo em uma pergunta, além de ficar nervoso, você joga fora a possibilidade de resolver questões mais fáceis. Ou seja, perde a oportunidade de somar mais alguns pontinhos.
Atenção para os assuntos mais cobrados
O professor de matemática explica que existem alguns assuntos de matemática que são muito cobrados em praticamente todos os vestibulares, e que provavelmente irão aparecer em sua prova. Por isso, ele recomenda estudo redobrado nos seguintes conteúdos: logaritmos, semelhança de triângulos, teorema de Pitágoras, progressão aritmética, progressão geométrica, área de figuras planas, análise combinatória, equações de reta e de circunferência e números complexos.
Muito cálculo? Desconfie
Se você começar a fazer muitos cálculos e aplicar inúmeras fórmulas matemáticas para resolver uma única questão, desconfie. Algo está errado. Santos afirma que a tendência do vestibular é cobrar o raciocínio lógico do aluno e não a simples "decoreba" de fórmulas ou grandes cálculos algébricos. "Os examinadores estão preocupados em avaliar se você sabe ou não interpretar o texto, analisar os dados, fazer interligações entre assuntos e disciplinas e, a partir disso, encontrar alguma sequência lógica para solucionar o problema", diz. Portanto, se ao resolver um exercício você deparar com contas imensas e números extremamente grandes, desconfie: o caminho que você está seguindo não é o correto, deve existir outro menos trabalhoso para solucionar o exercício.
Saiba aplicar a regra de três
Santos brinca que quem sabe bem a regra de três já tem um meio caminho andado para se dar bem nas provas de química, física e matemática no vestibular. Como nos últimos anos tem se cobrado mais o raciocínio lógico do que a decoreba de fórmulas, muitas vezes a saída está na famosa e simples regra de três. A mesma pode ser aplicada em questões de álgebra, geometria plana e até mesmo aritmética. Basta saber usá-la de forma correta. Santos ainda recomenda o uso de desenhos para auxiliar nas questões de geometria. De acordo com ele, a resposta pode estar na própria imagem.
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vestibular/noticias/0,,OI5504029-EI12889,00-Sem+macetes+professor+da+dicas+para+as+provas+de+matematica.html

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