Introdução
Não
há dúvida que as crianças pequenas adoram se movimentar. Elas vivem e
demonstram seus estados afetivos com o corpo inteiro: se estão alegres,
pulam, correm e brincam ruidosamente. Se estão tímidas ou tristes,
encolhem-se e sua expressão corporal é reveladora do que sentem. Henri
Wallon nos lembra que a criança pequena utiliza seus gestos e
movimentos para apoiar seu pensamento, como se este se projetasse em
suas posturas. O movimento é uma linguagem, que comunica estados,
sensações, idéias: o corpo fala. Assim, é importante que na Educação
Infantil o professor possa organizar situações e atividades em que as
crianças possam conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do
próprio corpo.
Objetivos
– Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo
– Comunicar, através do movimento, emoções e estados afetivos
Conteúdos específicos
Expressividade / Dança
Ano
As atividades aqui propostas podem ser adaptadas para a pré-escola.
Tempo estimado
20 a 30 minutos
Material necessário
Pedaços de tecido leve (quadrados de 50×50 cm)
Aparelho de som
Espaço
Uma sala grande. Se não
houver um espaço sem móveis, prepare a sala antes, afastando mesas e
cadeiras, privilegiando o espaço central. A música é muito importante e
a cada momento da atividade vamos apresentar uma sugestão.
Desenvolvimento da atividade
As crianças e você também – devem estar descalças e usando roupas confortáveis!
1 Comece
reunindo as crianças. A música pode ser alegre, como A Canoa Virou
(Palavra Cantada, CD Cantigas de Roda). Sentados no chão numa grande
roda, com as pernas estendidas, proponha que brinquem de massa de pés:
todos devem chegar para a frente arrastando o bumbum até que os pés de
todos se toquem. Os pés se agitam se acariciam, ora mais lentamente, ora
mais rapidamente. Você pode enriquecer a brincadeira, sugerindo:
– O meio da roda é uma piscina!
– O meio da roda é uma grande gelatina!
– O meio da roda é um tapete de grama!
2 Peça
que todos se deitem no chão. Coloque uma música no aparelho de som. É
importante que seja uma música alegre, que estimule as crianças a se
movimentar, porém sem excitá-las demais. Sugestão: Loro (Egberto
Gismonti, CD Circense).
Não se esqueça que, para as crianças
pequenas, o entorno simbólico é muito importante para a atividade. Diga a
eles que a sala vai se transformar numa grande floresta e todos serão
habitantes dela…
Todos os bichos estão dormindo. Aos poucos, vão acordar.
Primeiro todos serão aranhas, que andarão com o apoio dos pés e das mãos no chão…
Depois se transformarão em minhocas, arrastando-se pelo chão com a lateral do corpo…
Logo serão cobras, arrastando-se pelo chão com o apoio da barriga…
Tatus-bola, que com um movimento de abrir e fechar sua casca percorrerão a floresta…
Leões, tigres, leopardos, de quatro patas pelo chão…
Coelhos que andam pelo espaço com pulos pequenos e cangurus que percorrem a floresta com pulos grandes e largos…
Passarinhos que batem suas asas bem pequeninas e águias que voam lá do alto com suas asas enormes e bem abertas…
3 Distribua
para as crianças os pedaços de tecido coloridos, um para cada um. É
importante que eles sejam leves e que produzam movimento ao serem
agitados pelas crianças. Deixe que elas explorem a sala manipulando os
pedaços de tecido. Sugira que as crianças pintem a sala com os tecidos,
como se fossem pincéis. A sala toda tem que ficar pintada o chão, as
paredes, o teto. Diga às crianças que nenhum pedaço da sala pode ficar
sem pintar. Sugestão de música: Peixinhos do Mar (Milton Nascimento, CD
Sentinela).
4 Sempre
ao som de uma música (por exemplo Fome Come, da Palavra Cantada, CD
Canções de Brincar), sugira uma brincadeira que as crianças adoram: peça
que joguem os tecidos para cima e a os peguem, a cada vez, com uma
parte diferente do corpo:
– com a cabeça
– com a barriga
– com o braço
– com o cotovelo
– com os pés
– com as costas
– com o bumbum
– com as palmas das mãos etc.
5 Para terminar, um gostoso relaxamento. Sugestão de música: Palhaço (Egberto Gismonti, CD Circense).
Organize as crianças em duplas e ofereça a elas uma bolinha de
algodão ou mesmo um rolinho de pintura, como os usados nas atividades
de Artes Visuais.
Enquanto uma criança fica deitada, a outra deve
acariciar seu rosto e partes do seu corpo com o algodão ou o rolinho.
Isso deve ser feito com suavidade e cuidado, e possibilita uma
interação muito especial das crianças, que, assim, cuidam umas das
outras após uma atividade movimentada.
Avaliação
O recém-publicado
documento Orientações Curriculares Expectativas de Aprendizagens e
Orientações Didáticas para a Educação Infantil da Secretaria Municipal
de Educação de São Paulo observa que a avaliação que mais deve
interessar o professor não é aquela que compara diferentes crianças,
mas a que compara uma criança com ela mesma, dentro de certo período de
tempo. Assim, o professor tem na observação o melhor instrumento para
avaliar a aprendizagem dos pequenos: eles participaram da atividade? Em
qual momento se envolveram mais? O que foi mais desafiador para cada
criança? E para o grupo? Essas e outras perguntas ajudam inclusive o
professor a planejar as próximas atividades, mantendo ou modificando
suas propostas dentro do campo de experiências do Movimento para as
crianças.
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PÚBLICO ALVO CRIANÇAS DO MATERNAL 0 A 3 ANOS.
Objetivos – Trabalhar em grupo e aprender regras de convivência, como esperar a vez, ganhar e perder.
– Desenvolver habilidades corporais (pular, virar cambalhota etc.).
Material necessário Colchonete, corda e obstáculos para as crianças pularem, como argolas e bambolês.
Flexibilização
Para garantir a participação de
crianças cadeirantes nesta atividade, o educador terá que contar com
alguém que possa empurrar a cadeira. O ideal é que os próprios colegas
cumpram este papel. O professor pode organizar um rodízio para empurrar
a cadeira em alguns trechos do percurso, como, por exemplo, a passagem
por baixo das cordas. É claro que, neste momento, a corda deve ser
levantada, mas não o suficiente para a criança não ter que fazer nenhum
movimento. Se ela for capaz de abaixar a cabeça ou dobrar o tronco,
estes movimentos devem ser propostos.
É importante ressaltar, porém,
que a simples adaptação do espaço e do material nem sempre dá conta de
garantir a participação destas crianças e, sendo assim, é fundamental
que o professor planeje, com antecedência, desafios possíveis para
eles, e dos quais todos possam participar. As cambalhotas, por exemplo,
podem ser também substituídas por “manobras radicais”, assim: a partir
de um sinal sonoro, todas as crianças devem sair correndo e, ao ouvir
outro tipo de sinal, devem mudar de direção rapidamente, ou parar
bruscamente. Atividades como essa podem garantir muita diversão se a
criança com deficiência física puder fazer uma dupla com algum de seus
colegas, que empurrará a cadeira. O importante é garantir a
participação de todos na maioria das situações.
Desenvolvimento
No pátio, monte
um circuito com vários materiais: estique cordas e peça que os pequenos
passem por baixo sem encostar nelas, coloque bambolês no chão e diga
que pulem de um para outro e oriente para que façam cambalhotas sobre
colchonetes. Apresente o que deve ser feito em todo o circuito e
acompanhe as crianças em cada um dos desafios, evitando que tenham medo
ou se machuquem.
Avaliação
Observe a diferença na
participação de cada criança frente aos desafios corporais propostos
para planejar as próximas atividades envolvendo maiores e menores
dificuldades.
Revista Nova Escola