12 de nov. de 2012

12 de novembro - DIA DO PSICOPEDAGOGO

Autora: Rosanita Moschini - www.olharpsicopedagogia.blogspot.com.br 
Uma pequena homenagem do blog 
www.espacoaprendente.blogspot.com


O que é deficiência intelectual?

O que é deficiência intelectual?

Ricardo Ampudia 

Pessoas com deficiência intelectual ou cognitiva costumam apresentar dificuldades para resolver problemas, compreender ideias abstratas (como as metáforas, a noção de tempo e os valores monetários), estabelecer relações sociais, compreender e obedecer a regras, e realizar atividades cotidianas - como, por exemplo, as ações de autocuidado.
A capacidade de argumentação desses alunos também pode ser afetada e precisa ser devidamente estimulada para facilitar o processo de inclusão e fazer com que a pessoa adquira independência em suas relações com o mundo.
As causas são variadas e complexas, sendo a genética a mais comum, assim como as complicações perinatais, a má-formação fetal ou problemas durante a gravidez. A desnutrição severa e o envenenamento por metais pesados durante a infância também podem acarretar problemas graves para o desenvolvimento intelectual.
O Instituto Inclusão Brasil estima que 87% das crianças brasileiras com algum tipo de deficiência intelectual têm mais dificuldades na aprendizagem escolar e na aquisição de novas competências, se comparadas a crianças sem deficiência. Mesmo assim, é possível que a grande maioria alcance certa independência ao longo do seu desenvolvimento. Apenas os 13% restantes, com comprometimentos mais severos, vão depender de atendimento especial por toda a vida.

Como lidar com alunos com deficiência intelectual na escola?
Segundo a psicopedagoga especialista em Inclusão, Daniela Alonso, as limitações impostas pela deficiência dependem muito do desenvolvimento do indivíduo nas relações sociais e de seus aprendizados, variando bastante de uma criança para outra.
Em geral, a deficiência intelectual traz mais dificuldades para que a criança interprete conteúdos abstratos. Isso exige estratégias diferenciadas por parte do professor, que diversifica os modos de exposição nas aulas, relacionando os conteúdos curriculares a situações do cotidiano, e mostra exemplos concretos para ilustrar ideias mais complexas.
Para a especialista, o professor é capaz de identificar rapidamente o que o aluno não é capaz de fazer. O melhor caminho para se trabalhar, no entanto, é identificar as competências e habilidades que a criança tem. Propor atividades paralelas com conteúdos mais simples ou diferentes, não caracteriza uma situação de inclusão. É preciso redimensionar o conteúdo com relação às formas de exposição, flexibilizar o tempo para a realização das atividades e usar estratégias diversificadas, como a ajuda dos colegas de sala - o que também contribui para a integração e para a socialização do aluno.
Em sala, também é importante a mediação do adulto no que diz respeito à organização da rotina. Falar para o aluno com deficiência intelectual, previamente, o que será necessário para realizar determinada tarefa e quais etapas devem ser seguidas é fundamental.

Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/

10 de nov. de 2012

COLEÇÃO "PSICOPEDAGOGIA" - INDICAÇÃO DA SEMANA


COLEÇÃO "PSICOPEDAGOGIA"

Descrição

A Psicopedagogia hoje se constitui como área de estudo, isto quer dizer, não tem ainda status de ciência, no entanto, é o objetivo de pesquisa e nasceu de uma prática. Essa área de estudos fundamenta hoje uma prática que está justamente
porque ela surge em função da aprendizagem humana.

Embora o termo Psicopedagogia surgira uma junção da Psicologia mais a Pedagogia, está para além disso. Ela, na verdade, diz respeito a uma prática e a um conhecimento voltados para a questão da relação do psiquismo e o processo de
aprendizagem humana.

DVD 1 - A Psicopedagogia
A Psicopedagogia nasceu da necessidade de contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema da aprendizagem humana. Tem seus fundamentos teóricos construídos a partir de várias áreas do conhecimento: Psicologia, Pedagogia, Medicina, Fonoaudiologia, Linguística, Filosofia etc. Seu objeto de estudo é o processo de aprendizagem humana, com um olhar mais amplo e inclusivo. A Psicopedagogia, na sua prática clínica e preventiva, utiliza recursos específicos de diagnósticos e de intervenção. Neste programa a autora, uma das maiores especialistas no tema do país, nos apresenta a Psicopedagogia como uma área de estudos singular, com suas pesquisas, práticas e conceitos e aponta suas contribuições nos vários campos onde atua.

Conteúdo:
- O que é Psicopedagogia
- Objeto de estudo
- Correntes teóricas
- Campos de atuação
- Compromisso com a prevenção
- As 4 dimensões do sujeito da aprendizagem
- Um olhar clínico: diagnóstico e tratamento
- Instrumentos de diagnóstico
- A Inclusão na perspectiva da Psicopedagogia

DVD 2 - Contexto Escolar
Neste programa, Nádia Bossa, uma das maiores especialistas em Psicopedagogia no país, contextualiza e debate a questão do fracasso escolar e das dificuldades de aprendizagem e aponta os conhecimentos necessários para a compreensão dos processos de aprendizagem que se dão na instituição Escola. A Psicopedagogia nasceu da necessidade de contribuir na busca de soluções para a difícil questão do problema da aprendizagem humana. Tem seus fundamentos teóricos construídos a partir de várias áreas do conhecimento: Psicologia, Pedagogia, Medicina, Fonoaudiologia, Linguística, Filosofia etc. Seu objeto de estudo é o processo de aprendizagem humana, com um olhar mais amplo e inclusivo. A Psicopedagogia, na sua prática clínica e preventiva, utiliza recursos específicos de diagnósticos e de intervenção.

Conteúdo:
- A instituição escola
- O fracasso escolar como sintoma
- Entendendo a aprendizagem humana
- Ampliação do conceito de “conteúdos escolares”
- Identificando “Modalidade de aprendizagem” e “Estilo cognitivo” do aluno
- Sintonizando a metodologia ao modo de aprender
- Ensinar a aprender é aprender a ensinar
- Psicopedagogia na inclusão

DVD 3 - Contexto Familiar


Conteúdo:
- Contexto familiar e aprendizagem
- Aprendizagem na vida e aprendizagem escolar
- Habilidades mentais e conteúdo escolar
- A dimensão emocional e a aprendizagem
- Os pais e o desenvolvimento da inteligência
- Conduta dos pais e personalidade dos filhos
- Família, escola e a tarefa escolar
- Educando para ser feliz

DVD 4 - Diagnóstico Psicopedagógico

Conteúdo:
- O problema escolar, a queixa e a demanda latente
- Natureza das dificuldades de aprendizagem
- Singularidade do diagnóstico psicopedagógico
- Instrumentos de diagnóstico
- Devolutiva: sujeito, família, escola
- Estudo de caso: ilustrando a prática

ISBN:

978-85-7530-313-9

Detalhes

- Medidas: 21,0cm x 28,0cm
- Capa: Brochura, 4c/0c
- Miolo: Offset, 90gsm, 4c/4c
- Acabamento: costurado e colado, lombada quadrada
- Total de páginas: 65
- Embalagem contendo 4 DVDs e 1 livro

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Meu pai que a escola excluiu - texto para reflexão

Meu pai que a escola excluiu

(Já faz tempo que escrevo coisas sobre educação, meu "palco" de trabalho...
São muitas as aflições.... Nele falo sobre o meu pai e seus múltiplos saberes que a Escola desprezou. Alguns amigos já o conhecem...)



Na tarde de sábado passado dei um cordãozinho com dois nós na corrente para o meu pai desatar. Quando ele vem me visitar sempre encontra uma lista de coisas para fazer.
Estou aqui me lembrando da figura do meu pai à mesa da cozinha: cabeça baixa, concentrado, com uma agulha nas mãos e o meu cordão. Os dedos grossos mal conseguiam acertar os furinhos da corrente. As mãos trêmulas... Mas meu pai jamais me diria que não conseguiria.
Mãos grossas e unhas pretas. Meu pai foi mecânico. “Médico de carros”, diz ele toda vez que fala sobre o que se tornou quando a Escola lhe negou o sonho de ser médico.
Meu pai repetiu algumas vezes os anos de escola, e ao chegar à quarta série tinha muito o que fazer fora dela. Dono de um Cicle, meu avô precisava também dele para seguir com o trabalho. E a alegria de trabalhar com os irmãos e o pai e de logo aprender o prazer da motocicleta e, depois, do automóvel, não concorreu com a tristeza das notas baixas e dos evidenciados erros de português.
Só que alguma coisa de errado aconteceu nessa história. Foi meu pai quem tudo me ensinou nos meus anos de estudante. Desde aprender a ler e escrever (eu aprendi antes de entrar na escola) até as provas de geografia, física e história. Ah, lembro-me também de que foi ele quem me ensinou os advérbios de tempo, modo, lugar... E se foi por ele que aprendi o malabarismo de não deixar a escola negar os meus sonhos, como pode ele não ter chegado lá?
Eu acredito que, como diz Victor Paro, nós aprendemos apesar da escola, e não por causa dela. Meu pai hoje é um senhor de setenta e um anos. Inteligente, educado, íntegro, justo, honesto. Dono de valores que não aprendeu na escola e vejo muito pouco, hoje, a escola ensinar. Escreveu algumas palavras de forma errada. Desrespeitou alguns sinais de pontuação. Talvez não tenha respondido a tabuada na ponta da língua. E, por isso, recebeu da escola o pior castigo: a exclusão. Até hoje meu pai se lamenta de não ter seguido os estudos. Culpa-se.
Não sabe o meu pai o quanto é superior a tantos de nós, educadores, graduados. O quanto já era superior aos seus próprios professores. Tão menino e profundo conhecedor das traquinagens das bicicletas, motocicletas, automóveis. Meu pai sabe tudo: pinta, desenha, planta, canta, constrói, cozinha, costura, conserta, dirige. E sua escola não se curvou aos seus saberes. Muito pelo contrário: esticou-se tanto, tanto, que ele não conseguiu alcançá-la.
Alguns dirão: “pobre desse homem”. Pois insisto em dizer: pobre da escola de ontem que deixou nossos pais, avós e bisavós sem aquele maldito papel que legitima o saber que ela pensa que detém enquanto renega os muitos, tantos de seus educandos. E infinitas vezes mais pobre da escola de hoje, que ainda o faz.
Voltando à cena do cordão, depois de alguns minutos meu pai o entregou pra mim. Os nós? Desfeitos, revelando mais uma de suas tão desprezadas habilidades.
 
Fonte: http://kentrenostodos.blogspot.com.br/2011/12/meu-pai-que-escola-excluiu-texto-de.html?spref=fb

8 de nov. de 2012

Critérios para um diagnóstico informal da dislexia

Critérios para um diagnóstico informal da dislexia
(por critérios de exclusão)
Ficha Individual de Observação de Alunos com Dificuldades de Leitura
Assinalar, as observações verificadas na escola pelos professores ou em casa pelos pais, quanto ao desem
penho escolar e atitudes do aluno(a): (S) para SIM (N) para Não
[ ? ] no caso de dúvida
I - SINTOMATOLOGIA ESSENCIAL:
[ ] Tem oito anos ou mais.
[ ] Tem atraso na leitura de dois ou mais anos com relação às crianças da mesma idade.
[ ] Sua velocidade na leitura é inferior a 50/60 palavras por minuto.
[ ] Comete erros frequentes na leitura (omissões, substituições, inversões de fonemas - vogais e consoantes sonoras).
[ ] Sua compreensão de texto é muito pobre.
[ ] Seu quociente de inteligência (Q.I) é normal ou superior.
[ ] Não apresenta perturbação sensorial.
II - SINTOMATOLOGIA ASSOCIADA:
[ ] Apresenta um baixo rendimento na área de ortografia.
[ ] Tem um rendimento baixo no cálculo matemático, especialmente a
multiplicação.
[ ] Apresenta movimentos involuntários associados, especialmente quando lê e escreve.
[ ] Não gosta de ir à escola (Fracassa nas avaliações parciais, não gosta do meio escolar, falta de motivação para aprendizagem).
[ ] Apresenta ansiedade e medo na hora de ler em voz alta.
[ ] Apresenta erros frequentes na escrita (omissões, substituições, adições e inversões de letras).
III - FATORES DE PRÉ-DISPOSIÇÃO PARA DISLEXIA:
[ ] Apresenta problemas de lateralidade esquerda-direita, acima-abaixo.
[ ] A escola em que estuda não tem métodos eficientes e professores habilitados. Diversas formas de dispedagogias (Método ruim, professor desqualificado).
[ ] Os professores têm detectado mais ou menos rápido as dificuldades de leitura do(a) aluno(a).
[ ] Não há uma orientação pedagógica ou psicopedagógica adequada, na escola,para a reeducação linguística do aluno.
[ ] Sua aprendizagem de leitura e escrita foi precoce, isto é, verificou-se no período da educação infantil.
[ ] O(a) aluno(a) tem apresentado alterações na fala (articulação de fonemas e palavras), baixo nível de vocabulário, pobreza de expressão oral e se comunica mais com gestos.
[ ] O meio familiar é desfavorável à aprendizagem da leitura.
[ ] Verificam-se dificuldades semelhantes em familiares.
[ ] Seu esquema corporal não é adequado à sua idade.
[ ] Apresenta dificuldades de concentração ou atenção durante as atividades escolares, na escola e em casa.
[ ] Apresenta problemas de conduta escolar (indisciplinado, troca de escolas, escolaridade insuficiente, distorção série/idade e internações).
IV - DIFERENCIAIS IMPORTANTES
[ ] Não existe diagnóstico nem evidência médica de retardo mental.
[ ] Não existe diagnóstico nem evidência médica de transtorno neurológico.
[ ] Não existe diagnóstico nem evidência fonoaudiológica de problemas de audição.
[ ] Não existe diagnóstico nem evidência médica de defeitos de visão.
V - CRITÉRIOS PARA O DIAGNÓSTICO INFORMAL (Psicopedagógico)
[ ] Apresenta dificuldade importante de leitura para captar o sentido a partir da leitura de textos escolares.
[ ] O rendimento na leitura é surpreendentemente menor do que o esperado, dada sua escolarização e o rendimento geral em outras áreas linguísticas e escolares.
Solicitar outras informações que são consideradas relevantes.
Tradução e adaptação do Prof. Vicente Martins




Colaboração da psicopedagoga Silvia \Helena Viana

7 de nov. de 2012

LIVRO TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM - UMA ABORDAGEM NEUROBIOLÓGICA E MULTIDISCIPLINAR

 
Transtornos da Aprendizagem (Artmed, 480 págs., R$ 96), um livro organizado pelos médicos Newra Tellechea Rotta, Lygia Ohlweiler e Rudimar dos Santos Riesgo, que fala sobre as dificuldades das crianças durante o processo de aprendizagem.

 
A obra é formada por textos de 24 colaboradores, e trata de três temas principais: dificuldade de aprendizagem dita normal, relacionada à família, escola e/ou problemas físicos da própria criança; transtornos de aprendizagem, problemas como discalculia, dispraxia, disgnosis e distúrbios de memória; e uma reflexão sobre as mudanças que ocorrem nas crianças, levando em conta que seu cérebro está em constante desenvolvimento.
 

Panlexia - Histórico do Método e da Autora




Panlexia - Histórico do Método e da Autora
Maria Cristina Bromberg
O Método Panlexia é o primeiro método construído segundo as características fonema x grafema do idioma português falado e escrito no Brasil. É um método de orientação diagnóstica e um programa abrangente de assistência pedagógica a pessoas com Dificuldades Específicas de Linguagem. É o resultado de longos anos de pesquisas e experiências compartilhadas por diferentes fontes de informação.
Dentre as primeiras influências que alicerçaram a construção progressiva do Método Panlexia, destaca-se o trabalho de um professor de linguística da Yale University, Leonard Bloomfield, cujo filho era disléxico. Bloomfield formulou o conceito que "seria melhor ensinar leitura a estudantes disléxicos, primeiramente, através da introdução de elementos consistentes do idioma escrito e só então, depois de estabelecidas essas conexões, ir acrescentando, aos poucos, os padrões menos comuns de soletração". Essa forma de abordagem pedagógica foi chamada de  "Linguística Estruturada". Desde então (1933), muitos pesquisadores vêm investigando os inúmeros aspectos da Dislexia, e diferentes programas remediativos de ensino têm sido publicados nos Estados Unidos.
Já na década de 1960, o Dr. Jesse Grimes, da Harvard University, foi convidado pela rede pública de ensino da cidade de Newton, estado de Massachusetts, EUA, para investigar qual seria o melhor dos três métodos de iniciação à leitura utilizados em programas de ensino de leitura: fonético, visuo/global, linguístico estruturado.
Essa pesquisa incluiu 30 salas de aula, envolvendo 10 classes em cada uma das três abordagens, e foi desenvolvida com a seguinte orientação prognóstica: bons leitores, leitores de nível médio, maus leitores. A avaliação dos resultados da pesquisa deixou claro que a Leitura Linguística Estruturada obteve os melhores resultados em todas as categorias. Entretanto, como nessa abordagem foram incluídos métodos específicos de ensino desenvolvidos e supervisionados pelo Dr. Grimes, e não somente a técnica de leitura segmentada em elementos linguísticos, seus resultados foram ignorados na época.
Como consequência, não ficou estabelecido o conceito de que o ensino da leitura em séries linguísticas era mais eficiente em si, e por si mesmo. Ficou evidenciado, porém, que os métodos de ensino de leitura desenvolvidos pelo Dr. Grimes eram a chave-mestra do grande sucesso do Programa Estruturado em Leitura Linguística. Baseado nas dificuldades de filho e neto disléxicos, o Dr. Grimes havia desenvolvido métodos de ensino para ajudá-los no aprendizado da leitura. Entre suas várias técnicas, está incluído o treinamento para desenvolvimento da consciência fonológica, que somente nos últimos anos tem sido reconhecido por pesquisadores respeitados como um componente-chave do sucesso alcançado no aprendizado de leitura e soletração. As técnicas pedagógicas com base em ensino terapêutico em linguística estruturada, em que está alicerçado o Método Panlexia, tiveram comprovada sua eficiência para ensinar o disléxico, mais uma vez, em importante trabalho de pesquisa desenvolvido pela Dra. Sally Shaywitz e sua equipe da Yale University.
Pamela Kvilekval, educadora especializada em Dificuldades de Aprendizado, fez parte do primeiro grupo de profissionais treinados diretamente pelo Dr. Grimes para desenvolver o programa de ensino diferencial para alunos com Dificuldades de Aprendizado da rede pública de Newton, em 1968. Depois de três meses engajada nesse trabalho, tornou-se sua assistente, supervisionando diretamente os professores de Educação Especial. Após dois anos como assistente do Dr. Grimes e supervisora do Curso de Instrução Terapêutica ministrado por ele, assistindo a mais de 200 disléxicos durante o ano escolar e em programas especiais de verão, Pamela foi nomeada dirigente do Programa de Dificuldades de Aprendizado das Escolas Públicas de Andover, no estado de Massachusetts, EUA. Essa indicação foi feita, por membros do Departamento de Educação do Estado, depois que as técnicas de ensino das escolas de Newton foram analisaram e avaliadas e o programa terapêutico desenvolvido na rede de ensino declarado "Muito favorável".
Em paralelo, o Dr. Grimes também capacitou seu grupo de educadores em técnicas de desenvolvimento e uso de materiais, como recurso complementar do seu programa. Desprendido, nunca teve interesse em formalizar o registro escrito desse trabalho. Por isso, quando um manual de treinamento foi requerido para as escolas de Andover, o Dr. Grimes autorizou e estimulou Pamela a escrever o Manual Básico, com 70 páginas, para dar início ao treinamento de 15 membros do corpo docente das escolas. Esses profissionais não eram formalmente especializados, mas compunham um grupo comprometido com o ensino diferencial, motivados por estarem diretamente envolvidos no ensino de crianças com dificuldades de aprendizado. E por isso, estavam determinados a desenvolver um eficiente programa de apoio pedagógico aos estudantes disléxicos em suas escolas.
Àquela época, não havia nenhum programa de graduação universitária em Massachusetts para formar esses especialistas. Com o passar dos anos, o Programa de Treinamento com estrutura fundamentada nas características fonema x grafema do idioma inglês organizado por Pamela evoluiu de 70 para 700 páginas, publicadas com o título: "Um Programa para Dificuldades Específicas de Linguagem". Programa abrangente, que se constitui, hoje, como base na formulação de muitos outros programas de treinamento de profissionais em Dificuldades de Aprendizado, em diferentes sistemas escolares.
Depois de 4 anos como Supervisora em programas de Dificuldades de Aprendizado e 10 anos como Administradora em Educação Especial, responsável por todos os programas de Educação Especial em Andover, sob Leis Estaduais e Nacionais, Pamela se tornou Consultora em Educação Especial na Itália. Desde 1986, é consultora em escolas internacionais na Itália e supervisora de ensino diferencial para estudantes disléxicos.
Visto que na Itália não existia, ainda, programas pedagógicos especializados em Dislexia, muitos médicos e psiquiatras italianos encaminhavam crianças disléxicas para serem assistidas pela equipe de Pamela. Por essa razão, ela acabou se impondo um verdadeiro desafio: traduzir e construir seu programa de ensino dentro da base estrutural fonética do idioma italiano. No início, teve que estabelecer a estrutura linguística fonema x grafema do idioma o que foi mais simples de ser feito do que estruturar o Programa em sua língua materna: o inglês. Isso porque a língua italiana é pronunciada quase que exatamente da mesma forma como é escrita. No início desse trabalho, Pamela desenvolveu listas de palavras para as lições de cada dia. Na evolução progressiva da formulação do método, as listas precisas de palavras e de exercícios de ditado passaram a ser agrupadas em manuais. Só faltava criar histórias com o componente essencial de adequar-se a cada uma das lições, seguindo as características da estrutura linguística do idioma italiano.
Embora houvesse livros de leitura linguisticamente estruturados para serem utilizados em programas em inglês, não existia nenhum livro semelhante em italiano. Nelly Melone, mãe de um dos estudantes disléxicos de Pamela, se propôs a criar as histórias. "Le Storie di Zia Lara" foi publicada como um encarte do "Il Método Panlexia". São esses livros que compõem o primeiro programa educacional terapêutico de assistência pedagógica ao disléxico publicado na Itália. Era o ano de 1998.
Hoje, a Itália está na segunda publicação do Programa IL MÉTODO PANLEXIA, que continua sendo o único programa publicado naquele país. Professores, psicólogos e terapeutas da fala têm sido treinados, através de toda a Itália, nos seguintes cursos de Pamela Kvilekval: REABILITAÇÃO DA DISLEXIA - IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DAS DIFICULDADES DE APRENDIZADO - REABILITAÇÃO DA DISCALCULIA - ORIENTAÇÃO PARA PAIS DE CRIANÇAS COM DIFICULDADES POR DEFICIÊNCIA DE ATENÇÃO.
Além do programa “Il Método Panlexia”, Pamela desenvolveu uma versão italiana do "Preschool Screening System", de Peter Hainsworth e Marian Hainsworth, publicado em 2002. Trata-se de um programa de identificação precoce de diferentes dificuldades em crianças entre 2½ a 6½ anos, através de sintomas e sinais característicos que as predispõem a apresentar dificuldades em seu aprendizado escolar. Crianças que, integradas precocemente em adequado programa pedagógico preventivo, em sua maioria poderão vir a superar essas dificuldades.
Com permissão dos autores, Pamela estruturou uma nova versão do Preschool Screening System, publicado em língua portuguesa sob o titulo “Sistema de Avaliação Precoce – o PSS” pela própria autora, em parceria com o Centro de Neuropediatria do Hospital de Clinicas da Universidade Federal do Paraná. Esse instrumento de avaliação está sendo validado e normatizado através de duas pesquisas de mestrado e uma pesquisa de doutorado.
Nos últimos anos, Pamela Kvilekval foi eleita para o Conselho Diretor da Associazione Italiana Dislessia. Essa organização está representada em mais de 50 cidades da Itália e Pamela é o único membro do Conselho Diretor a não ter nacionalidade italiana.  Em co-autoria com outros membros da Associazione, escreveu dois pequenos livros estabelecendo fundamentação teórico-prática para apoiar o trabalho do professor em sala de aula.
O Método Panlexia foi introduzido no Brasil, em Curitiba, Paraná, no ano de 2004, através de dois eventos patrocinados pelo Centro de Neuropediatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, pela Secretaria Municipal da Educação de Curitiba e pela Associação Brasileira de Apoio ao Disléxico, de Curitiba.
O primeiro, foi um simpósio que contou com a presença de profissionais e interessados vindos de todos os estados brasileiros. O segundo, um curso de formação sobre o método para 90 profissionais das áreas da Educação e da Saúde.  Durante a prática pedagógica do curso, foram trabalhados mais de 50 disléxicos, de diferentes idades e diferentes níveis de dificuldades. As respostas, bastante positivas, confirmaram, também na língua portuguesa, a eficiência já alcançada pela metodologia nas línguas inglesa e italiana.
Em 2010, com a colaboração de profissionais brasileiras, Pamela fez uma revisão do material publicado em 2004 e publicou uma edição atualizada e ampliada da metodologia, a que chamou de Panlexia Plus. Essa nova edição levou em consideração a reforma na ortografia do português, assim como a experiência acumulada pelos profissionais durante os anos de prática no Brasil.

POR QUE A PANLEXIA REALMENTE FUNCIONA?

A PANLEXIA INCLUI A ESTRUTURA, AS ATIVIDADES E OS MÉTODOS DE ENSINO QUE SEGUEM OS PRINCÍPIOS PARA ENSINAR DISLÉXICOS A LER E ESCREVER.
Aqui está a razão do sucesso: 1.  O método é fonológico, estrutural e propicia bastante reforço para cada elemento da linguagem escrita, de modo a assegurar respostas automáticas.
 2.  As atividades utilizam todos os sentidos envolvidos na leitura e na escrita: o visual, a motricidade fina, a percepção auditiva e a consciência fonêmica, incluindo a consciência de sensações tácteis durante a pronúncia dos sons.
 3.  As listas estruturais de palavras promovem:
- a habilidade de decodificar, porque mudam apenas uma letra na palavra por vez, induzindo a pessoa, portanto, a seguir cuidadosamente a sequência das letras;
- um sentido de ritmo que desenvolve a habilidade de associar o som da sílaba e a sequência dos símbolos (associação fonema-grafema) que representam as letras;
- o reconhecimento da palavra devido às similaridades de cada palavra;
- o reforço da memória visual de cada novo elemento.
 4.  Escrever cada palavra após a leitura da lista (adaptada para a idade e capacidade):
- reforça o aprendizado da palavra.
- envolve a Memória Sinestésica, ajudando a desenvolver a escrita automática de cada palavra.
- ajuda na compreensão da sequência das letras na palavra, porque as letras devem ser escritas uma a uma dentro de uma sequência.  Isso dá à pessoa tempo para perceber todas as sensações na boca e nas cordas vocais que se tem durante a escrita da sequência de letras.
- visto que cada lista de palavras apresenta somente um novo elemento a ser reforçado, a escrita repetida desse elemento induz a lembrança automática de cada novo elemento.
- escrever as listas de palavras em colunas enfatiza o novo padrão/elemento porque fica mais evidente que palavras escritas em linha.
 5.  O exercício de mudar a letra reforça a consciência fonológica da sequência de som que segue a sequência de símbolos.
 6.  A leitura das sentenças :
A. Permite a prática da leitura das palavras
B. Ajuda na compreensão das palavras, porque elas são usadas em contexto.
C. Proporciona uma revisão das palavras já aprendidas.
D. Melhora a memória visual das palavras novas e das previamente aprendidas.
 7.  Escrever as sentenças:
A. Pratica usar a memória auditiva de curto prazo quando o aluno repete a sentença.
B. Permite maior prática do novo elemento.
C. Melhora o vocabulário: o uso de novas palavras nas sentenças ajuda a lembrar o significado da palavra.
D. Permite a prática das habilidades da escrita e proporciona oportunidade de ensinar, se necessário, o motivo e a lógica dos sinais diacríticos e da pontuação, como apóstrofe, vírgula, contrações, ponto de interrogação e as palavras homófonas.
E. Ensina o aluno a verificar cuidadosamente cada palavra e pontuação na sentença e a ler a sentença após escrevê-la, a fim de fazer as necessárias correções antes de dizer que o trabalho está completo.  Resumindo, aprender a revisar seu trabalho, uma prática valiosa para todos, mas essencial para pessoas disléxicas e disgráficas.
 8. A leitura de histórias:
A. Proporciona a prática de todos os elementos anteriores.
B. Proporciona a prática da leitura normal – horizontal, da esquerda para a direita.
C. Proporciona uma razão para ler.
D. Melhora o vocabulário.  Ler as palavras em contexto ajuda a internalizar o significativo básico, assim como a compreensão do significado das palavras em diferentes contextos.
E. Induz a uma sensação de satisfação com a leitura, pois o aluno pode ler sem dificuldade e pode entender tudo o que está lendo, porque cada história contém elementos nas palavras que já estão automatizados ou, pelo menos, ele pode decodificar.
F. Desenvolve o conceito de “Imagem Mental” para melhorar a compreensão de material escrito.
 9.  O resumo, oral ou escrito:
A. Melhora a habilidade em desenvolver um resumo oral de material escrito.
B. Proporciona a prática de desenvolver resumos escritos de material escrito.
C. Desenvolve a habilidade em extrair os pontos importantes de uma massa de informações, essencial para tomar notas em sala de aula ou para tarefas de casa.
 10.  Os métodos de ensino são indutivos e não didáticos.  Ao invés de regras, o aluno recebe muitos exemplos de cada novo elemento a ser aprendido, de modo que a associação do som e do símbolo se torna automática – como o é para leitores regulares.


http://cenephc.com.br/jornada/panlexia-historico-do-metodo-e-da-autora.html

Legislação de apoio para atendimento ao disléxico

Legislação de apoio para atendimento ao disléxico
LDB 9.394/96Art. 12 - Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:
I - elaborar e executar sua Proposta Pedagógica.
V - prover meios para a recuperação dos alunos de menor rendimento.
Art. 23 - A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar.
Art. 24 - V, a) avaliação contínua e cumulativa; prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período.

Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 (ECA)Art. 53, incisos I, II e III
“a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II – direito de ser respeitado pelos seus educadores;
III – direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores.”



Deliberação CEE nº 11/96Artigo 1º - “o resultado final da avaliação feita pela Escola, de acordo com seu regimento, deve refletir o desempenho global do aluno durante o período letivo, no conjunto dos componentes curriculares cursados, com preponderância dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados obtidos durante o período letivo sobre os da prova final, caso esta seja exigida, considerando as características individuais do aluno e indicando sua possibilidade de prosseguimento nos estudos.”



Indicação CEE nº 5/98, de 15/4/98D.O.E. em 23/9/98
“(...) educação escolar consiste na formação integral e funcional dos educandos, ou seja, na aquisição de capacidades de todo tipo: cognitivas, motoras, afetivas, de autonomia, de equilíbrio pessoal, de inter-relação pessoal e de inserção social.
(...) os conteúdos escolares não podem se limitar aos conceitos e sim devem incluir procedimentos, habilidades, estratégias, valores, normas e atitudes. E tudo deve ser assimilado de tal maneira que possa ser utilizado para resolver problemas nos vários contextos.
(...) os alunos não aprendem da mesma maneira e nem no mesmo ritmo. O que eles podem aprender em uma determinada fase depende de seu nível de amadurecimento, de seus conhecimentos anteriores, de seu tipo de inteligência, mais verbal, mais lógica ou mais espacial. No cotidiano da sala de aula, convivem pelo menos três tipos de alunos que têm “aproveitamento insuficiente”: os imaturos, que precisam de mais tempo para aprender; os que têm dificuldade específica em uma área do conhecimento; e os que, por razões diversas, não se aplicam, não estudam, embora tenham condições.
(...) recuperar significa voltar, tentar de novo, adquirir o que perdeu, e não pode ser entendido como um processo unilateral. Se o aluno não aprendeu, o ensino não produziu seus efeitos, não havendo aqui qualquer utilidade em atribuir-se culpa ou responsabilidade a uma das partes envolvidas. Para recobrar algo perdido, é preciso sair à sua procura e o quanto antes melhor: inventar estratégias de busca, refletir sobre as causas, sobre o momento ou circunstâncias em que se deu a perda, pedir ajuda, usar uma lanterna para iluminar melhor. Se a busca se restringir a dar voltas no mesmo lugar, provavelmente não será bem sucedida.
(...) O compromisso da Escola não é somente com o ensino, mas principalmente com a aprendizagem. O trabalho só termina quando todos os recursos forem usados para que todos os alunos aprendam. A recuperação deve ser entendida como uma das partes de todo o processo ensino-aprendizagem de uma escola que respeite a diversidade de características e de necessidades de todos os alunos.
(...) Dentro de um projeto pedagógico consistente, a recuperação deve ser organizada para atender aos problemas específicos de aprendizagem que alguns alunos apresentam, e isso não ocorre em igual quantidade em todas as matérias nem em épocas pré-determinadas no ano letivo. A recuperação da aprendizagem precisa: - ser imediata, assim que for constatada a perda, e contínua; ser dirigida às dificuldades específicas do aluno; abranger não só os conceitos, mas também as habilidades, procedimentos e atitudes.
(...) A recuperação paralela deve ser preferencialmente feita pelo próprio professor que viveu com o aluno aquele momento único de construção do conhecimento. Se bem planejada e baseada no conhecimento da dificuldade do aluno, é um recurso útil.”



Parecer CEE nº 451/98 - 30/7/98D.O.E. de 01/08/98, páginas 18 e 19, seção I"a expressão '...rendimento escolar...' , que se encontra no inciso V do artigo 24 da Lei 9.394/96, se refere exclusivamente a aprendizagem cognitiva? Resposta: Não. A legislação sobre avaliação/verificação do rendimento escolar, sobretudo o referido artigo, não restringe a expressão "rendimento escolar" exclusivamente à aprendizagem cognitiva. A lei 9.394/96, ao tratar da educação básica, situou-a no quadro de abertura que permitiu, aos que dela fossem cuidar, em seus diferentes níveis e modalidades, a pensasse como um todo e a explicitasse, nos limites do seu texto, em sua proposta pedagógica e em seu regimento. Na elaboração dessa proposta e desse regimento, consubstanciado certamente numa visão de homem, de sociedade e, por conseqüência, numa concepção de educação e de avaliação, cuidados especiais deverão ser tomados para que estejam contidos, nesses instrumentos, procedimentos referentes ao processo ensino-aprendizagem, e em particular ao de verificação do rendimento escolar.
O legislador deixou sob a responsabilidade da escola e de toda sua equipe a definição do projeto de educação, de metodologia e de avaliação a serem desenvolvidas. Abandonou detalhes para agarrar-se ao amplo, ao abrangente. Aponta, por isso, para uma educação para o progresso, onde estudo e avaliação devem caminhar juntos, esta última como instrumento indispensável para permitir em que medida os objetivos pretendidos foram alcançados. Educação vista como um processo de permanente crescimento do educando, visando seu pleno desenvolvimento, onde conceitos, menções e notas devem ser vistos como mero registros, prontos a serem alterados com a mudança de situação. E, nessa busca do pleno desenvolvimento e do processo do educando, estão presentes outros objetivos que não só os de dimensão cognitiva mas os de natureza sócio-afetiva e psicomotora, que igualmente precisam ser trabalhados e avaliados. O cuidado deve estar é no uso que se pode fazer desta avaliação, não a dissociando da idéia do pleno desenvolvimento do indivíduo."Capítulo 8 - Da Educação Especial8.2 - Diretrizes
A educação especial se destina a pessoas com necessidades especiais no campo da aprendizagem, originadas quer de deficiência física, sensorial, mental ou múltipla, quer de características como de altas habilidades, superdotação ou talentos.

(...) A integração dessas pessoas no sistema de ensino regular é uma diretriz constitucional (art. 208, III), fazendo parte da política governamental há pelo menos uma década. Mas, apesar desse relativamente longo período, tal diretriz ainda não produziu a mudança necessária na realidade escolar, de sorte que todas as crianças, jovens e adultos com necessidades especiais sejam atendidos em escolas regulares, sempre que for recomendado pela avaliação de suas condições pessoais. Uma política explícita e vigorosa de acesso à educação, de responsabilidade da União, dos Estados e Distrito Federal e dos Municípios, é uma condição para que às pessoas especiais sejam assegurados seus direitos à educação.

Tal política abrange: o âmbito social, do reconhecimento das crianças, jovens e adultos especiais como cidadãos e de seu direito de estarem integrados na sociedade o mais plenamente possível; e o âmbito educacional, tanto nos aspectos administrativos (adequação do espaço escolar, de seus equipamentos e materiais pedagógicos), quanto na qualificação dos professores e demais profissionais envolvidos.
O ambiente escolar como um todo deve ser sensibilizado para uma perfeita integração. Propõe-se uma escola integradora, inclusiva, aberta à diversidade dos alunos, no que a participação da comunidade é fator essencial. Quanto às escolas especiais, a política de inclusão as reorienta para prestarem apoio aos programas de integração.
(...) Requer-se um esforço determinado das autoridades educacionais para valorizar a permanência dos alunos nas classes regulares, eliminando a nociva prática de encaminhamento para classes especiais daqueles que apresentam dificuldades comuns de aprendizagem, problemas de dispersão de atenção ou de disciplina. A esses deve ser dado maior apoio pedagógico nas suas próprias classes, e não separá-los como se precisassem de atendimento especial.



Parecer CNE/CEB nº 17/2001Resolução CNE/CEB nº 2, de 11 de setembro de 2001“O quadro das dificuldades de aprendizagem absorve uma diversidade de necessidades educacionais, destacadamente aquelas associadas a: dificuldades específicas de aprendizagem como a dislexia e disfunções correlatas; problemas de atenção, perceptivos, emocionais, de memória, cognitivos, psicolingüísticos, psicomotores, motores, de comportamento; e ainda há fatores ecológicos e socio-econômicos, como as privações de caráter sociocultural e nutricional.”

Lei nº 10.172 de 9 de janeiro de 2001 - Plano Nacional de Educação

fonte: http://www.dislexia.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=128:legislacao-de-apoio-para-atendimento-ao-dislexico&catid=41:leis&Itemid=90

MENINA BONITA DO LAÇO DE FITA - diversidade étnico racial e cultural

























































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