15 de set. de 2012

Atendimento Educacional Especializado

Atendimento Educacional Especializado 


O que é uma Sala de Recursos Multifuncionais - SRMF?
São espaços físicos localizados nas escolas públicas onde se realiza o Atendimento Educacional Especializado - AEE.
As SRMF possuem mobiliário, materiais didáticos e pedagógicos, recursos de acessibilidade e equipamentos específicos para o atendimento dos alunos que são público alvo da Educação Especial e que necessitam do AEE no contraturno escolar.
A organização e a administração deste espaço são de responsabilidade da gestão escolar e o professor que atua neste serviço educacional deve ter formação para o exercício do magistério de nível básico e conhecimentos específicos de Educação Especial, adquiridos em cursos de aperfeiçoamento e de especialização.


O que é o atendimento educacional especializado (AEE)?
O atendimento educacional especializado (AEE) é um serviço da educação especial que identifica, elabora, e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas" (SEESP/MEC, 2008).
O ensino oferecido no atendimento educacional especializado é necessariamente diferente do ensino escolar e não pode caracterizar-se como um espaço de reforço escolar ou complementação das atividades escolares. São exemplos práticos de atendimento educacional especializado: o ensino da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e do código BRAILLE, a introdução e formação do aluno na utilização de recursos de tecnologia assistiva, como a comunicação alternativa e os recursos de acessibilidade ao computador, a orientação e mobilidade, a preparação e disponibilização ao aluno de material pedagógico acessível, entre outros.


O que é tecnologia assistiva e que relação ela tem com a Sala de Recursos Multifuncional ?
De acordo com a definição proposta pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), tecnologia assistiva "é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (CAT, 2007)
A tecnologia assistiva é um recurso ou uma estratégia utilizada para ampliar ou possibilitar a execução de uma atividade necessária e pretendida por uma pessoa com deficiência. Na perspectiva da educação inclusiva, a tecnologia assistiva é voltada a favorecer a participação do aluno com deficiência nas diversas atividades do cotidiano escolar, vinculadas aos objetivos educacionais comuns. São exemplos de tecnologia assistiva na escola os materiais escolares e pedagógicos acessíveis, a comunicação alternativa, os recursos de acessibilidade ao computador, os recursos para mobilidade, localização, a sinalização, o mobiliário que atenda às necessidades posturais, entre outros.


Como se organiza o serviço de tecnologia assistiva na perspectiva da educação inclusiva?
No atendimento educacional especializado, o professor fará, junto com o aluno, a identificação das barreiras que ele enfrenta no contexto educacional comum e que o impedem ou o limitam de participar dos desafios de aprendizagem na escola. Identificando esses "problemas" e também identificando as "habilidades do aluno", o professor pesquisará e implementará recursos ou estratégias que o auxiliarão, promovendo ou ampliando suas possibilidades de participação e atuação nas atividades, nas relações, na comunicação e nos espaços da escola.
A sala de recursos multifuncional será o local apropriado para o aluno aprender a utilização das ferramentas de tecnologia assistiva, tendo em vista o desenvolvimento da autonomia. Não poderemos manter o recurso de tecnologia assistiva exclusivamente na sala multifuncional para que somente ali o aluno possa utilizá-lo.
A tecnologia assistiva encontra sentido quando segue com o aluno, no contexto escolar comum, apoiando a sua escolarização. Portanto, o trabalho na sala se destina a avaliar a melhor alternativa de tecnologia assistiva, produzir material para o aluno e encaminhar estes recursos e materiais produzidos, para que eles sirvam ao aluno na escola comum, junto com a família e nos demais espaços que frequenta.
São focos importantes do trabalho de tecnologia assistiva na perspectiva da educação inclusiva:
  • a tecnologia assistiva numa proposição de educação para autonomia,
  • a tecnologia assistiva como conhecimento aplicado para resolução de problemas funcionais enfrentados pelos alunos, e
  • a tecnologia assistiva promovendo a ruptura de barreiras que impedem ou limitam a participação destes alunos nos desafios educacionais.


A tecnologia assistiva é uma área de atuação da educação ou é exclusiva da área clínica?
O tema da tecnologia assistiva nasceu associado à ideia de reabilitação e era inicialmente vinculado à prática de profissionais da saúde. A mudança de entendimento sobre o que é a deficiência e especialmente o novo modelo biopsicossocial e ecológico de compreendê-la como o resultado da interação do indivíduo, que possui uma alteração de estrutura e funcionamento do corpo, com as barreiras que estão impostas no meio em que vive; mostram-nos que os impedimentos de participação em atividades e a exclusão das pessoas com deficiência são hoje um problema de ordem social e tecnológica e não somente um problema médico ou de saúde.
As grandes e mais importantes barreiras estão, muitas vezes, na falta de conhecimentos, de recursos tecnológicos, na não aplicação da legislação vigente, na forma como a sociedade está organizada de forma a ignorar as diferentes demandas de sua população.
Nesse sentido, o conceito e a prática da tecnologia assistiva também evolui saindo da concepção de recursos médicos ou clínicos para um bem de consumo de um usuário que busca um apoio tecnológico para resolução de um problema de ordem pessoal e funcional. Nessa perspectiva, o usuário deixa de ser um paciente e assume o papel de quem busca no âmbito da tecnologia assistiva a informação sobre o que é mais apropriado para suprir a sua deficiência e os recursos disponíveis para o seu caso específico. A tecnologia assistiva envolve hoje várias áreas do conhecimento tais como a saúde, a reabilitação, a educação, o design, a arquitetura, a engenharia, a informática, entre outras.
A tecnologia assistiva é, acima de tudo, um recurso de seu usuário e a equipe coloca seu conhecimento à disposição para que ele encontre o recurso ou a estratégia que atenda a sua demanda de atuar e participar de tarefas e atividades de seu interesse.
Na prática, em se tratando de crianças com deficiência, o lugar por excelência da atuação da tecnologia assistiva é a sala de recursos multifuncional, onde se oferece um serviço que identifica, elabora e disponibiliza recursos que ampliam a participação do aluno com deficiência nos desafios educacionais propostos pela escola comum.


Para saber mais (links para arquivos em formato PDF - requerem leitor tipo Adobe Reader):
Textos sobre o Atendimento Educacional Especializado.
Livros sobre o Atendimento Educacional Especializado.



FONTE: www.assistiva.com.br

10 de set. de 2012

CONSTRUÇÃO DE JOGOS PEDAGÓGICOS


Sugestões de jogos pedagógicos

Os jogos pedagógicos são instrumentos que podem ser utilizados pelos professores para auxiliarem a aprendizagem dos alunos.

Dessa forma, ressalta-se que a pesquisa por jogos didáticos foi muito proveitosa, e, a cada descoberta, surgiam mais idéias e adaptações que poderiam ser feitas até mesmo com jogos já existentes, como o caso do jogo da memória. Para esse jogo, buscamos incluir figuras e nomes, diferentemente do jogo tradicional, que nas duas partes encontram-se figuras.


Figura 1: bingo de letras

A figura 2 mostra o jogo da memória feito com uma figura colada em uma cartela e seu respectivo nome colado em outra. Dessa forma, a criança terá o trabalho de ler o nome e associar a figura presente na outra cartela. Já a figura 3, exibe o mesmo jogo, só que com alterações na cartela com o nome escrito. Em nível mais avançado, o aluno pegará a cartela com o nome, e tentará associar à figura, mas o detalhe desse jogo é que a palavra não está escrita inteiramente, faltam letras, e nesse caso, antes de descobrir o par, o jogador terá que descobrir qual é a palavra.


Figura 2: jogo da memória - figuras e palavras inteiras


Figura 3: jogo da memória - figuras e palavras para completar

As cores e os trabalhos bem feitos também atraem as crianças. Se for o caso de trabalhar com sucatas, não se faz tantas exigências, mas se for o caso de aquisição de materiais para serem confeccionados, deve-se optar por cores fortes e vibrantes. O aproveitamento de materiais também é levado em conta, no jogo “Lince”, adaptação de um jogo já existente, pode-se observar as cores utilizadas: para o tabuleiro foi utilizada uma folha de papel cartão azul-escuro, e para as cartelas com os nomes foram utilizados retalhos de papéis coloridos. Esse jogo segue a foto abaixo, foi pensado da seguinte maneira: é para ser jogado no mínimo com três jogadores, sendo que um ficará somente sorteando as palavras. Esse jogador pegará uma palavra de dentro de um saco e mostrará aos demais jogadores, aquele que ler e primeiro encontrar a figura correspondente no tabuleiro ganha a cartela. Vencerá o jogador que obtiver mais cartelas.


Figura 4: lince

Outro jogo bem chamativo, e que também foram feitas adaptações a partir de um jogo já existente, foi o jogo do “Mico”. Nesse caso, montamos o jogo do “Mico Geométrico”, que funciona seguindo as regras do jogo tradicional. Dando-se, entretanto, ênfase ao estudo das figuras geométricas. Esse jogo foi criado por uma aluna do curso de matemática, durante seu estágio.


Figura 5: jogo do Mico Geométrico

Para reaproveitar papéis mais grossos, como de caixas ou papelão, montamos jogos de cartelas. Com o ensino já em estágio mais avançado, pode-se trabalhar com montagem de palavras e posteriormente de frases. Para o jogo de palavras foi colocado letras separadas nas cartelas. Aliás, esse jogo pode ser jogado individualmente ou em grupo e tem por objetivo formar o maior número de palavras possíveis nas cartelas. O jogo de frases funciona assim como o de palavras, só que formando, desta vez, frases.


Figura 6: jogo de palavras


Figura 7: jogo de Frases

Um outro jogo confeccionado foi o de sílabas. Para o mesmo utilizamos cartelas de papel colorido e figuras recortadas de revistas. A palavra foi dividida em sílabas e coladas em pedacinhos de papel, quando o vocábulo era mais complexo, colamos uma sílaba na cartela, de modo a facilitar. A criança deverá encontrar as sílabas correspondentes a cada palavra e montar na cartela.


Figura 8: jogo de sílabas

O tradicional dominó também foi modificado, ao invés de colocar duas figuras iguais, buscou-se colocar uma figura e seu nome. As pedras foram montadas em restos de fórmica que foram doados. Esse pode ser um material difícil de ser encontrado, mas pode ser substituído por papelão, é a intenção de reaproveitar tudo o que for possível.


Figura 9: dominó

Para estudar adição, subtração, multiplicação e divisão, montamos várias cartelas com aproximadamente 20 continhas, e os seus resultados em pedacinhos de papel separados. Esse jogo foi pensado para ser trabalhado em grupo, assim como a maioria dos jogos criados. O grupo deve resolver as contas, achar o resultado e encaixar na cartela. A equipe vencedora será aquela que terminar primeiro.


Figura 10: jogo de continhas

Essas são sugestões de como os jogos podem ser trabalhados em sala de aula para auxiliar no processo de ensino aprendizagem.
Fonte: http://alfabetizacaoejogos.blogspot.com.br/2009/11/sugestoes-de-jogos-pedagogicos.html

JOGO LINCE - percepção visual e atenção

o


O Jogo LINCE pode ser trabalhado pra o desenvolvimento da atenção, concentração, da percepção visual, etc. Fácil de ser construído e adaptado as diferentes necessidades.

7 de set. de 2012

Cinco Perguntas sobre a dislexia


Cinco perguntas sobre dislexia

Nem sempre as dificuldades dos alunos com a leitura e a escrita são sinônimo de dislexia - aliás, raramente são! Conheça cinco respostas essenciais para entender melhor o problema
Dislexia
Embora muitos já tenham ouvido falar de dislexia, pouca gente conhece as características do transtorno e a frequência com que realmente ocorre na escola. O que, de fato, é sintoma do problema? Por que ele é tão confundido com outras dificuldades de aprendizagem? O que a escola deve fazer a respeito? Veja cinco respostas sobre essas e outras questões. A consultoria é de Fábio Pinheiro, fonoaudiólogo do Laboratório de Investigação dos Desvios da Aprendizagem da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp). 

Leia mais 
Quatro mitos da dislexia

1. O que é dislexia? 

É um transtorno de aprendizagem que faz com que a criança ou adolescente apresente dificuldades para associar as letras e sílabas com seus sons correspondentes. De origem genético-neurológica, tem como característica uma alteração na parte do cérebro responsável pelo processamento da linguagem. É como se o disléxico enxergasse um punhado de letras numa sopa de letrinhas, sem um signifcado claro.
O obstáculo principal é converter o som em sinal gráfico (e o contrário também). Isso gera, por exemplo, problemas na leitura (mais lenta e silabada - com troca da sílaba tônica) e na escrita (erros ortográficos como inversões ou omissões das letras).
Esta condição permanece durante toda a vida acadêmica, da pré-escola ao ensino superior. Mas atenção: o disléxico tem uma inteligência normal e sua compreensão oral é preservada, assim como o raciocíonio lógico-matemático. Ou seja, o indivíduo tem uma dificuldade localizada, que não compromete 0 aprendizado global.
É muito diferente, por exemplo, de um transtorno de aprendizagem. Um aluno com esse problema tem um acometimento nas habilidades de leitura e escrita - como um disléxico -, mas vai apresentar dificuldades em todas as outras áreas do aprendizado, incluindo as habilidades relacionadas ao raciocínio lógico matemático e à compreensão oral, que não ocorrem como manifestação da dislexia.


2. A quantidade de alunos considerados "disléxicos" é exagerada?
Na opinião de muitos especialistas, sim. Há duas razões para isso. A primeira é a  falta de preparo para identificar os sinais de dislexia e de outros desvios de aprendizagem por parte dos educadores. Esta realidade mostra que é preciso investir na capacitação para identificar os sinais da maneira correta e desenvolver estratégias que minimizem o impacto na vida da criança e adolescente que realmente tem o transtorno.
Mas o segundo motivo é o principal responsável no exagero no total de diagnósticos: a tendência de relacionar as causas do fracasso escolar a distúrbios de saúde. Em geral, raciocínios do tipo "se o aluno está um pouco atrás do resto da turma e ainda não consegue ler direito, então é disléxico" não se sustentam. Em sua maioria, as dificuldades de aprendizagem têm outras origens: pode ser uma falta de familiaridade com o tema (como no caso de alunos em alfabetização com pouco acesso a textos escritos fora da escola), um ritmo de aprendizado diferente e mesmo uma inadequação com a metodologia de ensino da escola.
A dislexia, por sua vez, é uma condição relacionada à genética e ao sistema neurológico. Como há semelhanças nos sinais mais aparentes, algumas crianças são erroneamente rotuladas como disléxicas. Vale lembrar que apenas um profissional especialista pode dar um diagnóstico correto.
3. O que faz com que dislexia seja confundida com outras dificuldades de aprendizagem?
Retomando a explicação da pergunta 1, lembramos que a criança disléxica pode apresentar uma leitura mais lenta e silabada, além de erros ortográficos como inversões ou omissões das letras. Um rápida reflexão revela que essas são dificuldades semelhantes àquelas do início da alfabetização para qualquer criança, quando elas devem adquirir o domínio alfabético e a compreensão de que a escrita é uma representação da fala.
Infelizmente é comum que estes erros sejam considerados por alguns professores como sinais de dislexia, quando na verdade são inerentes ao processo de alfabetização - ou, se persistentes, podem ser apenas o resultado de uma metodologia de ensino que não focou tais habilidades e que permitiu o prosseguimento dos erros comuns dos primeiros anos. Por isso é fundamental avaliar todo o contexto e conhecer o percurso acadêmico do aluno, avaliando seu nível de aprendizagem para saber se ele realmente tem algum desvio.

4. O que a escola deve fazer? A escola tem papel central. Cabe a ela orientar todos os profissionais envolvidos, como coordenadores, professores e demais funcionários, instruindo-os para uma prática pedagógica com base nos conhecimentos científicos da área, evitando confusões entre as dificuldades de aprendizagem. Se a escola já tem um aluno disléxico, deve oferecer acompanhamento individualizado. A orientação dos pais e familiares é outra responsabilidade. Formas de cumpri-la incluem encontros, palestras e discussões com especialistas, desmistificando a dislexia e mostrando que existe em menor proporção do que se imagina.

Já o professor é o responsável por levantar os primeiros sinais e fazer os encaminhamentos para a busca de diagnóstico com um profissional especializado (neurologista, psicopedagogo ou fonoaudiólogo). Ele deve adequar o tempo das atividades propostas e criar estratégias que favoreçam a participação deste aluno em sala de aula. Também é possível fornecer o material que será exposto na lousa já impresso, com esquemas e organogramas ilustrativos, reforçando oralmente o conteúdo - já que o disléxico tem a compreensão oral preservada - e segmentando as atividades mais extensas.

5. Como é o tratamento?
Ele tem como base a terapia fonoaudiológica, em que a parceria dos pais e da escola é decisiva. A terapia consiste em encontros semanais com o fonoaudiólogo, que utiliza estratégias para aprimorar a fluência, a velocidade e a compreensão da leitura oral e silenciosa. Em geral, estes atendimentos contemplam o trabalho com os sons e a representação gráfica da fala.


copia do site: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/cinco-perguntas-dislexia-688413.shtml

MAIO 14, 2012


Tratamentos para dislexia ?



Os problemas que vem sendo mais estudados e também mais abordados são os problemas cerebrais que as pessoas podem ter, onde muitos podem ser percebidos desde a infância, onde muitas vezes a dislexia ou fonologia pode ser encontrada desde de muito cedo, sendo até mesmo na infância. Este tipo de problema pode ainda ser mais comum quando já existem casos desta doença na família, onde nada mais é do que uma alteração que ocorre no cromossomo 06 que assim afeta a fonologia do individuo.

Casos de o genitor da criança possuir esta alteração já pode fazer com que o bebe tenha a mesma patologia, onde muitas vezes os sintomas podem aparecer mais para fernte, por conta de que o gene que esta diretamente ligado a dislexia fica ativo no centro do cérebro, local de leitura que o ser humano. A dislexia começa se desenvolver na criança desde que a mesma tenha apenas um ano de idade, já os sintomas começam quando elas tem dificuldades de se expressa, falar, ler e soletrar, sendo que cada um em sua faixa etária. 

Então dentre todos os sintomas a gente pode encontrar:
- pronuncia de silabas erradas frequentemente;
- dificuldade em seguir rotina;
- começar a falar tarde de mais;
- lentidão para o desenvolvimento do vacabulario;
- dificuldade com coordenação motora;
- dificuldade com memória, contar fatos e historias

Já na época do ensino fundamental os sintomas podem ser diferentes, por conta de que o tipo de aprendizado pode vir de outra forma, sendo que dentre eles podem ser notados:

- fala dificultada;
- dificuldade em separar as seqüências de fato;
- habilidades auditivas;
- não conseguir definir hoje, ontem e amanhã;
- desorientação de tempo;
- problemas com direita e esquerda;
- etc.

No ensino médio ela pode se manifestar de outras formas, sendo que no ensino superior também, porem essa patologia tem tratamento e pode ser controlado os seus sintomas, sendo que logo após a mesma ser diagnosticada o medico vai um procedimento terapêutico e assim vai ser na intensidade que o grau de gravidade do mesmo exigir visando sempre o bem estar do paciente.

copia do site: http://moedeiro.blogspot.com.br/2012/05/tratamentos-para-dislexia.html

JULHO 04, 2008


4º mito: As causas da dislexia são genéticas



Estudos recentes conduzidos por Sally Shaywitz, neurologista da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, apontam para uma descoberta neurofisiológica que seria capaz de justificar a falta de consciência fonológica do disléxico. Mas, embora as principais instituições de estudo da doença aceitem atualmente a teoria de uma origem genética, oficialmente a dislexia ainda é um distúrbio sem causa definida. Sim, oficialmente é isso.

Pesquisas realizadas no Brasil e na Inglaterra pelo neurologista Saul Cypel, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Instituto de Neurodesenvolvimento Integral, colocam em xeque a maneira como são conduzidos esses tipos de teste de diagnóstico e revelam que, de cada 100 alunos encaminhados ao médico com suspeita de dislexia, apenas três efetivamente têm a doença. Elas demonstram que não há relação direta entre disfunções no exame eletroencefalográfico e dificuldades de aprendizagem.

Como os mecanismos de funcionamento da dislexia ainda são um mistério para a Medicina, só os sintomas é que conduzem a um diagnóstico – e eles podem apontar para caminhos equivocados.
Quando uma criança mostra dificuldades de aprendizagem associadas à dislexia, os exames às quais é submetida têm como intuito principal descobrir se existe outra causa perceptível para a doença. Se nenhum desvio físico ou psicológico é encontrado, toma-se a dislexia como uma patologia presente e mede-se, por meio dos sintomas, seu grau de severidade.

O tema, como se viu nestas quatro páginas, é bastante controverso e, obviamente, não se esgota aqui. Não há conclusões totalmente definitivas sobre a dislexia (suas causas, seus sintomas, sua ligação com a escola). O que sobra são dúvidas que precisam ser destacadas e exploradas num debate crítico. Como diz o filósofo francês Edgar Morin em seu livro Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro: “Será preciso ensinar princípios de estratégia que permitam enfrentar os imprevistos e as incertezas na complexidade do mundo contemporâneo. É preciso aprender a navegar em um oceano de incertezas em meio a arquipélagos de certeza”.

Então, como diagnosticar a dislexia?

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes que seja feito um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, mas não confirmam a dislexia. Os mesmos sintomas podem indicar outras síndromes neurológicas ou comportamentais.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada.
Uma equipe multidisciplinar formada por: Psicóloga, Fonoaudióloga e Psicopedagoga Clínica deve iniciar uma minuciosa investigação. Essa mesma equipe deve ainda garantir uma maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista, Otorrinolaringologista e outros, conforme o caso.A equipe de profissionais deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia. É o que chamamos de AVALIAÇÃO DIFERENCIAL MULTIDISCIPLINAR. 


PORQUÊ.... SOMOS DIS !??

PORQUÊ.... SOMOS DIS !?? 

 

COMO É A VIDA DE UMA PESSOA COM DIS...

PORQUÊ, SOMOS DIS !!!

Saiba , que entendo muito bem , quando vc fala (mal sabem eles o que tenho de fazer para chegar ate onde cheguei.... ´´e horrivel para mim. Agora vou ter que enfrentar um exame da ordem. Nao sei se mostro que sou dislexica ou nao para fazer a prova. Tenho que decidir, gostaria que vcs me orientasse o que devo fazer) vou te dar varias razões, para você não esconder que é dislexica, e outras tantas mais para você se cuidar e se respeitar em quanto há tempo. Seja quem você realmente é !!! Não seja preconceituosa com você mesma , como eu fui, por pura falta de conhecimento , coisa que você já tem.
e o mais importante ...tem a conciência dos seus direitos como cidadã. O meu conselho é: exerçar seus direitos e cumpra seus deveres, como ser pensante e atuante na nossa sociedade.

como vc sabe , também sou dislexica, mas só tive conciência do que estava acontecendo comigo, depois que ...já tinha meu emocional todo comprometido.
E mesmo assim , tive que passsar por mentirosa, pois já havia passado em um concurso publico, atuava como professora alfabetizadora e estava fazendo uma graduação em pedagogia. E te digo ...só eu e deus, sabia o que eu escondia !!!
Vivi toda minha vida com medo, e com vergunha , quando alguèm percebia meus erros ortograficos ,minha total incapacidade de escrever ao mesmo tempo que outra pessoa falava, não consiguia anotar as informações.
Com tudo isto, fui desfaçando para conseguir viver neste mundo letrado!!!
Até que minha mente e meu corpo , não suportou o estress!!! E tudo ficou encontrolavel, entrei em um processo de depressão, ansiedade e hiperatividade , altissimo.
Foi quando , fui em busca de ajuda medica. Sem saber o que eu escondia...os profissionais de saúde, se desdobraram em busca de explicações para o meu estado de saúde. Cada um chegou a um diagnostico conclusivo.
O psiquiatra, depressão e asiedade, que deveria ser trabalhada com terapia e medicação. A psicologa, hiperatividade causada por meu comportamento obcessivo de perfeição, e fata de confiança, deveria tentar me concentrar melhor no presente. O reumatologista, para ele eu estava com fibromialgia e outras coisas, causadas pelo estress, elevado, seria necessario procurar auternativas de relaxamento, e medicação. Fiz , hidroterapia, acupuntura, rpg , caminhada, cessão de relaxamento mental, com os psicologos, participei de programas para levantar minha auto-estima. Mais nada adiantava...tive outros sintomas, como gagueira, que foi trabalhado com a fonaldiologa. Labirintite, refluxo, que foram tratados por medicos da aréa, especialistas.
Depois tive problemas na visão, ai foi que tudo se entrelaçou, o oftalmologista , pedio um exame para descartar , adivinha o que?
Esclerose multipla....ai na resomância deu possitivo!!! E tudo levava a crer, neste diagnostico, quando se juntava tudo o que estava acontecendo com o meu corpo!!!
Pensa que acabou por ai!!?? Não! Tudo só estava recomeçando...
Mas paralelo a tudo isto, que vinha se passando, eu não parei de estudar, herá ponto de hora!!Para mim!! Fiquei de licença do trabalho , para tratamento, e ainda tive que enfrentar a doença da minha mãe que estava com o diagnostico de câncer. E meus filhos confusos e em plena adolecência. Eu estava completamente perdida!!!! Sem estrutura emocional, e sem controle cognitivo, esquecia as coisas , chorava muito,comecei a escrever e ler com muito mais dificuldades , já estava saindo da realidade, que me parecia um pesadelo!!
Mas, como uma boa dislexica, até então sem saber, não deixei de lutar contra o mundo. E quando estava fazendo minhas pesquisas para o trabalho do tcc, para conclusão do curso de graduação em pedagogia, sobre o tema que mais mim encomodava, os erros ortograficos em sala de aula e a visão do professor, quanto os problemas de aprendizagem. Por acaso, entrei no site da associação brasileira de dislexia, e quando estava lendo um depoimento de um dislexico adulto!!! O chão se abriu e o céu também...e as coisas foram tendo sentido, minha vida tava fazendo sentido. Eu estava diante , de uma explicação para a minha total "burrice"!!! Diante dos meus maiores medos, das minhas grandes vergunhas, das minhas piores dificuldades, e de tudo o que eu fazia questão de esconder, que erá a minha incompetência, diante do desafio de ler e escrever!!!
Mas o que eu julgava ter diante de me, toda solução para explicar todos as minhas angustias, sem fundamento , porquê , agora haveria uma razão. Senti meu esprírito leve, despreoculpado, pensei, agora não vou mais ter que mentir , tenho que revelar o meu maior segredo, e só atravez desta revelação serei liberta do medo, da vergunha, desta vida prisioneira da culpa de ser o que eu herá!!!
Bem , caros colegas, as coisas não foram, e não são tão faceis deste jeito que pensei...todos os profissionais de saúde que estavam , cuidando do meu equilibrio, duvidaram da minha verdade. Passaram a olhar , para me, como se eu estevesse, louca...e se perguntavam!!???
E questionavam, como eu tinha dislexia e tinha chegado onde cheguei sem ajuda!!??? Como eu saberia ler e escrever !!??? Porquê, e como poderia ter escondido isto!!!?? Bem , as respostas para estas perguntas, só eu e deus sabe o que tive que fazer,e tive que reunir forças,buscar conhecimento para meus argumentos e levanta uma quantia em dinheiro, para ir até são paulo, o unico lugar , onde teria profissionais seguramente competêntes para fazer o diagnostico, porquê todos os outros se mostravam completamente impossibilitados para assinar um laudo fechado de um diagnostico sobre dislexia.
E neste exato momento , luto contra todos os mesmos, sentimentos e há todos os mesmos pré-conceitos. E tenho que usar os mesmos meios para continuar sobrevivendo. Mas com uma diferênça fundamental,hoje já não tenho tanta vergonha de escrever errado, entendi que isto não mim tira o direito de ser respeitada e que sou competente e capaz .
Imagina ser ...professora alfabetizadora, pedagoga e atualmente estou fazendo pós- de psicopedagogia. Se tenho dificuldades...claro!! Se vejo discriminação nos olhos de muitos ...simmm!!! Fui aposentada pelo governo do distrito federal, por razões óbvias, que já não tenho forças para questionar.

Mas o que mais importa é que dessidi ir á luta, por mim e por nós!!

Quero que todo disléxico assuma sua condição, não somos doentes para procurar há cura...devemos ir a procura do entendimento do nosso ser pensante e atuante , diante desta sociedade letrada e preconceituosa.

Abjncrção!
Elizabete aguiar.
Perfil profissional:
Profª Elizabete M. Rodrigues R. da R. Aguiar.
Graduada em Pedagogia – UNB.
Especialização em Psicopedagogia Reeducativas Clínica e Institucional –UniEvangelica
Especialista e Neuropedagogia e Psicanálise – FTB.
Dir. Adm. Adjunta da Associação de Psicopedagogia – ABPp- Seção BRASÍLIA.
Profª da Secretaria de Educação do Governo do Distrito Federal – GDF.
Consultoria e Assessoria em Psicoeducação.



Neurociências na Educação - contribuições para a aprendizagem

NEUROCIÊNCIA DO APRENDIZADO

5 de set. de 2012

Garoto com síndrome de Down é impedido de embarcar em voo


Garoto com síndrome de Down é



 

impedido de embarcar em voo





Família, que comprou passagem na 1ª classe, reclama de discriminação. 

Empresa afirma que garoto estava agitado e podia colocar o voo em risco.

Do G1, em São Paulo

O menino Bede, impedido de embarcar em voo, em imagem da emissora KTLA  (Foto: Reprodução)O menino Bede, impedido de embarcar em voo, em
imagem da emissora KTLA (Foto: Reprodução)
Um casal da Califórnia, nos EUA, disse terem sido impedidos de viajar com o filho, que tem síndrome de Down, na primeira classe de um voo do aeroporto de Newark, em Nova Jersey, de volta para a casa da família, em Porterville.

De acordo com o “Huffington Post”, Joan e Robert Vanderhorst, disseram já ter viajado sem nenhum problema com o filho Bede pelo menos outras 30 vezes. “Minha esposa disse: ‘Bede nunca voou de primeira classe. Ele vai ficar empolgado’”, contou o pai.

O casal então gastou mais US$ 625 (cerca de R$ 1.250) para mudar para a primeira classe de um voo da American Airlines, mas ao tentarem embarcar foram avisados por um funcionário da companhia que não poderiam ir naquele avião porque o piloto dizia que Bede representava “um risco” para o voo.

Joan gravou o episódio com a câmera do celular. No vídeo, é possível ver o garoto brincando com um boné ao lado da fila, enquanto os pais discutem com o funcionário.

“Nunca algo assim havia acontecido com a gente. Por isso é tão chocante. Ele costuma nos trazer sorte, coisas boas acontecem quando Bede está conosco”, disse o pai Robert ao “Daily News”.

Os pais contaram à emissora KTLA que foram informados que o comportamento do garoto poderia atrapalhar o piloto, já que os assentos da primeira classe ficam muito próximos da cabine. “Nosso filho não é diferente de uma criança de 4 ou 5 anos no comportamento”, disse o pai.

Um porta-voz da American Airlines disse que o garoto estava agitado e correndo ao redor da área de embarque, o que fez com que os funcionários decidissem que ele “não estava pronto para o voar”.

Segundo Robert, o menino não correu, fez barulho ou causou qualquer outro distúrbio antes do voo. A família foi retirada do portão de embarque por autoridades do aeroporto e levada para um voo da United Airlines. Eles não receberam o dinheiro do upgrade do voo de volta, segundo a KTLA.

No voo seguinte, afirmam, eles foram colocados no final da aeronave. “Pela segunda vez, nós fomos discriminados, segregados”, reclama Robert, que pretende processar a American Airlines. Segundo o pai, o filho não se perturbou com o incidente, e cumprimentou todos no novo voo.
“Foi humilhante, horrível. Fomos tratados como criminosos”, disse Robert ao “Daily News”

Minha lista de blogs

Revista INCLUSIVE

div id=Inclusive-Widget>