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13 de mar. de 2013

SÍNDROME DE DOWN: FAMÍLIA, EDUCAÇÃO E APRENDIZAGEM


SÍNDROME DE DOWN: FAMÍLIA, EDUCAÇÃO E APRENDIZAGEM
Samira Gonçalves Queiroga da Costa, Nayara Marinho Weik, Yana Thamires Mendes Félix, Simone Salviano Alves, Larissa do Nascimento Lemos
Sumário
Ao se propor um estudo sobre crianças com Síndrome de Down, compreende-se que se trata de assunto de extrema importância para o processo de desenvolvimento desses indivíduos. O foco do presente trabalho foi compreender a Síndrome de Down enquanto limitação no desenvolvimento das crianças com essa alteração genética e o papel da família e escola na aprendizagem delas. A pesquisa foi bibliográfica visando conhecer e analisar as contribuições científicas ou culturais existentes sobre a temática em questão. Concluiu-se que as estratégias de intervenção devem promover a participação de todos: os alunos, pais, educadores e cuidadores no cotidiano escolar. Só assim é possível estimular a aprendizagem delas de forma efetiva, bem como assegurar cidadania e inclusão social.

Palavras - chave: Sindrome de Down; Família; Educação
INTRODUÇÃO
A Síndrome de Down (SD) ou trissomia do cromossomo 21 foi a primeira anomalia cromossômica detectada na espécie humana, descoberta e realizada por Lejeune, Gautier e Turpin. A denominação SD foi adotada pela primeira vez por John Langdon Down, em 1866.
Apesar de todas as limitações fisiológicas as crianças com SD se encontram potencialmente aptas a aprender, estando suas dificuldades concentradas no desenvolvimento de estratégias espontâneas e isto deve ser considerado em seu processo de aprendizagem.
É nos pais que os filhos depositam toda a sua confiança e procuram apoio, sustentação, afeto, aprendem os valores necessários para uma boa formação como ser humano, se desenvolvem e aprendem a se relacionar com o mundo que o cerca. Os pais devem proporcionar a seus filhos um ambiente que propicie o desenvolvimento das potencialidades, além de afeto e amor, especialmente se o familiar tiver a SD.
Dificuldades existem para todos, só que a criança que possui SD não consegue desenvolver estratégias espontâneas e este é um fato que deve ser considerado em seu processo de aquisição de aprendizagem. Essas crianças têm idade cronológica diferente de idade funcional, por isso não podemos esperar uma resposta de prontidão.

1 SINDROME DE DOWN
Os estudos que diferenciavam as pessoas com SD começaram no século XIX, com o cientista inglês John Langdon Hydon Down. Até então, essas pessoas eram vistas como um grupo homogêneo, tratados e medicados como tal. Em 1838, Esquirol fez referência a síndrome em um dicionário médico. Outros registros foram encontrados na história, no livro de Chambers, datado de 1844, no qual a SD é denominada “idiotia do tipo mongoloide”, e na descrição feita por Edouard Seguin (entre 1846 e 1866) que se referia à síndrome como um subtipo de cretinismo classificado como “cretinismo furfuráceo” (SILVA; DANSEN, 2002).
A SD é desencadeada através da duplicação do cromossomo 21, ou seja, ao invés do indivíduo apresentar dois cromossomos 21, possui três. A esta alteração denominamos trissomia simples, sendo esta a mais frequente. Outra alteração decorrente é a translocação. O erro genético também pode ocorrer pela proporção variável de células trissômicas presente ao lado de células citogeneticamente normais. Como consequência dessas alterações genéticas, todo o desenvolvimento e maturação do organismo portador da síndrome se torna comprometido, inclusive a parte cognitiva (SILVA, 2002).
Segundo Pueschel (2002), essa falha na divisão celular pode ser ocasionada em um desses três locais: nos espermatozoides, no óvulo ou durante a primeira divisão celular após a fertilização, e não raramente (20 a 30% dos casos), como resultante de um erro de divisão no espermatozoide, sendo neste caso, obviamente, ocasionado pelo pai. Os demais 70 a 80% estariam ligados à mãe.
As primeiras descrições sobre a síndrome baseavam-se nas características físicas, associadas ao funcionamento mental subnormal, alcançando uma descrição precisa da população estudada: cabelos pretos ou de uma cor amarronzada (como acontece com o povo mongol), ralos e lisos, face achatada e larga, olhos oblíquos e nariz pequeno. No caso da SD, a deficiência intelectual é uma das características frequentes, como parte de um quadro genético com patologia especifica.
Segundo Silva (2002), quanto ao desenvolvimento do sistema nervoso, a criança com SD, esta apresenta anormalidades estruturais e funcionais desde sua concepção, que resultam em disfunções neurológicas variando quanto à manifestação e intensidade. Porém, até os cinco anos o cérebro dessas crianças, encontra-se anatomicamente similar ao de crianças sem a síndrome, apresentando somente diferenças quanto ao peso. Sendo assim pode-se constatar que essas inúmeras alterações no sistema nervoso que são fatores determinantes em suas características mais marcantes, como por exemplo, distúrbios de aprendizagem e do desenvolvimento.
Apesar de todas essas limitações impostas fisiologicamente, as crianças com SD se encontram potencialmente aptas a aprender levando em consideração sua própria velocidade para atingir tal objetivo.

2 FAMILIA: PRIMEIRO UNIVERSO DE SOCIALIZAÇÃO
Os benefícios que a família proporciona como sobrevivência e socialização, mediam o contato entre o homem e a cultura, e passa a ser o centro das relações afetivas, sociais e cognitivas que estas estabelecem. É uma força que tanto auxilia como inibe o desenvolvimento do ser, dentro da esfera social.
Por atribuírem ao filho, antes mesmo de seu nascimento, uma série de expectativas que quando rompidas ocasionam um grande sofrimento, e por não saber como lidar com a nova situação, eles acabam criando barreiras no desenvolvimento dessas crianças.
No caso da SD, só cabe aos pais adaptarem-se às mudanças que estão por vir. Como a família tende a proteger em excesso os filhos com SD, isso pode prejudicar o desenvolvimento intelectual e autonomia desses sujeitos. A intenção de privá-los de possíveis erros e/ou acidentes em geral prejudica a convivência social, impedindo a aquisição de experiências fundamentais para o relacionamento humano.
Contudo, o ambiente pode dificultar essa reorganização interna da família, principalmente porque o nascimento de uma criança, por si só, já traz modificações em diversas dimensões das relações entre os membros de uma família (SILVA; DENSSEN, 1997; KREPPNER, 1989). Casarin (1999, p. 274) afirma que “a família precisa repensar o significado da SD para que, reformulando a imagem deformada que possuía, possa construir outra, não idealizada, que viabilize seu relacionamento com a pessoa portadora da síndrome”.
Também é fundamental que a família incentive a pratica de tudo que a criança assimila. Diante disso, a superproteção dos pais em relação à criança pode influenciar de forma negativa no processo de desenvolvimento da criança e normalmente estes se concentram suas atenções nas deficiências da criança de modo que os fracassos recebem mais atenção que os sucessos e a criança fica limitada nas possibilidades que promovem a independência e a interação social. As habilidades de autonomia pessoal e social proporcionam melhor qualidade de vida, pois favorecem a relação, a independência, interação, satisfação pessoal e atitudes positivas. (SILVA, 2002).
Durante muito tempo acreditava-se que a melhor intervenção para as crianças com SD seria tratamento médico. Posteriormente, a necessidade dessas crianças levou a inúmeras pesquisas que demonstraram que os melhores resultados são obtidos mediante estimulação precoce e trabalho conjunto com pais e professores. A falta de estimulação produz uma diminuição generalizada no desenvolvimento intelectual. Devemos trabalhar, fundamentalmente a área motora e cognitiva (GONZÁLEZ, 2007). O programa de estimulação precoce funciona adequadamente, quando dentro da família se oferece uma boa interação familiar, experiências de apoio (dispõe de brinquedos, mantém contatos com outras crianças, segurança e saúde.
Estudos de famílias que têm uma pessoa com SD apontam que não existem evidências de mais dificuldades entre os pais do que em grupos semelhantes de famílias com crianças sem a síndrome. A maioria dos pais afirma que a deficiência os aproximou mais e a família vive mais unida. O que realmente há é um conflito, devido a falta de informações sobre a deficiência, por isso é tão importante a postura dos profissionais de saúde, os quais estão preparados a atender uma família que possuirá uma criança com SD (GOUVEIA; FELIX, 2009).
As interações estabelecidas na família são as que trazem implicações mais significativas para crianças com SD, embora outros sistemas sociais como escola, trabalho dos genitores e clube, também contribuem muito para o seu desenvolvimento. A diferença entre os comportamentos interativos de crianças com SD e as crianças ditas normais estão também relacionadas à baixa habilidade de linguagem expressiva (SILVA; DESSEN, 2002).

3 A APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS COM SINDROME DE DOWN
O desenvolvimento do ser humano é um processo de aquisição de habilidades e crescimento, baseado na interação entre fatores biológicos, psicológicos, culturais e ambientais, é algo complexo, e por isso cada pessoa tem seu modo de desenvolver. No caso das crianças com SD, é por meio da linguagem que ela irá expressar desejos, vontades, necessidades, interagir com outros humanos, brincar.
A prontidão para a aprendizagem depende da complexa integração dos processos neurológicos e da harmoniosa evolução de funções especificas como linguagem, percepção, esquema corporal, orientação têmporo-espacial e lateralidade. É comum observarmos na criança com SD, alterações severas de internalizações de conceitos de tempo e espaço, que dificultarão muitas aquisições e refletirão especialmente em memória e planificação, além de dificultarem muito a aquisição de linguagem. Outras deficiências que implicam em dificuldades no desenvolvimento da aprendizagem são: alterações auditivas e visuais; incapacidade de organizar atos cognitivos e condutas, debilidades de associar e programar sequencias (SILVA, 2002).
Crianças com SD apresentam uma capacidade de memória auditiva de curto prazo mais breve, o que dificulta o acompanhamento de instruções faladas, especialmente se elas envolvem múltiplas informações ou orientações consecutivas. Essa dificuldade pode, entretanto, ser minimizada se essas instruções forem acompanhadas por gestos ou figuras que se refiram às instruções dadas (BISSOTO, 2005).
O atraso psicomotor está presente nas atividades que envolvem o equilíbrio, a coordenação de movimentos, bem como a sensibilidade, o esquema corporal e a orientação espaço-temporal. Para amenizar essa problemática, a estimulação precoce também é essencial para todas as crianças, inclusive as com SD (COTRIM; RAMOS, 2011).
Estas dificuldades ocorrem principalmente porque a imaturidade nervosa e não mielinização das fibras pode dificultar funções mentais como: habilidade para usar conceitos abstratos, memória, percepção geral, habilidades que incluam imaginação, relações espaciais, esquema corporal, habilidade no raciocínio, estocagem do material aprendido e transferência na aprendizagem. As deficiências e debilidades destas funções dificultam principalmente as atividades escolares.
Com habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de uma deficiência intelectual leve à profunda, estima-se que a incidência é de 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos para que seja apresentado um quadro de deficiencia profunda. Apresentam maior dificuldade de concentração durante médios e longos períodos de , e por isso, as atividades devem ser estimulantes e suficientes para lhes captar a atenção. Isso repercute em dificuldades na aquisição da linguagem oral, devido à pequena cavidade bucal e ao próprio atraso provocado pela síndrome. LIMA, 2009).
Os processos psicológicos básicos mais prejudicados pela presença do cromossomo 21 são os de percepção auditiva, atenção, cognição, motivação e linguagem (TRISTÃO, FEITOSA, 1998). Com a deficiência a criança desenvolve mais lentamente comparada a outra criança sem a Síndrome, assim a aprendizagem de habilidades novas, a atenção durante um longo período de tempo e a memorização das coisas que aprende pode ser uma tarefa difícil, mas não impossível.
Alguns estudos têm mostrado também que as crianças com SD aprendem a ler mais facilmente através do uso do computador e que a leitura auxilia no desenvolvimento da linguagem. Essas crianças ao usar as palavras que vêm impressas do que as que ouvem. Provavelmente porque sua memória visual é melhor que sua memória auditiva (CASARIN, 1999).
De fato, muitos pesquisadores observaram que os cuidados e a estimulação que a criança recebe no ambiente familiar são muito importantes no aprendizado da fala, pois na maior parte do seu tempo a criança está com a família. Mesmo com a ajuda de profissionais e estimulação no ambiente familiar, é necessário um período prolongado para comunicar-se com um bom vocabulário e articulação adequada das palavras (TRISTÃO; FEITOSA, 1998).
Utilizar gestos associados à intenção de comunicar é um incentivo para as crianças sempre que não consigam se expressar-se oralmente. Outra ferramenta que vai ajudar é o ensino da leitura, pois a escrita torna a linguagem visível, isto é, a linguagem passa a ter forma de desenho. O que está escrito pode ser visualizado durante o tempo que a criança necessitar e desta forma ter tempo de processar a informação escrita e recordá-la posteriormente (LIMA, 2009).
As dificuldades atrapalham principalmente as atividades escolares, e estas ocorrem porque a imaturidade nervosa e não mielinização das fibras dificultam as funções mentais como: habilidade para usar conceitos abstratos, memória, percepção geral, habilidades que incluam imaginação, relações espaciais, esquema corporal, habilidade no raciocínio, estocagem do material aprendido e transferência na aprendizagem. Uma das funções mais importantes é a linguagem que acaba se desenvolvendo mais lentamente nas crianças com SD (SANTOS, 2005).
Alguns pontos devem ser sempre considerados como parte importante do processo, são eles: estruturar seu autoconhecimento; desenvolver seu campo perceptivo; desenvolver a compreensão da realidade; desenvolver a capacidade de expressão; adquirir hábitos de bom relacionamento; adquirir destreza com materiais de uso diário; atuar em situações do dia a dia; adquirir conceitos de forma, quantidade, tamanho espaço tempo e ordem; desenvolver interesses, habilidades e destrezas que o oriente em atividades profissionais futuras; ler e interpretar textos expressos em frases diretas; entre outros (SILVA, 2002).
Todas as estratégias de intervenção devem ser elaboradas a partir do nascimento, mas a fase crítica para essa aprendizagem é de zero a três anos de idade cronológica. Essas estratégias visam facilitar o desenvolvimento de seu potencial existente nas áreas de socialização, linguagem, cognição, motora e atividades de vida diária. A participação da família é fundamental nesses programas de estimulação, que pode auxiliar o desenvolvimento motor e social.

4 A ESCOLA COMO ESPAÇO DE ESTIMULAÇÃO
A educação especial é uma modalidade de ensino, que promove o desenvolvimento global a alunos portadores de deficiências, que necessitam de atendimento especializado, assegurando-lhe o pleno exercício dos direitos básicos de cidadão e efetiva integração social.
Práticas pedagógicas adaptadas as diferenças individuais veem sendo promovidas dentro das escolas do ensino regular. No entanto, requerem metodologias, procedimentos pedagógicos, materiais e equipamentos adaptados (SAHB, 2006).
A aquisição de aprendizagem das crianças com SD está sujeita a como a escola e os profissionais que se propõem a motivar a criança, com estratégias de ensino diferenciadas, estão buscando utilizar desafios e treinamentos adequados às condições de cada uma. O professor pode ainda ajudá-las a definir níveis de dificuldades, favorecendo uma tomada de consciência do que elas já conseguiram, ajudando a visualizar seus erros, demonstrando as relações entre seus esforços e aquisições.
Cabe a este mediador, enriquecer o ambiente linguístico da classe através de contos, vivências, dramatizações, para que a criança ao ler a palavra crie uma representação mental, bem como exercícios de segmentação das palavras através de rimas, poesias, trava-línguas, canções, entre outras coisas. Assim, permite-se a criança associar os símbolos aos sons. Estes tipos de atividades contribuem para o desenvolvimento cognitivo e social, e são oportunidades de fazer amizades, quando realizadas em grupo.
O trabalho pedagógico deve respeitar seu ritmo e estimulá-la adequadamente para desenvolvimento de suas habilidades. Programas devem ser criados e implementados de acordo com as necessidades específicas que apresentam. Frequentar a escola permitirá adquirir conhecimentos, cada vez mais complexos que serão exigidos pela sociedade e no seu dia-a-dia. Consoante a Silva (2002) o ensino não deve ser teórico e metódico e sim deve ocorrer de forma agradável e gradual, pois estas crianças não conseguem absorver grande número de informações. Também não devem ser apresentadas informações isoladas ou mecânicas, tudo deve ser contextualizado.
O desenvolvimento, ampliação e especialização das possibilidades psicomotoras da criança com SD permitem que esta realize atividades didáticas simples e assim se inicia o processo de alfabetização, onde a criança não só esta criando, formando conceitos e categorias conceituais para perceber a realidade e ordenar o mundo que a rodeia. Assim de forma agradável e prazerosa a criança vai desenvolvendo atividades físicas, emocionais e cognitivas que possibilitam a elaboração do pensamento.
Infelizmente, o professor, apoiado em sua formação, costuma privilegiar certos conteúdos em detrimento de outros, fazendo um circuito repetitivo e desvinculado da realidade do aluno. Assim, o sujeito desenvolve uma prática alienada. É o que tem acontecido com a maior parte dos nossos professores, sejam eles do ensino regular ou especial.
É de suma importância que a escola conheça cada dificuldade e habilidade de cada criança com intuito de promover suas necessidades básicas para aprendizagem e desenvolvimento muito antes do início do ano letivo. Procura-se identificar na criança os rendimentos, atitudes, motivação, interesse, relações pessoais, forma de assumir tarefas e enfrentar situações, a partir disso são planejadas as adaptações direcionadas ao apoio pedagógico favorecendo as aquisições em prol de possibilitar novas aprendizagens.
Consoante a isso, Fonseca (2004) traz a educação psicomotora para dentro do contexto escolar, a fim de desenvolver práticas de caráter preventivo e educativo que garantam o desenvolvimento integral da criança com deficiência ou, neste caso, com SD, nas várias etapas de seu crescimento, possibilitando a formação e estruturação da representação de cada pessoa em relação ao seu corpo.
As estratégias pedagógicas com material concreto e atividades lúdicas são as mais indicadas e trabalhadas, algumas delas são: desenho, dobraduras de papel, recorte e colagem, quebra-cabeça, jogos de tabuleiro, para que elas e os educadores possam perceber seu ritmo criativo; pintura a dedo e corporal com pincel, dedo e canetas, como também, em papéis ou objetos que caracterizem uma imagem de expressão abstrata e corporal, para o desenvolvimento da coordenação motora ampla; envolvê-las em atividades como danças, futebol, rodar pneu de borracha, brincar de estátua, cirandas, esconde-esconde dentre outras, para desenvolvimento da coordenação motora geral. Uma forma de auxiliar essa adaptação é compor duplas ou trios para desempenhar uma atividade, onde a criança trabalhe com repertórios mais desenvolvidos de outras crianças, estimulando seu crescimento.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A educação especial é determinante no processo de estimulação inicial e cabe ao professor de turmas com crianças com SD trabalhar para o desenvolvimento das atividades diárias, participar das atividades familiares, desenvolvendo nessas crianças habilidades que as levem a exercer dignamente sua cidadania e até mesmo uma atividade profissional. Para isso, profissionais especializados e cuidados especiais devem ser tomados, para assim possibilitar um maior rendimento e desenvolvimento educacional.
É uma troca mútua de aprendizado, onde todos estarão aprendendo desde cedo a compreender a diferença, partilhar aprendizados, trocar experiências, planejar em conjunto. O apoio ao professor também é fundamental, não para lidar especificamente com esse aluno, mas com toda a classe, oferecendo educação de qualidade para todos, por isso é necessário uma capacitação para todos os profissionais da escola.
O comportamento social da pessoa com SD é influenciado diretamente pelo ambiente que a cerca, o que pode limitar ou ampliar as oportunidades do seu desenvolvimento e de suas possibilidades de integração social. Se não houver uma orientação, suas limitações causarão problemas como isolamento, desconforto em atividades em grupo, e mesmo dependência de cuidadores. É preciso criar um espaço em que elas possam se expressar e interagir.
O papel da estimulação tanto no ambiente familiar, quanto na escola, deve ser baseada na necessidade da criança de vivenciar experiências permitiram seu desenvolvimento. A rotina e o aconchego familiar dão à criança oportunidades para aprender e desenvolver-se, porém, é através da participação conjunta da família e da escola, que essa aquisição da aprendizagem pode ser bem sucedida.
A necessidade do trabalho psicomotor nas crianças com SD, como forma de estimulação precoce para o desenvolvimento do potencial mental, escolar e social, deve ser uma ferramenta pedagógica aliada ao estímulo da comunicação nas instituições de ensino, que devem priorizar desenvolver a aprendizagem nessas crianças, com atividades que auxiliem o desenvolvimento sócioafetivo.
Escola e a família precisam aprender a dialogar atravessadas por esse objetivo maior, pois a estimulação precoce é fundamental para minimizar as diferenças no aprendizado dessas crianças. Os pais e educadores precisam estar preparados para este papel no processo educativo, buscando informações, capacitação e debates, para tornar o processo de aprendizagem dessas crianças o melhor possível.
Ao elaborar estratégias de intervenção para essas crianças, é preciso ter em mente que elas devem propiciar a participação de todos os alunos no cotidiano escolar, estimulando a apropriação do conhecimento, bem como oferecer orientação pedagógica especializada para os alunos com SD, objetivando o respeito à cidadania e a conquista de sua autonomia.
É necessária uma mudança na proposta pedagógica, uma postura diferenciada, onde o educador planejará adaptações focadas em conteúdos, atividades e organização de elementos pessoais e materiais para favorecer novas aprendizagens, fazendo a mediação entre os conteúdos curriculares e os repertórios já adquiridos pela criança. Devendo também reconhecer a participação construtiva do aluno, chamando a criança para construir os conteúdos de sua aprendizagem, e assim explorar suas habilidades.
A aprendizagem é muito mais que socialização. Não é apenas um enquadramento num determinado padrão cultural. Por essa perspectiva, a socialização e a aprendizagem têm como objetivo ajudar as crianças a serem sujeitos autônomos.
Bibliografia
BISSOTO, M. L. Desenvolvimento Cognitivo e o Processo de aprendizagem do portador de síndrome de Down: revendo concepções e perspectivas emocionais. Ciência e Cognição, v.8, p80-88, 2005. Disponível em<http://cienciaecognicao.org> Acesso em 03 set. 2011.
CASSARIN, S. Aspectos psicológicos na SD. In: J. S. Schwartzman (Org.) São Paulo: Mackenzie, 1999, p. 263-285.
COTRIM, D. B.; RAMOS, V. A Psicomotricidade como instrumento pedagógico para crianças com SD. Disponível em<http://www.unifai.edu.br/publicacoes/artigos_cientificos/alunos/pos_graduacao/02. pdf> Acesso em 06 out. 2011.
CRAWLEY, S.B.; SPIKER, D. Mother-child interactions involving two-year-olds with Down Syndrome: a look at individual differences. Child Development, 54, 1312-1323, 1983.
FONSECA, V. da. Psicomotricidade: Perspectivas multidisciplinares. Porto Alegre: Artmed, 2004
GONZÁLEZ, E. Necessidades educacionais específicas: intervenção psicoeducacional. Porto Alegre: Artmed, 2007.
GOUVÊA, D. H.; FELIX, M. A. Síndrome de Down: Contextualização e a Socialização como método facilitador da educação inclusiva. 34 fl. Monografia. Pós-Graduação em Educação Inclusiva. Centro Integrado de Tecnologia e Pesquisa da Paraíba, Itaporanga D’ajuda, 2009.
KREPPNER, K. The interplay between individual and family development: Some results from a 7 – year longitudinal study. In: M. A. Luszcz & T. Nettelbeck (Orgs.), Psychological development: Perspectives across the life-span (p. 25-36). North-Holland: Elsevier Science Publishers, 1989.
LIMA, S. W. de. Arterapia: Um caminho para o desenvolvimento da autonomia dos jovens com SD. 57 fl. Monografia. Pós-Graduação em Arte Terapia. Universidade Potiguar, Natal, 2009.
PUESCHEL, S. M. Síndrome de Down: guia para pais e educadores. Campinas: Papirus, 2002.
SAHB, W. F. Educação especial: olhar histórico, perspectivas atuais e aporte legal. 2006. Disponível em: <http://www.buscalegis.ufsc.br/revistas/files/journals/2/articles/29077/public/29077-29095-1-PB.pdf>. Acesso em 10 jun. 2012.
SANTOS, H. J. A família no processo de desenvolvimento e aprendizagem da criança com SD. Trabalho de Conclusão de Curso. Graduação em Pedagogia. Faculdades Integradas da Terra de Brasília, Distrito Federal, 2005.
SILVA, N. L. P.; DESSEN, M. A. Síndrome de Down: etiologia, caracterização e impacto na família. Interação em Psicologia, vol 6, n 2, p. 167-176, 2002.
SILVA, Roberta Nascimento Antunes. A educação especial da criança com SD. Pedagogia em Foco. Rio de Janeiro, 2002. Disponível em: http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdslx07.htm. Acesso em 8 jun. 2012.
SMEHA, L. N. O grupo organizado a partir das diferenças: Estudo das relações entre crianças com SD e seus colegas de classe. 2006. Dissertação de Mestrado. Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande Do Sul, Porto Alegre.
TRISTÃO, R. M.; FEITOSA, M. Â. G. Linguagem na Síndrome de Down. Psicologia: Teoria e Pesquisa, vol 14, pp 127-137, 1998.
Currículo(s) do(s) autor(es)
Samira Gonçalves Queiroga da Costa, Nayara Marinho Weik, Yana Thamires Mendes Félix, Simone Salviano Alves, Larissa do Nascimento Lemos - (clique no nome para enviar um e-mail ao autor) - Samira Gonçalves Queiroga da Costa: Graduada do curso de Psicologia pela UFPB. Nayara Marinho Weik: Graduada do curso de Psicologia pela UFPB. Yana Thamires Mendes Félix: Graduada do curso de Psicologia pela UFPB. Simone Salviano Alves: Mestranda de Psicologia na UFPB, Graduada do curso de Psicologia pela UFPB. Larissa do Nascimento Lemos: Pós-Graduanda em Gestão de Pessoas, Graduada do curso de Psicologia pela UNIPÊ.

Fonte: psicopedagogiaonline.com.br

16 de jan. de 2013

NEUROPSICOPEDAGOGIA - fique por dentro!

Neuropsicopedagogia

Open Mind
Como já havia mencionado em outra postagem, tudo que se relacione a Neuropsicopedagogia, venho trazendo para cá para que conste como referencial de pesquisa para acadêmicos desta área. Portanto, na revista InformAção, de setembro de 2012, editada pela IERGS (Instituto Educacional do Rio Grande do Sul), página 2,  consta uma nota de Destaque sobre a Neuropsicopedagogia, a qual transcrevo abaixo:
     Em meio aos debates sobre a educação inclusiva, um profissional vem sendo cada vez mais procurado por instituições que objetivam oferecer educação de qualidade para crianças e adolescentes com alguma deficiência cognitiva: o neuropsicopedagogo. Aliado a psicopedagogia à neurociência, este especialista possui conhecimento amplo das bases neurológicas do aprendizado e do comportamento, facilitando assim seu estímulo nos diversos contextos e, consequentemente, o sucesso no processo educacional.

    A especialização em neuropsicopedagogia é destinada a profissionais que desejam ampliar as dificuldades de aprendizagem, buscando assim o entendimento da complexidade do ato de aprender. Segundo Fernanda Garcia Perez, especialista em neuropsicologia, a neurociência permite investigar as funções do cérebro: linguagem, atenção, memória de curto prazo, memória de longo prazo, condutas motoras, funções executivas, cognição, além dos aspectos emocionais. “Ela fornece dados objetivos e formula hipóteses sobre o funcionamento cognitivo, atuando como auxiliar na tomada de decisões, fornecendo dados que contribuam para as escolhas de tratamento”, afirma ela.

     O neuropsicopedagogo é o profissional mais capacitado para intervir e reabilitar as funções neurofuncionais alteradas, para que assim seja alcançado o sucesso no processo educacional, conforme Fernanda. Com seu conhecimento em relação às dimensões neurológicas, psicológicas e cognitivas do sujeito, bem como os aspectos afetivos e culturais em que está inserido, esse especialista é capaz de desenvolver um trabalho de acompanhamento mais eficaz, proporcionando assim um processo de aprendizagem eficiente.

     Compreender o cérebro da criança ou do adolescente e e seus processos cognitivos colabora na intervenção, quando necessária, no desenvolvimento linguístico, psicomotor, psíquico e cognitivo destes, estabelecendo, dessa maneira, alternativas no processo educativo para que se tornem possíveis a inclusão e o aprendizagem das crianças com deficiência. Contudo, é importante ressaltar que essa inclusão só acontece quando há um trabalho conjunto de toda uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais que atuam coletivamente para que esses processo aconteça de forma tranquila e segura, respeitando, desse modo, as limitações de cada indivíduo.

NEUROPSICOPEDAGOGIA


             NEUROPSICOPEDAGOGIA

A Neuropsicopedagogia é uma área de conhecimento e pesquisa na atuação interdisciplinar, voltada para os processos de ensino-aprendizagem, que integra avaliação e a intervenção em situações que envolvam esses processos no plano individual ou coletivo. Ela ainda é considerada uma práxis (prática fundamentada em referenciais teóricos) e não uma ciência. Entende-se como: “Área de estudo das neurociências na qual objetiva a análise dos processos cognitivos, potencialidades pessoais e perfil sócio – econômico, a fim de construir indicadores formais para a intervenção clínica frente aos educandos padrões com baixo desempenho e que apresentam disfunções neurais devido a lesão neurológica de origem genética, congênita ou adquirida.” (ROTTA Apud COSENZA:2010)

ATUAÇÃO DO NEUROPSICOPEDAGOGO

Além das atribuições do psicopedagogo de estudar as características da aprendizagem humana, processos de “ensinagem” e a origem das alterações na aprendizagem promovendo a identificação, diagnóstico, reabilitação e prevenção frente às dificuldades e distúrbios das aprendizagens, o neuropsicopedagogo, mediante seus saberes e conhecimentos em neurociências, poderá elaborar pareceres de encaminhamento para neurologistas, pediatras e psiquiatras, auxiliando-os na identificação diagnóstica, mediante o quadro de sintomas e queixa principal.

 Na Unidade Escolar, irá atuar com os pais mediante a explanação clínica do distúrbio e as condutas a serem desenvolvidas, com intuito de realizar um processo sistêmico de tratamento e intervenção, colocando a família como principal agente prognóstico do sucesso da intervenção. Sempre num trabalho interdisciplinar com o Orientador Educacional. Caso a escola possua esse profissional.

BASES PARA O SURGIMENTO DA NEUROPSICOPEDAGOGIA:

• Lei 3124/97 – Senado Federal.
• Certificado de especialista com registro no MEC – CNE;
• Estar devidamente registrado na ABPp;

Fontes consultadas:
KRUG, Clarice Luiz. Neuropsicopedagogia e Contextos de Atuação. Novo Hamburgo: CENSUPEG, 2011. Aula expositiva do Curso de Neuropsicopedagogia Clínica e Educação Inclusiva.
 

Neuropsicopedagogia (informações)

Ana Lúcia Hennemann-Maio/2012
          Nos últimos cem anos, nossa visão de como ocorrem os processos cerebrais vem sofrendo muitas mudanças. Novas concepções de estímulo-aprendizagem vem sendo reformuladas, diante às contribuições das Neurociências. Diferentes campos de conhecimentos perceberam a necessidade de agregar os estudos das neurociências aos seus. Sendo assim, começam a surgir interesse dos mais diversos campos da ciência, tais como: neurobiologia, neurofisiologia, neuroquímica, neuropediatria, neuropsicologia, neuropedagogia e também a Neuropsicopedagogia.
             Para ter a especialização em “neuro” em qualquer área, faz-se necessária jornadas de muito estudo, pesquisa, conhecimento das funções cerebrais. Entretanto, cabe ressaltar que existem neurocientistas clínicos e experimentais, que conforme Bear (2008, p.14)
[...] a pesquisa em Neurociências (e os neurocientistas) pode ser dividida em dois tipos: clínicas e experimentais. Pesquisa clínica é basicamente conduzida por médicos. As principais especialidades dedicadas ao sistema nervoso humano são a neurologia, a psiquiatria, a neurocirurgia e  a neuropatologia (Tabela 1.1). Muitos dos que conduzem as pesquisas clínicas  continuam a tradição de Broca, tentando deduzir as funções das várias regiões do encéfalo a partir dos efeitos comportamentais das lesões. Outros conduzem estudos para verificar os riscos e os benefícios de novos tipos de tratamento.
Fonte: Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso - BEAR.2008

Porém, Bear (2008) ainda apresenta outra tabela com alguns tipos de especialistas que se aliaram aos conhecimentos neurocientíficos, sendo considerados assim, Neurocientistas Experimentais, onde os Neuropsicopedagogos podem se enquadrar.

Fonte: Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso - BEAR.2008

          Numa visão mais abrangente, pode-se dizer que Neuropsicopedagogia é uma ciência que estuda o sistema nervoso e sua atuação no comportamento humano, tendo como enfoque a aprendizagem. A Neuropsicopedagogia procura fazer inter-relações entre os estudos das neurociências com os conhecimentos da psicologia cognitiva e da pedagogia.
         A Neuropsicopedagogia tem sua base na Psicopedagogia, porém conforme Krug (2011) além das atribuições do psicopedagogo de estudar as características da aprendizagem humana, processos de ensinagem e a origem das alterações na aprendizagem promovendo a identificação, diagnóstico, reabilitação e prevenção frente às dificuldades e distúrbios das aprendizagens, o neuropsicopedagogo, mediante seus saberes e conhecimentos em neurociências, poderá elaborar pareceres de encaminhamento para neurologistas, pediatras e psiquiatras, auxiliando-os na identificação diagnóstica, mediante o quadro de sintomas e queixa principal.
        A Neuropsicopedagogia tem as mesmas bases de regulamentação da Psicopedagogia, pautadas nos seguintes documentos:
• Lei 3124/97 – Senado Federal, que pode ser acompanhada a sua tramitação pelo site da Câmara dos Deputados;
        Também as atividades e atribuições do profissional em Psicopedagogia, servem de base para os da Neuropsicopedagogia, conforme dispõe o art. 4º do projeto de lei 3512 de 2008, que regulamenta a função de psicopedagogo:
v intervenção psicopedagógica, que visa a solução dos problemas de aprendizagem;
v realização de diagnóstico psicopedagógico;
v utilização de métodos, técnicas e instrumentos psicopedagógicos para a pesquisa, prevenção, avaliação e intervenção relacionadas à aprendizagem;
v consultoria e assessoria psicopedagógicas;
v apoio psicopedagógico;
v supervisão em trabalhos teóricos e práticos em psicopedagogia;
v orientação, coordenação e supervisão dos cursos de psicopedagogia;
v direção de serviços de psicopedagogia;
v projeção, direção ou realização de pesquisas psicopedagógicas.
           Contudo, os Neuropsicopedagogos possuem um conhecimento melhor estruturado sobre a função cerebral, entendendo a forma como esse cérebro recebe, seleciona, transforma, memoriza, arquiva, processa e elabora todas as sensações captadas pelos diversos elementos sensores para, a partir desse entendimento, poder adaptar as metodologias e técnicas educacionais a todas as pessoas e principalmente, aquelas com características cognitivas e emocionais diferenciadas. Diante desses saberes, os Neuropsicopedagogos poderão desempenhar funções como:
·                     Rever aspectos do desenvolvimento humano a partir das novas descobertas das neurociências;
·                     Enumerar fatores que afetam negativa e positivamente o desenvolvimento neuropsicológico;
·                     Reconhecer aspectos envolvidos nos processos de memória e atenção relativos à aprendizagem;
·                     Compreender os problemas referentes ao Déficit de Atenção e Hiperatividade, transtornos de aprendizagem para que se realizem encaminhamentos pedagógicos pertinentes a cada caso;
·                     Relacionar memória e desenvolvimento destacando recursos que favorecem a aprendizagem;
·                     Assessoramento técnico frente a instituições voltadas ao trabalho de Educação Especial Inclusiva, Atendimento Clínico ou, em mais recente proposta, no apoio ao trabalho com a Saúde Mental.
            De acordo com o Centro-Sul Brasileiro de Pesquisa e Extensão – CENSUPEG, considerada uma das instituições pioneiras no Brasil em ofertar o Curso de Pós-Graduação com Especialização em Neuropsicopedagogia, os profissionais desta área são qualificados para:
• Compreender o papel do cérebro do ser humano em relação aos processos neurocognitivos na aplicação de estratégias pedagógicas nos diferentes espaços da escola, cuja eficiência científica é comprovada pela literatura, que potencializarão o processo de aprendizagem.
• Intervir no desenvolvimento da linguagem, neuropsicomotor, psíquico e cognitivo do indivíduo.
• Adquirir clareza política e pedagógica sobre as questões educacionais e capacidade de interferir no estabelecimento de novas alternativas neuropsicopedagógicas e encaminhamentos no processo educativo.
• Compreender e analisar o aspecto da inclusão de forma sistêmica, abrangendo educandos com dificuldades de aprendizagem e sujeitos em risco social.
         Entretanto, ainda se faz necessária a regulamentação da Neuropsicopedagogia, seguindo assim o exemplo do Conselho Regional de Psicologia, o qual regulamentou o Especialista em Neuropsicologia, porém no site da Associação Brasileira de Psicopedagogia há informações de quais os procedimentos legais para abrir um consultório voltado a prática psicopedagógica.
Fontes de Consulta:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA. Estatuto da associação Brasileira de Psicopedagogia- ABPp. São Paulo, [2012] Disponível online em: http://www.abpprs.com.br/cms/files/estatuto.pdf  Acesso em 18/04/2012
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSICOPEDAGOGIA. Faq- Mercado de Trabalho e Atuação do Psicopedagogo. São Paulo, [2012] Disponível online em: http://www.abpp.com.br/faq_aspectos.htm Acesso em 18/04/2012
BEAR, F. Mark. CONNORS, Barry. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso. 3.ed. Porto Alegre, ARTMED, 2008.
BRASIL. Pós-Graduação. Disponível online em: http://portal.mec.gov.br/index.php?Itemid=349&id=387&option=com_content&view=article Acesso em 19/04/2012
CAMARA DOS DEPUTADOS. Projeto de Lei 3.124/97. Disponível em http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=19139
Acesso em 22/04/2012
CAMARA DOS DEPUTADOS. Projeto de Lei 3.512/08. Disponível em http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=398499
Acesso em 22/04/2012
CENTRO SUL-BRASILEIRO DE PESQUISA, EXTENSÃO E PÓS-GRADUAÇÃO - CENSUPEG. Neuropsicopedagogia Clínica. Disponível online em: http://www.censupeg.com.br/censupeg_site/index.php/onde-atuamos/sc/89-neuropsicopedagogia-clinica Acesso em 10/05/2012
CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA. Atuação do Psicólogo especialista em Neuropsicologia. Disponível online em http://www.crppr.org.br/download/277.pdf Acesso em 25/04/2012
KRUG, Clarice L. Neuropsicopedagogia e Contextos de Atuação. Novo Hamburgo: CENSUPEG, 2011. Aula expositiva do Curso de Neuropsicopedagogia Clínica e Educação Inclusiva.
RACY, Andrea. VIEIRA, Patrícia. Entrevista com: Dr Marcos Tomanik Mercadante. Associação Brasileira de Psicopedagogia. Disponível online em: http://www.abpp.com.br/entrevistas/06.htm Acesso em 12/05/201
Resolução Nº 02  de 03/2004. Disponível em http://www.jusbrasil.com.br/diarios/286687/dou-secao-3-05-03-2004-pg-120 Acesso em 25/04/2012
fonte: http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br

5 de set. de 2012

Garoto com síndrome de Down é impedido de embarcar em voo


Garoto com síndrome de Down é



 

impedido de embarcar em voo





Família, que comprou passagem na 1ª classe, reclama de discriminação. 

Empresa afirma que garoto estava agitado e podia colocar o voo em risco.

Do G1, em São Paulo

O menino Bede, impedido de embarcar em voo, em imagem da emissora KTLA  (Foto: Reprodução)O menino Bede, impedido de embarcar em voo, em
imagem da emissora KTLA (Foto: Reprodução)
Um casal da Califórnia, nos EUA, disse terem sido impedidos de viajar com o filho, que tem síndrome de Down, na primeira classe de um voo do aeroporto de Newark, em Nova Jersey, de volta para a casa da família, em Porterville.

De acordo com o “Huffington Post”, Joan e Robert Vanderhorst, disseram já ter viajado sem nenhum problema com o filho Bede pelo menos outras 30 vezes. “Minha esposa disse: ‘Bede nunca voou de primeira classe. Ele vai ficar empolgado’”, contou o pai.

O casal então gastou mais US$ 625 (cerca de R$ 1.250) para mudar para a primeira classe de um voo da American Airlines, mas ao tentarem embarcar foram avisados por um funcionário da companhia que não poderiam ir naquele avião porque o piloto dizia que Bede representava “um risco” para o voo.

Joan gravou o episódio com a câmera do celular. No vídeo, é possível ver o garoto brincando com um boné ao lado da fila, enquanto os pais discutem com o funcionário.

“Nunca algo assim havia acontecido com a gente. Por isso é tão chocante. Ele costuma nos trazer sorte, coisas boas acontecem quando Bede está conosco”, disse o pai Robert ao “Daily News”.

Os pais contaram à emissora KTLA que foram informados que o comportamento do garoto poderia atrapalhar o piloto, já que os assentos da primeira classe ficam muito próximos da cabine. “Nosso filho não é diferente de uma criança de 4 ou 5 anos no comportamento”, disse o pai.

Um porta-voz da American Airlines disse que o garoto estava agitado e correndo ao redor da área de embarque, o que fez com que os funcionários decidissem que ele “não estava pronto para o voar”.

Segundo Robert, o menino não correu, fez barulho ou causou qualquer outro distúrbio antes do voo. A família foi retirada do portão de embarque por autoridades do aeroporto e levada para um voo da United Airlines. Eles não receberam o dinheiro do upgrade do voo de volta, segundo a KTLA.

No voo seguinte, afirmam, eles foram colocados no final da aeronave. “Pela segunda vez, nós fomos discriminados, segregados”, reclama Robert, que pretende processar a American Airlines. Segundo o pai, o filho não se perturbou com o incidente, e cumprimentou todos no novo voo.
“Foi humilhante, horrível. Fomos tratados como criminosos”, disse Robert ao “Daily News”

18 de ago. de 2012


Transtornos do desenvolvimento



Transtornos do desenvolvimento podem ser definidos como quaisquer entidades nosológicas ou eventos, de origem genética ou adquiridos até os primeiros meses de vida, que comprometam o desenvolvimento cerebral do indivíduo, podendo causar deficiências, físicas ou mentais, bem como restrições à funcionalidade e à participação social. Considero, então, que a deficiência mental, a paralisia cerebral, a epilepsia, os transtornos específicos de aprendizagem, bem como doenças mais graves, como a distrofia muscular progressiva tipo Duchenne e síndromes neurodegenerativas etc. constituem todos exemplos de TDs. As diversas manifestações neuropsicológicas dos transtornos do desenvolvimento podem ser agrupadas em síndromes caracterizadas por padrões recorrentes de dificuldades associadas, as quais refletem disfunções em componentes informacionais e circuitos neuronais específicos.
1) Deficiência mental: Na prática a síndrome de deficiência mental é operacionalizada como um QI abaixo de 80 (ou 70 em certos ambientes culturais) em que ocorre prejuízo ao funcionamento adaptativo independente do indivíduo. Apenas inteligência rebaixada não é suficiente para caracterizar deficiência mental. Há necessidade de haver comprometimento das funções adaptativas, principalmente da capacidade e auto-administrar sua vida, potencialmente e futuramente, no caso de crianças. Antigamente se atribuía a deficiência mental a um rebaixamento global da inteligência geral, o chamado fator g. Atualmente existem evidências de que diversas condições de origem genética ou adquirida podem comprometer as funções cognitivas e adaptativas de forma irregular, havendo funções mais comprometidas e funções relativamente preservadas. As especificidades determinadas por cada etiologia correspondem ao que se chama de fenótipo cognitivo ou comportamental. P. ex., um fenótipo específico caracterizado por atraso na aquisição da linguagem (hemisfério esquerdo) e agitação (lobo frontal) é observado em muitas condições com herança ligada ao cromossoma X, tais como a distrofia muscular progressiva tipo Duchenne. A síndrome de Klinefelter se associa também com disfunção do hemisfério esquerdo, sob a forma de dislexia. Na síndrome de Turner e no hipotireoidismo congênito tratado, por outro lado, ocorre um padrão de comprometimento da coordenação motora, habilidades visoespaciais, aritmética e cognição espacial que caracteriza o transtorno não-verbal de aprendizagem. Algumas das principais causas de deficiência mental são o alcoolismo materno entre as causas ambientais, a síndrome de Down entre as causas cromossômicas e a síndrome do sítio frágil no cromossoma X entre as causas genéticas. A avaliação neurocognitiva é importante, portanto, para caracterizar o fenótipo cognitivo ou comportamental.
2) Transtornos de aprendizagem: O termo transtorno de aprendizagem refere-se atranstornos específicos do desenvolvimento que se diferenciam da deficiência mental pelo comprometimento seletivo de determinados domínios do funcionamento e pela presença de QI normal e que são caracterizados em função da sua relação com as dificuldades de aprendizagem escolar. Ou seja, trata-se de transtornos do desenvolvimento em que a criança apresenta um QI na faixa da normalidade e que se manifesta por dificuldades de aprendizagem escolar em um domínio circunscrito como a leitura ou a aritmética.

3) Transtornos disexecutivos: Do ponto de vista cognitivo, uma série de transtornos de desenvolvimento se caracteriza por impulsividade e dificuldades com a auto-regulação. O transtorno do déficit de atenção por hiperatividade (TDAH) é diagnosticado pela presença de sintomas relacionados com impulsividade, hiperatividade e desatenção. Existem formas predominantemente impulsivas/hiperativas, predominantemente desatentas e mistas de TDAH. O TDAH apresenta comorbidade freqüente com transtorno desafiador opositivo (TDO) e transtorno de conduta (TC). TDO é denominação psiquiátricas para crianças que são desobedientes, rebeldes e desafiadoras. O TC é diagnosticado quando o TDO apresenta características persistentes e assume contornos mais graves. O TDAH junto com o TDO e o TC constituem o chamado grupo dos transtornos externalizantes do comportamento, ou seja, transtornos que se manifestam sob a forma de comportamentos manifestos, que assumem características perturbadoras do ambiente. Indivíduos com transtornos externalizantes apresentam déficits em funções executivas, tais como avaliadas por testes neuropsicológicos (Barkley, 2001). Mas os déficits neuropsicológicos não têm validade diagnóstica, as taxas de falsos negativos e positivos são muito altas. Uma explicação alternativa para a fisiopatologia do TDAH é considerá-lo como um transtorno dos processos de reforçamento e extinção, fazendo com que a janela temporal em que os reforçadores operam seja mais curta. O modelo comportamental caracteriza melhor a natureza do TDAH, uma vez que não se trata de um déficit cognitivo (o QI é normal) ou atencional (os dados sobre déficits atencionais no TDAH não são consistentes). As evidências neurobiológicas disponíveis sugerem que o TDAH representa uma variação de polimorfismos genéticos na transmissão dopaminérgicas em circuitos frontais córtico-subcorticais lateralizados para a direita. Disfunções executivas também fazem parte do quadro clínico de muitas doeças neurológicas tais como paralisia cerebral, algumas epilepsias, acidente vascular cerebral etc.
4) Atraso de aquisição da linguagem oral: O atraso na aquisição da linguagem é um dos principais sintomas de muitos transtornos do desenvolvimento tais como deficiência mental ou autismo. Mas existe um grupo de crianças com inteligência e socialização normal que apresentam o transtorno específico de desenvolvimento da linguagem oral (TEDLO), cuja principal dificuldade reside no domínio dos aspectos fonológicos da linguagem. Nas crianças com TEDLO ocorre a persistência de processos fonológicos que são normais em etapas anteriores do desenvolvimento, tais como as dislalias por troca (RATO -> /latu/) e por supressão (PRATO -> /patu/). Um subgrupo de crianças com TEDLO apresenta dificuldades na percepção dos sons da fala devido a um transtorno da decodificação temporal de séries de estímulos transitórios. O prognóstico é bom, mas as crianças com TEDLO apresentam risco de dificuldades de aprendizagem da leitura. A distrofia muscular progressiva tipo Duchenne é um exemplo de patologia genética em que pode ocorrer atraso no desenvolvimento da linguagem oral.
5) Dislexia específica de evolução: As etapas iniciais de aprendizagem da leitura em uma escrita alfabética exigem o domínio do princípio alfabético, ou seja, da capacidade de decodificar as relações sistemáticas entre grafemas e fonemas. Um contingente de crianças com inteligência normal apresenta dificuldades nas habilidades fonológicas de segmentar mentalmente as palavras nos seus fonemas constituintes de modo a estabelecer correlações com os grafemas pelos quais são representados na escrita. As dificuldades de decodificação fonológica também podem estar associadas a déficits na decodificação temporal de séries de estímulos transitórios e constituem a base fisiopatológica da dislexia específica de evolução. As dificuldades são persistentes e, à medida que as exigências escolares vão aumentando, começam a surgir dificuldades de interpretação de textos. O diagnóstico de dislexia não é incompatível com sucesso pessoal e profissional desde que os aspectos pedagógicos e socioemocionais sejam bem equacionados. Um exemplo de condição cromossômica onde ocorrem déficits relacionados ao hemisfério esquerdo é a síndrome de Klinefelter.
6) Transtorno não-verbal de aprendizagem: O transtorno não-verbal de aprendizagem (TNVA) é uma das síndromes neuropsicológicas do desenvolvimento menos conhecidas (Rourke, 1995). Trata-se de crianças que apresentam um padrão de comprometimento caracterizado por dificuldades de coordenação motora, nas habilidades visoespaciais e aritmética, na cognição social e na capacidade de fazer inferências. Na idade pré-escolar podem apresentar características comportamentais externalizantes como agitação e desobediência, mas na idade escolar e adolescência o comprometimento socioemocional muda para um padrão internalizante de depressão e ansiedade. As crianças com TNVA parecem ser ingênuas e desprotegidas, apresentam dificuldades com os aspectos pragmáticos da comunicação, ou seja, para desambiguar o contexto social, principalmente no que se refere à mecanismos de ironia, malícia etc. Tendem a fazer interpretações concretas. As dificuldades pragmáticas e não-verbais contrastam o desenvolvimento relativamente normal da fonologia, da sintaxe e da leitura. O discurso pode ser exuberante porém relativamente desprovido de conteúdo (“cocktail party speech”). Às vezes as crianças com TDAH podem parecer “verbosas”, sugerindo uma sobreposição de sintomas com a síndrome de Asperger. As dificuldades no TNVA podem ser atribuídas a disfunções da substância branca e/ou do hemisfério direito. Enquanto o hemisfério esquerdo se caracteriza por predomínio das conexões córtico-corticais de curta-distância que suportam um estilo analítico de processamento, no hemisfério direito predominam as conexões de longa-distância, relacionadas com o um processamento mais holístico. A disfunção do hemisfério direito é uma condição necessária e a disfunção da substância branca é necessária e suficiente para causar o TNVA. O TNVA caracteriza o fenótipo comportamental de muitas condições tais como síndrome fetal alcoólica, hidrocefalia congênita, síndrome de Turner, síndrome de Sotos, hipotireoidismo congênito precocemente tratado, seqüela de tratamento profilático para leucemia linfocítica aguda etc.
7) Discalculia específica de evolução: As discalculias, ou dificuldades de processamento numérico e para a aprendizagem de operações aritméticas, podem ocorrer por três mecanismos principais. As dificuldades podem ser de natureza de lingüística, consistindo de dificuldades para reconhecer, produzir ou transcodificar entre os vários sistemas de notação numérica, as quais refletem uma disfunção do hemisfério esquerdo. O segundo padrão é atribuído a dificuldades visoespaciais e se manifesta sob a forma de dificuldades para realizar operações sobre o valor posicional dos algarismos no sistema arábico de notação. As discalculias visoespaciais refletem tanto disfunções do hemisfério esquerdo quanto direito, mas são mais graves em conseqüência de comprometimentos à esquerda. Finalmente, existe um padrão de dificuldades conseqüente à incapacidade de representação analógica de grandezas, ou seja, um transtorno do desenvolvimento do conceito de número (anaritmia). A dificuldade de adquirir o conceito de número é causada por disfunções bilaterais do lobo parietal. Várias questões permanecem em aberto no estudo das discalculias do desenvolvimento, como suas relações com outros transtornos de aprendizagem tais como a dislexia, o TNVA e síndrome de Gerstmann do desenvolvimento (agnosia digital, desorientação direita-esquerda, disgrafia e acalculia). Algumas questões importantes de pesquisa: a) as dificuldades aritméticas no TNVA se devem a dificuldades visoespacial ou refletem a presença de uma anaritmia?; b) a síndrome de Gerstmann do desenvolvimento reflete disfunções do hemisfério esquerdo ou um padrão semelhante ao TNVA?
8) Autismo e síndrome de Asperger: O autismo e a síndrome de Asperger fazem parte do grupo dos transtornos invasivos do desenvolvimento, caracterizados por sintomas nas três áreas de dificuldades na interação social, comunicação e restrição do repertório comportamental/dificuldades com o comportamento lúdico e imaginativo. De modo simplificado pode-se dizer que o padrão neuropsicológico no autismo corresponde a um comprometimento do hemisfério esquerdo, caracterizado pelo fato de que mais de 50% das crianças com autismo não falam ou apresentam alterações graves no desenvolvimento da linguagem. O padrão de comprometimento na síndrome de Asperger, por outro lado, reflete uma disfunção do hemisfério direito, fazendo parte do TNVA. A natureza das dificuldades primárias no autismo e síndrome de Asperger é um assunto controverso. É geralmente aceito que os padrões qualitativamente distintos de interação social nos indivíduos autistas podem ser atribuídos a dificuldades com a construção de representações reflexivas, de ordem superior, dos próprios estados mentais e dos estados mentais alheios (teoria da mente). As discussões dizem respeito aos mecanismos do déficit: se refletem um déficit congênito em módulo da cognição social implementado pelo córtex temporal superior, amígdala e lobo frontal ou se derivam de uma disfunção executiva que prejudica o desenvolvimento de representações de estados mentais na interação com o ambiente social.
Fonte: http://npsi-reha.blogspot.com.br/2006/09/transtornos-do-desenvolvimento.html
Para saber mais adquira o livro Transtornos e dificuldades de aprendizagem: entendendo melhor os alunos com necessidades educativas especiais. Org. Simaia Sampaio e Ivana Braga, Editora WAK.


Fonte: simaia.blogspot.com

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